Top 5 – Músicas malandronas e danadinhas da década de 80

Michael Jackson – Billie Jean : Primeira música a também poder ser usada como argumento da defesa em um processo de pensão alimentícia, Billie Jean é uma daquelas canções que representam bem o espírito de malandragem marota da música oitentista, com a história de um cara que, ok, admite que praticou o esporte bretão com a garota, mas nega veementemente a paternidade daquela criança. Afinal, o bebê é negro, como poderia ser filho do Michael Jackson? Destaque para o vídeo-clipe, que é sensacional, mas não faz absolutamente merda de sentido nenhum.

Divinyls – I touch myself : Bem, se eu não entendi alguma coisa errado ou tenho uma mente muito suja, essa é uma música sobre masturbação, o que, por si só, já a coloca totalmente alinhada com o conceito oitentista do “do it yourself malandrão”, que ia desde o Charles Bronson fazendo justiça com as próprias mãos (ok, em outro sentido, mas com as próprias mãos) até o movimento punk e a explosão dos vídeos pornôs, além de comprovar que “Sometimes you can’t make it on your own”, a música que Bono compôs aos 16 anos, quando teve os dois braços engessados, não era um caso isolado de abordagem do assunto.

The Outfield – Your love : Uma das minhas canções oitentistas favoritas e já várias vezes citada aqui no blog, esse petardo do Outfield traz em si o que de mais malandro e danadinho a música pop daquela década podia oferecer, com a história de um cara que, durante uma viagem da namorada, começa a praticar o pega pega recreativo com uma garota mais nova, com quem ele deixa claro que não vai rolar compromisso, no que pode ser considerado a primeira versão musicada de um roteiro de filme pornô softcore. Detalhe para o vocal cheio de sentimento e dor, no melhor estilo “tô pegando mas tô sofrendo, ah, brincadeira, não tô sofrendo não”. (Ah, e alguém mais acha que o tecladista é cego?)

Rick Astley – Never gonna give you up : Eu sei que aparentemente não dá pra localizar de forma clara onde está a sacanagem e a malandrice nessa música (exceto, é claro, no fato de que Rick Astley aos, sei lá, 14 anos usava aquele cabelo e aqueles ternos) mas quando você vê isso, isso ou até mesmo isso, você nota que sim, existe muita malandragem rolando e esse rapaz é mesmo um danadinho.

A-ha  -Take on me : Um dos clipes conceitualmente mais malandrões da década de 80, Take on me quebrou qualquer tipo de paradigma do absurdo danadinho ao colocar um personagem de quadrinhos seduzindo uma pessoa real (?!) e levando-a para sua revista(?!) onde eles são atacados por caras usando ferramentas de oficina mecânica (?!!), num verdadeiro divisor de águas da arte de filmar histórias meio bizarronas. Como se isso não bastasse, a música ainda ganhou uma sobrevida (?!) na voz do grupo Jammil, trazendo a tona uma nova tendência, a de regravações de músicas oitentistas por grupos de Axé, com potencial para gerar novos clássicos, como “Ivory e Ebony” cantada pelo Parangolé e “Freedom” regravada pelo Chiclete com Banana.

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10 Comentários

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10 Respostas para “Top 5 – Músicas malandronas e danadinhas da década de 80

  1. ThiagoFC

    No tópico sobre Take on Me você me lembrou de um dos maiores crimes já praticados contra a humanidade: Cláudia Leite, transformando Led Zepellin em axé (isso sim é um dos sinais do apocalipse!)

  2. poxa, eu adoro “your love”, e nunca prestei atenção na letra :S

    acho que sou mais do time dos anos 90 (nasci em 84, ou seja, so fui ter malicia na decada seguinte) e sou do grupo que foi perguntar pros pais o que a musica DON’T WANNA NO SHORT DICK MAN quer dizer.

    • sarasachezsi2@ig.com.br

      hahaha.. e eu que cantava isso na ingenuidade rsrs
      hj já posso cantar concordando totalmente com a letra. essa sim é malandra e deveria estar aki no post

  3. E como se não bastasse a malandragem essas músicas tem um quê de “furfle feeling”.

    “poxa, eu adoro “your love”, e nunca prestei atenção na letra” [2]

  4. engraçado que eu nunca vinculei década de 80 com malandrices e danações. Acho minha atenção sempre esteve voltada para o grau insano e absurdo de breguice nas roupas da época.

    I don´t want
    anybody else
    when I think about you
    I touch my self
    uo uo uooou

  5. Mariana

    Eu tenho que comentar de novo só pra dizer que a tag Robin Sparkles NÃO passou despercebida. HAHAHAHAH

  6. Hauhauahuahuahauhauha… ri muito!

  7. Afinal, o bebê é negro, como poderia ser filho do Michael Jackson?
    fazendo justiça com as próprias mãos (ok, em outro sentido, mas com as próprias mãos)
    no melhor estilo “tô pegando mas tô sofrendo, ah, brincadeira, não tô sofrendo não”

    Não tem como não rir nos teus posts, João!
    Muito bom!!

  8. ana

    Billie Jean \o/ \o/ \o/
    Arrasou!

  9. Elisa

    Antes dos anos 80, as coisas eram mais escondidas. Uma vez me disseram que “Please please me” era sobre sexo oral. Fui ouvir a música com meu novo conhecimento adquirido e ela realmente é muito malandra e danadinha.

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