Diários da ex-adolescência

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“Good night and good fight!” – 2/3

Primeiro dia de ensaios da valsa. A debutante totalmente alucinada com o nosso amigo loiro, meus amigos totalmente alucinados com as gurias e a professora de dança totalmente alucinada com a minha falta absoluta de coordenação motora. Fomos divididos em casais usando o tamanho como critério e para minha alegria eu passei a fazer par com uma linda descendente de nipônicos chamada Laura. Ainda que com minha dificuldade para manter o ritmo ou minha facilidade para pisar nos pés das pessoas, nós estávamos nos saindo bem em termos de dança e desconfio que eu até não estava me saindo tão mal em ritmo de aproximação, ainda que todos os caras estivessem tentando me passar a perna e a disputa entre nós lembrasse mais “Death Race 2000” do que uma disputa de cavalheiros. Mas eu ia bem, conversava com ela na volta dos ensaios e imaginei que no tempo que faltava pra festa eu até poderia criar intimidade o bastante pra ter alguma chance.

Até que no terceiro ensaio, assim que os pares se formam, um dos caras vai até a professora e começa a conversar. E conversam, e conversam e conversam. O resultado dessa conversa, pro meu choque, foi fazer a mulher concluir que todo mundo tinha mudado de tamanho na noite anterior e os pares teriam que ser redivididos. Com isso Laura foi colocada seis casais pra frente e eu passei a dançar com uma garota gordinha que media 1,44 e por isso nunca poderia tirar carteira de motorista, ainda que fosse poder entrar na piscina de bolinhas do Macdonalds até o final da vida. Esbocei uma reclamação, mas como todo mundo queria se livrar da menina gordinha, todos foram contra mim, exceto, cabe ressaltar, o Yuri, que tinha faltado nesse dia.

E continuamos com mais alguns ensaios, que me fizeram aprender tudo de dança que sei até hoje (valsa é valsa, forró é valsa acelerada, música lenta é valsa em slow e lambada é sexo. Não tem nada a ver com valsa), até chegar no dia da festa, que era antecedida por uma missa. Chegando na missa a mãe da garota disse que cada um de nós teria que acender uma vela com um isqueiro e entrar na igreja. Problema: eu não sabia acender um isqueiro. Sério, não riam, eu apenas não sabia. Yuri me deu um isqueiro e tentou, em cinco minutos, me ensinar uma coisa que eu tentava aprender desde os 12, para desespero da mãe da menina. E lá fui eu. 6 dedos queimados e um litro de fluido de isqueiro depois, eu tinha aprendido. E tinha ficado viciado em acender isqueiros, hábito que sempre emputece meus amigos fumantes.

Livres da missa, que era a parte da chata da noite, já que lá só quem bebe é o padre, fomos para o salão de festas. Entramos, dançamos com as gurias, rimos da cara do nosso colega que era príncipe e fomos curtir a festa. Eu e mais um amigo fomos rapidamente arrastados por duas garotas pra parte de fora do clube onde era a festa. Meu amigo por uma das garotas interessantes do local e eu pela minha parceira mirim de dança. Ele pra ficar com ela e eu pra responder pra garota se ela tinha chance com um outro amigo meu, ao que eu respondi que possivelmente não, já que ele tinha namorada, mas ela sempre poderia tentar. Ela então perguntou se eu estava “disponível”. Me sentindo feliz por ser a última opção da garota que era a última opção de todo mundo eu decidi me jogar no lago, mas por estar com a farda de gala, que é difícil de lavar, tive pena da minha mãe que lavaria aquilo e decidi apenas voltar pro salão e beber.

No próximo capítulo: copos voadores, voadoras em avós e mucha lucha!

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2 Comentários

Arquivado em Crônicas

2 Respostas para “Diários da ex-adolescência

  1. Ah…

    Tempo bom, não volta mais…

    Saudade, de uns tempos atrás…

  2. ThiagoFC

    ¡LUCHARAM!

    Ah, nada como a lucha libre mascarada mexicana…
    Vi Nacho Libre esses dias, bacana.

    E talvez a gordinha não fosse tão feia, você que ainda estava sóbrio (falei por falar, na verdade não acredito nisso. Não importa o teor alcóolico: mulher feia é mulher feia, e fim de papo).

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