Plan to be spontaneous tomorrow

Eu sempre achei que espontaneidade, assim como tatuagens, piercings, cabelo grande e sexo casual, era uma dessas coisas que funcionava pros outros caras mas que não dava muito certo pra mim. Não que eu seja um desses caras que gastam muito tempo pensando em tudo que fazem e não tem um mísero momento de espontaneidade e decisões instintivas durante seu dia, mas eu…bem, eu sou um desses caras que gastam muito tempo pensando em tudo que fazem e não tem um mísero momento de espontaneidade e decisões instintivas durante o seu dia. That’s how i roll, baby.

(E sim, eu sei no que vocês devem estar pensando. Se eu sou uma pessoa que pensa tanto antes de agir e falar, como eu consigo dizer tanta besteira? E pior, se eu penso muito antes de falar, quer dizer que todas as vezes que eu conto a piada da lésbica necrófila* isso é fruto de um profundo processo reflexivo? Bem, a resposta é sim e espero que isso sirva pra que vocês pensem no tipo de coisa que eu diria se não pensasse tanto.)

Mas depois de assistir a “Sim senhor” (incrível como os filmes do Jim Carrey conseguem despertar em mim momentos de profunda reflexão!) eu comecei a pensar (eu não disse?) um bocado sobre isso e vi que pensar demais tem sido um problema . Afinal, quase todos os grandes momentos de diversão da minha vida vieram de atitudes impensadas ou de momentos em que, quando eu estava começando a pensar demais alguém me deu uma cerveja ou uma porrada (ou as duas coisas. Ou até mesmo uma porrada com uma latinha de cerveja) e eu tenho um grande e antigo histórico de perder chances e oportunidades por pensar demais e ficar medindo as conseqüências ao invés de simplesmente fazer o que eu tenho vontade. E isso é, pra dizer o mínimo, chato.

Daí a minha decisão de, junto com meu projeto geral de melhoria da minha personalidade (assim como Stalin eu faço planos de longa duração que envolvem grandes mudanças e o exílio das pessoas que discordam de mim para a Sibéria. E lá, como vocês sabem, não tem net), adicionar um pouco mais de espontaneidade na minha vida. Sim, vou tentar fazer mais as coisas que sinto vontade e menos as coisas que a minha cabeça mandar, tentar seguir mais os meus instintos ao invés de ser tão espontâneo quanto um ator secundário de Floribella ou o pessoal da Fazenda da Record (“é por isso que o Brasil te odeia, Dado!”). Vou tentar fazer aquilo que as pessoas chamam de “seguir o coração” (argh…) e ouvir menos a minha mente preocupada. E já dei provas de que posso fazer isso, afinal, tenho aceitado propostas nada racionais, como ir a festas de pessoas que eu não conheço (tendo sido, é claro, convidado por pessoas que também não conhecem a dona da festa), tomar rodadas de tequila sem limão (sério, tequila sem limão é algo calamitoso) e até mesmo cheguei ao extremo de aceitar um convite para ir a um jogo do Flamengo no Maracanã hoje.

Agora vocês devem estar se perguntando (como é provável que vocês se perguntem em quase todos os posts…) “e eu com isso”? E eu digo que bem, se eu começar a ser espontâneo existe a séria possibilidade de que eu seja…não sei…preso, extraditado ou me envolva em várias brigas de bar, então se alguém telefonar de madrugada, não hesitem em atender, ok? Posso ser eu pedindo ajuda. Espontaneamente, claro.

E é isso. Se preparem para um João mais espontâneo, instintivo, sincero e com mais problemas em relação ao nosso sistema judicial. Afinal, como disse certa vez meu tio Jorge, logo após trocar o carro do meu avô por um vídeo-cassete, o que um homem tem a perder seguindo seu coração além da sua dignidade, seus bens, seu emprego, sua família, seus amigos e sua liberdade condicional? Nada, meus amigos, nada.

(Antes que alguém pergunte: sim, esse blog virou uma espécie de diário virtual até segunda ordem e vamos passar um tempinho sem resenhas ou ficção. O próximo post, se tudo der certo, vai ser sobre como eu nunca acerto na escolha do condicionador e porque eu me sinto gordo com camisas de cor clara. Sei lá, eu fico gordo, não fico? Eu acho que fico, pelo menos.)

