Movie Review #12, #13, #14 e #15

Mandando bala : Esse é um filme que eu sinceramente não entendo como não se tornou um clássico instantâneo, com dezenas de continuações e quaquilhões de dólares para todos que participaram. Afinal, temos Clive Owen como um mocinho clichê que come cenouras e faz piadas sobre o Pernalonga, temos uma mocinha prostituta interpretada pela Monica Bellucci de decote, temos Paul Giamatti como um vilão genialmente bizarro e temos cenas de ação envolvendo bebês, secadores de mão daqueles de banheiro, pessoas fazendo sexo enquanto atiram e todo tipo de cena irreal e surrealmente decorrente das combinações disso tudo. Um exemplo clássico de que para fazer um bom filme de ações estupidamente mentiroso tudo de que você precisa é manter uma certa coerência na sua mentirosidade, como todos nós aprendemos em “Adrenalina” e “Carga Explosiva”.  Cotação: 6/8

A Experiência 4: Como eu já disse antes, a graça do Telecine é permitir que você perca horas preciosas da sua vida vendo filmes que você nunca veria normalmente apenas porque estão sendo exibidos de graça. E esse é um desses filmes, provavelmente o canto do cisne alienígena dessa cinessérie que já nasceu trash e foi caminhando a passos largos na direção da mais completa e absurda bizarrice freestyle. Nesse episódio temos novamente uma loira mezzo humana, mezzo alien  lutando contra sua natureza interior de sair por aí matando todo mundo. E bem, o roteiro é isso mesmo. Destaque para a cena em que outra híbrida alienígena, vestida de freira, começa a pular de um telhado para outro caçando um pobre homem mas pára assim que a polícia manda parar. Ou seja, é uma alien assassina, mas é uma boa cidadã e respeita as leis. Porque sem respeitar a polícia aonde a gente vai parar, certo? Cotação: 3/8

As crônicas de Spiderwick: Eu costumo odiar filmes de fantasia com crianças, basicamente pelo fato de que se levam a sério demais para filmes de fantasia com crianças (afinal, é fantasia e tem…crianças…). E esse é um defeito que “As Crônicas…” realmente não tem, afinal, em nenhum instante ele se leva a sério ou ignora que seu público-alvo são crianças que assistem filmes no DVD de casa enquanto o pai está vendo futebol e adultos que têm mais tempo livre do que gostariam. E com isso ele acaba ganhando pontos pela simplicidade, pelas atuações bem afinadas dos atores mirins, os efeitos especiais que funcionam dentro do clima proposto e pelo fato de que, tenho que admitir, é um filme fofinho. Um bom filme pra relembrar a infância e ver o Nick Nolte fazendo papel de ogro. Cotação: 4/8

Queime depois de ler: Eu sou fã dos Coen desde Fargo, e raramente me decepcionei com um filme deles. E claro, não seria o caso desse, dessa vez sobre uma dupla de funcionários de uma academia que decidem chantagear um ex-funcionário da CIA após encontrar seu diário. Os Coen continuam com sua direção ágil, seu humor afiado* e sua facilidade para matar personagens e levar a trama para lados que você não imagina, sem nunca perder a lógica e a coesão do roteiro, pelo menos nos padrões de lógica e coesão de um roteiro dos Coen. O ótimo elenco também ajuda bastante e o produto final é um filme que, se não é genial, vale totalmente o tempo que você gasta assistindo. Se você não for daqueles que pausam o tempo todo e gastar 6 horas nele. Cotação: 6/8

*”Direção ágil e humor afiado” são clichês obrigatórios para qualquer resenha sobre comédia.

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7 Comentários

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7 Respostas para “Movie Review #12, #13, #14 e #15

  1. Mandando Bala é genial, não entendo como alguém pode não gostar do filme. Sério, quase tão completo quanto Duro de Matar 1. E o resto eu não vi.

  2. nunca assisti a nenhum dos quatro, mas a experiência é uma franquia que, definitivamente, não assisto mais. o primeiro foi mais do que suficiente.

    • joão baldi jr.

      Eu totalmente compreendo, Juliana…O conceito de “alienígena ninfomaníaca que mostrar peitinhos” é algo difícil de emplacar com o público feminino. Não sei por que, claro, mas é.

  3. Eu tenho medo de recomendar qualquer coisa dos irmãos do Coen porque olha, pouquíssima gente entende meu amor por eles. Mas garanto que é puro e verdadeiro.

  4. Eu só vi o Queime Depois de Ler, gostei bastante, também gosto dos Coen-desde-Fargo. Os outros eu não vi e vai ficar por isso mesmo…

  5. Alysson

    O único problema do post (ou meu, provavelmente) é que a primeira vez que eu li “Cotação 6/8”, achei que fosse um outro filme.

  6. Só assisti o Queime depois de ler tambem.
    E cara, eu me esbaldo muito com esse filme.

    É uma satira genialissima da vida moderna, toda vez que eu leio as noticias me sinto dentro de um Queime depois de ler ou coisa que o valha. :)

    Se um dia a gente souber o que aconteceu…

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