Top 6 – Meus grupos favoritos de um sucesso só

Copacabana Beat: Autores do épico sucesso “Mel na sua boca” (sim, é aquele do “como é doce o beijo quando vem da sua boca”), o Copacabana Beat é um desses grupos que entrou no inconsciente de uma geração pela porta do fundos, derrubando a mesa e chutando as cadeiras. Adotando um dos mais clássicos esquemas de formação de grupo da história da música mundial (um cara estranho cantando e duas meninas esquisitas ao fundo dançando), o grupo atingiu a fama com “Mel na sua boca” (como é doce o beijo quando vem da sua boca…quando vem da sua boooocaaaaa”) mas ainda conseguiu produzir pérolas mais ou menos conhecidas como “Balança Brasil” e “Me leva contigo” além de “Cinderela perdeu pra mim”, música que eu nunca ouvi, mas que me soa como um hino de toda comunidade de pivetes GLBT. Coisa fina.

Twister: Sucessor de uma dinastia de grandes boy bands nacionais como Dominó, Polegar, Dominó de novo, Bro’z e Dominó – A nova geração, o Twister surgiu como um furacão (boa essa, hein?) nas paradas de sucesso brasileiras com o clássico “40 graus”, considerado por mim como a música com a melhor introdução da história da humanidade (“A cada dia, a cada vez/que eu te vejo, ali no play,/eu fico tonto, eu fico mal/é claro que nada é igual/como se eu andasse/no sol sem chapéu/como se meus dedos tocassem/o inferno e o céu”). Infelizmente porém outras drogas entraram na vida do vocalista Sander e o grupo rapidamente passou do sucesso infinito e internacional para as aparições no programa do Gilberto Barros seguindo direto daí para o ostracismo com tempo apenas para algumas paradas em feiras de peão no interior de Minas.

B5: Dando um passo adiante na sua coleção de boy bands o Brasil conseguiu com o B5 atingir a meta da “preteen band”, descobrindo finalmente o elo perdido entre o Trem da Alegria e os caras do Broz. Alçados ao topo das rádios com a energética e sensual (para os padrões de alguém com 11 anos) canção “Matemática” (“eu só penso em você/fico louco pra te ver/imagina só fazendo o que?”) o B5 desfrutou por algumas semanas de destaque na MTV, aparições na grande mídia e permissão para ficar vendo TV na sala até tarde. Infelizmente logo depois o grupo caiu no anonimato devido a própria incapacidade de compor hits mantendo o padrão elevado de “Matemática” e a impossibilidade de fazer uma turnê internacional sem acabar perdendo o ano e bombando na terceira série. Mas ficam as saudades.

P.O. Box: Famosos pelo mega-hit caótico “Papo de Jacaré”, um dos momentos de maior falta de lógica da música pop brasileira, da mesma vertente que o clássico “controlo o calendário sem utilizar as mãos” de Claudinho e Bochecha, o P.O. Box era um desses grupos que as pessoas dificilmente compreendem de onde vieram e tem muito pouca curiosidade por saber para onde vão. Apesar de ter um dos melhores sites de banda que eu já vi, cheio de informações e dados impressionantes sobre a trajetória do grupo, o P.O. Box acabou caindo rapidamente na vala comum das bandas compostas por pessoas com problemas de esquizofrenia e não conseguiu reeditar seu sucesso inicial em outras músicas ou discos.

Carrapicho: Bate forte o tambor, eu quero é tiquitiquitiquitiquitá. Nada mais precisa ser dito sobre o grupo Carrapicho.