*Ok, não posso perder essa oportunidade. Vocês sabem por que a lésbica necrófila não gosta de presunto? Por que ela prefere a mortadela. “Morta dela”, sacou? Tá, tudo bem, vou parar…

P.S: Mais uma atitude inesperada: aceitei ir jogar paintball com vários amigos meus, incluindo o Flavinho. Pra quem não conhece o Flavinho, saibam que jogar paintball com ele é como brincar de luta de dedão com o Freddy Krueger ou pêra, uva, maçã, salada mista com o Saddam Hussein, só que mais violento.

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10 Comentários

Arquivado em Vida Pessoal

10 Respostas para “Plan to be spontaneous tomorrow

  1. Se você aceitou ir ao paintball com o Flavinho significa que vai ao paintball com Flavinho, Dimmy, Pancinha, Gordo e Juninho?

    Caro amigo, espontaneidade é uma coisa, burrice é outra!

  2. ThiagoFC

    Eu achava que o Brasil odiava o Dado Dolabella porque ele traiu o movimento punk, véio!

  3. Não é que eu esteja querendo dar uma de apaixonada não é que eu já tive uma experiência semelhante e não me arrependo tal vez tenha sido só golpe de sorte mesmo.Mas logo em que eu cheguei no meu novo colégio no inicio do ano eu fique super a fim de um garoto da sala só que tinha um probleminha, eu era novata e só tinha feito uma amiga, em fim eu acabei a postando com ela que tinha coragem de chegar na boa e pedir o MSN do garoto. Esperei três horários de aula pra fazer isso. Acabou que eu conheci o garoto, e conheci o grupinho de amigos dele, descobri que o garoto era idiota de mais (ate mesmo pra mim), mas hoje ganhei novos amigos, e amigos dos amigos dele que agora são meus amigos (pessoas bem interessantes) conheci outros amigos e aconteceram mais coisas esse inicio de ano do que eu esperava então seja espontâneo! : )

  4. Juninho

    Eu só vou atirar no Flavinho…

    Toma cuidado pra não começar a se achar gordo com qlq camisa…

    E se nesse sua “vibe” espontanea vc me agarrar eu te sento a porrada…

  5. “…e eu tenho um grande e antigo histórico de perder chances e oportunidades por pensar demais e ficar medindo as conseqüências ao invés de simplesmente fazer o que eu tenho vontade. E isso é, pra dizer o mínimo, chato.”

    Cara, eu podia ter assinado isso. Eu mantenho uma enorme tendência a calcular minuciosamente o que vai acontecer depois e, como minha bola de cristal está com alguns fantasmas, errar feio e me remoer de arrependimento por não ter sido mais impulsiva.

    Mas tenho que admitir que Viçosa me ajudou a melhorar um bocado. Pelo menos eu aprendi que tatuagens tem a ver comigo, cortes de cabelo radicais nem tanto e sexo casual definitivamente não.

  6. Pelo que me lembro, a última vez em que eu te vi você estava de camisa clara e… ah, deixa pra lá, né?!

  7. Andrey

    Cara, se precisar de advogado….

    honorários a gente conversa depois que eu ver seu contra-cheque (o novo, da petro ;) )

    hehehe

  8. ok, como já disse em um dos comentários atrasados para posts antigos que fiz hoje, sofro do mesmo mal do pensamento e elucubrações excessivas a respeito de todas as coisas da vida, do universo e de tudo o mais. se você tiver dicas a respeito da superação de tal característica, compartilhe com a minha pessoa… ou escreva um livro, algo como ‘pare de pensar e mexa no meu queijo logo aí logo!’

    cara, e jogo do flamengo no maracanã?? o ministério da saúde adverte: menos espontaneidade, faz favor!

  9. ahauhahuahua. Seu tio Jorge é um gênio.

    Eu vi o “Sim, Senhor” recentemente. O que pode parecer um monte de palhaçadas eu absorvi como lições de vida, cara. C

    Por exemplo: “Na vida, não podemos ser só ouvintes”, e outras que não me lembro no momento.

    Abraço!

  10. a piada da necrófila é ó-te-ma!!!!! bem retardada!!

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