Romantismo Desperdiçado #1

Não sei se algum de vocês já viu um filme chamado “Simples como amar”, com a Juliette Lewis e o Giovanni Ribisi. É aquele com o casal de jovens com problemas mentais que resolvem ficar juntos, lembram? Eles se conhecem na escola politécnica, quando ela está tentando convencer os pais de que pode ser independente e levar a vida sozinha. Ele é o rapaz sempre zoado mas que leva uma vida um pouco mais independente e já vive relativamente sozinho à algum tempo. Eles se apaixonam, ficam juntos, lutam contra o preconceito e tem um final feliz se casando com uma banda ao fundo. Legal, não?

Além das razões obvias pra que eu me identifique com histórias sobre pessoas com problemas mentais e do fato de que eu as vezes me expresso da mesma forma que o personagem do Ribisi, esse filme é disparado o filme de “romance” que mais mexe comigo. Desde a cena do primeiro beijo no baile de Halloween, com ela vestida de cisne e ele com aquela fantasia engraçada de cachorro até os dois conversando sobre sexo no sofá, eu admito que passo o filme todo assistindo sem piscar, chegando a momentos de quase lacrimejar e outros em que eu tenho que virar o rosto de tão ansioso que fico com certas cenas. É, eu tenho medo de mim as vezes…

E bem, ainda que com todo esse meu cinismo e frieza natural que eu tenho em relação a vida pessoal e coisas do tipo, durante o tempo de duração do filme eu admito que sinto, além da preocupação absurda com os personagens (preocupação essa que não muda mesmo depois de ver o filme 36 vezes), uma onda chocante de romantismo. Vontade de acreditar em finais felizes, vontade de acreditar em compreensão mútua e pessoas que gostam de você como você é, vontade de acreditar em pessoas se casando com bandinha ao fundo, pôr-do-sol sentados de mãos dadas e declarações de amor que não fazem todo mundo se sentir imbecil sete segundos depois. Ou seis, se forem bem contundentes.

Ou seja, por duas horas (incluído o tempo dos comerciais) eu realmente me sinto romântico, aposto em relacionamentos duradouros, espero uma alma gêmea e confio plenamente na felicidade a dois.

Só que aí vem o Corujão e eu volto a ser frio como uma mesinha de mármore trancada num freezer. Mas fica a dica de filme pra ser assistido antes de dizer o “sim” na cerimônia de casamento.

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em Crônicas

4 Respostas para “Romantismo Desperdiçado #1

  1. ThiagoFC

    Valeu pela dica. Pode ser útil! hehe

  2. Bicho, sei lá… Acho esse filme constrangedor!

    Sei lá…

  3. Dias

    CARAAAAAAAAAA..a manuela ta pronta,com letras e balões…foi enviada pro Kio revisar
    só esperando vc voltar e publicar.
    Mande noticias.

    Dias

  4. Ana Tereza Otoni

    Vi o filme(e foi a muito tempo, naquele tempo em que não roubava vaquinhas)…ahhhhhhhhh é fofo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s