Doenças da modernidade: casos #1 e #2

Síndrome de Scott Pilgrim – Uma doença neurológica muito comum entre seres humanos do sexo masculino, mas apenas recentemente catalogada, a Síndrome de Scott Pilgrim afeta a área do cérebro responsável pela memória causando sutis alterações na percepção que uma pessoa tem dos fatos do seu passado.

Quase sempre atuando em suas lembranças ligadas a relacionamentos, ela, através de pequenas mudanças no alinhamento dos eventos ocorridos, faz com que o homem tenha uma visão muito mais favorável das posturas que tomou, ignorando quaisquer desvios éticos ou atitudes imorais que tenha cometido, chegando ao extremo de até mesmo assumir uma postura de vítima diante do término da relação. Traições se transformam em deslizes, falhas viram e acidentes e você começa a acreditar que aquelas garçonetes cobertas de chantilly eram realmente suas primas e aquele perfil falso da sua ex-namorada no Par Perfeito era apenas uma brincadeira sadia que ela, chata como sempre, não entendeu.

Mal de John Connor – Outra enfermidade apenas recentemente descoberta pela ciência, o Mal de John Connor é uma das doenças mais raras, porém mais perigosas nos tempos atuais, devido ao fato de que ela não apenas causa profunda dor física como ainda incapacita seu portador para o convívio social.

Caracterizada por uma imensa dificuldade para lidar com eletrônicos ou máquinas, ela, em sua primeira etapa de contágio, acaba expondo o portador a uma série de problemas que vão desde ferimentos físicos causados por portas eletrônicas, vidros elétricos ou seletores de volume extremamente sensíveis, até danos psicológicos advindos de mau-funcionamento de telefones, perda de dados em computadores e outras situações de stress emocional profundo.

E é exatamente a soma desses problemas que leva ao segundo estágio da doença, a paranóia. Nessa fase o doente começa a interconectar todos os incidentes envolvendo qualquer tipo de maquinário e passa a ter a impressão de que eles são coordenados, como se as máquinas conspirassem contra ele de forma organizada e consciente, tentando de qualquer forma se afastar delas, além de xingá-las e agredi-las como se elas pudessem compreendê-lo.

Esse estágio pode levar (ou não) a problemas psicológicos mais graves e fantasias mais elaboradas, envolvendo viagens no tempo, ciborgues, Michael Biehn e Christian Bale xingando funcionários da produção.

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7 Comentários

Arquivado em crise de meia meia idade, Desocupações, Mundo (Su)Real, teorias

7 Respostas para “Doenças da modernidade: casos #1 e #2

  1. ThiagoFC

    Vai falando do Mal de John Connor agora… Quero ver quando um T-1000 de metal liquefeito começar a te perseguir pelas ruas, se você ainda vai achar isso tudo tão engraçado assim…

  2. Quando vi o mal de John Connor pensei em alguma coisa do tipo: usa o papo de que veio de um futuro pós-apocaliptico só pra pegar mulher.

  3. Eu acho que nunca tinha comentado aqui, antes, mas preciso te dizer que este blog está entre os meus favoritos (não apenas na lista de favoritos, mas ali, naquela preferência subjetiva que faz diferença quando os compromissos apertam e só se pode ler alguns). Além disso, tem divertido uma porção de amigos com quem compartilho os posts que mais me tocam. Acho que o CID 10 está perdendo muito sem sua participação na elaboração.

  4. Pingback: Tweets that mention Doenças da modernidade: casos #1 e #2 -- Topsy.com

  5. JuninhO

    Eu tenho essa Sindorme de John Connor com alguns eletronicos como o PS3. Juro que aquilo tem vida, pensa e ri de mim quando me ganha no WE11.

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