Br’oz: Nascido das mãos do Midas da cultura pop nacional, Sílvio Santos, o Bro’z, grupo cujos membros foram fria e cautelosamente selecionados no Popstars, reality show que emocionou toda a nação, alcançou já em seu primeiro disco o sucesso total, irrestrito e absoluto com a lendária “Prometida”, música que emociona, transcende e rima “profundo” com “mundo”, coisa que não é pra qualquer um, vendendo mais de 350000 cópias. No ano seguinte lançaram seu segundo cd, com menos sucesso e em 2005 chocaram o Brasil com a sua separação, já que ninguém se lembrava que o grupo ainda existia. Porém, mesmo com a separação dos integrantes o Bro’z não deixou de prestar serviços relevantes ao cenário musical brasileiro: um dos seus integrantes hoje é vocalista do grupo Cupim na Mesa (?!), outro, Filipe Duarte, substitui Rodriguinho como vocalista dos Travessos e um terceiro ainda pega aquela menina do Rouge que era meio esquisitinha. Boa, garotada.

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10 Comentários

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10 Respostas para “Top 6 – Meus grupos favoritos de um sucesso só

  1. Até que enfim você abriu seu perfil! Já desconfiava que fosse esse João, mas como não tinha certeza, resolvi não arriscar. Gosto do seu blog. Alguns textos mais do que outros. Também o descobri por causa do Zé. Hahaha. Obrigada pelas visitas e comentários. Até mais. o/

  2. ThiagoFC

    Poderia ter ficado como top 5, excluindo o Twister. Sei lá, na linha dos grupos de um só sucesso, acho que o Bro’z representa as boy-bands em geral. E faltou nessa lista o Fincabaute, do clássico “É Coisa de Maluco” ( http://letras.terra.com.br/fincabaute/75/ ).

    Mas se fosse um Top 1, com o Carrapicho, tava bem representado.

  3. P.O. BOX é de Gyn (sim, Goiânia se abrevia com uma letra que não tem na própria palavra, da forma como só um candango poderia imaginar). E eu cheguei a conhecer os brodagens da banda pessoalmente. Não que eu me orgulhe disso.

  4. TG

    do PO Box, como eu tenho parentes em Goiás, acabei conhecendo um disco inteiro. Tinha uma música q chamava Zeca Mansidão cuja vinheta de introdução era engraçada, melhor até q papo d jacaré. E só.

    Agora, como uma lista de bandas com uma música só não contém o Steppenwolf e sua onipresente Born to be Wild? é nacional apenas?

  5. Twister era um epiteto. Nunca me esqueço de uma entrevista com o Sander depois que ele reabilitou-se. Na entrevista ele tava meio rechonchudo, cabelo grande, tocando violão em cima da árvore, como aquelas pessoas da banda Comma que sempre passa propaganda na MTV.

  6. Vailan

    Faltou Virgulóides e o sucesso bagulho no bumba: nessa bumba não ando mais/ acharam um bagulho no banco de trás… é, é, é, eu acho que bagulho é de quem tá de pé, é/ Olha o axé…

  7. TG

    ow! e teve tb aquela banda de pagode do filho do Zico! “Só no sapatinho, ô, ô!”

  8. Juninho

    Cara o que diabos leva uma pessoa a formar um grupo chamado “Cupim na Mesa”?

  9. George McCrae

    Faltou ainda na lista: O Surto (A Cera – Pirou Meu Cabeção), Grafite (Mamama Mama Maria – sucesso de 1983), Os Virgulóides (Bagulho no Bumba), Cogumelo Plutão (Esperando na Janela), Penélope (Namorinho de Portão), Luka (Tô Nem Aí), Genghis Khan Brasil (Comer, comer, comer, comer é melhor para poder crescer!!!!!!!!!). E tem ainda os internacionais: Patrick Hernandez (Born to be Alive), Century (Lover Why), Crowded House (Hey now, hey now, Don´t Dream is Over) e eu George McCrae (Rock Your Baby).

  10. George McCrae

    Também faltou o mega hit de 1994 do pagode nacional: Lá vem negão/cheio de paixão/ ticatá/ticatá/ ticatá/ querendo pegar todas as meninhas/ de coroa ele pegou o anão….

    Acho que isso aí mais ou menos!

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