4 sugestões para filmes baseados em clássicos alternativos da música brasileira

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Nosso Sonho – Uma dramédia romântica sobre o amor entre pessoas de idades diferentes,teria Marcelo Camelo e Mallu Magalhães em sua estréia no cinema, atuando como versões ficcionais de si mesmos, ele um cantor de funk pancadão buscando novos rumos após o final de seu grupo e ela uma estrela ascendente do melody que é duramente criticada pela mídia, ambos descobrindo no amor a solução não apenas para seus dilemas criativos mas também para o imenso vazio emocional que sentiam. A trilha sonora seria toda composta por versões em funk da carreira-solo de Marcelo e uma cover de “Não gosto de piru pequeno” cantada por Mallu. Bruno Medina faria o papel de um cara muito chateado que escreve num blog e Buchecha faria uma participação especial como o pai de Mallu Magalhães, levando qualquer um que questionasse seu casting a ser chamado de racista.

Dança da Manivela – Uma espécie de “Árvore da vida” brasileiro, o filme seria focado apenas nos primeiros versos da canção e contaria uma saga cósmica envolvendo a criação do universo, do império romano e do carnaval baiano, tudo isso usando como fio condutor os paralelos entre as trajetórias de Nero e Durval Lélis, numa espécie de meta-biografia em que o verdadeiro biografado nunca aparece. Dirigido por Márcio Garcia canalizando Terrence Malick, o filme envolveria longas seqüências das belezas naturais brasileiras, das festividades folclóricas do país e de imensas manivelas girando sem rumo no espaço sideral. Com Anthony Hopkins atuando sob obrigações contratuais no papel de Deus, Wagner Moura como a voz do cavalo de Nero e Ivete Sangalo como Iemanjá, o filme teria o primeiro corte com duração de 8 horas mas seria totalmente editado a pedido dos investidores, tendo como resultado final algo muito semelhante a um comercial de havaianas de uma hora e media estrelando Juliana Paes, que foi convidada de última hora.

Sem abuso – Um thriller político histórico dirigido por Glória Perez, envolveria um fuzileiro brasileiro (Victor Fasano) que após ser traído pela noiva decide se tornar mercenário no oriente médio, sendo contratado para treinar a guarda real iraquiana e se tornando um dos braços direitos de Saddam (Lima Duarte). Com a invasão americana ele acaba sendo preso e transportado para Guantánamo, onde acaba tendo como companheiro de cela um brasileiro, também ex-mercenário (Eri Johnson), que revela a ele que a traição de sua noiva não foi real, sendo apenas uma artimanha de seu irmão para lhe roubar a mulher de sua vida. Com o coração repleto de ódio e vingança, ele descobre no pagode uma forma de controlar seu stress enquanto planeja seu retorno para o Brasil, onde sua antiga noiva (Letícia Spiller), agora casada com seu irmão (Murilo Benício), imagina que ele já esteja morto. Trilha sonora composta e orquestrada por Leandro Lehart e verba toda captada através da Lei Rouanet, que permite que as locações iraquianas sejam numa região meio seca do norte de Minas Gerais.

Cilada – Dirigido por Domingos de Oliveira, conta a história de um malandro carioca (Lázaro Ramos) que, seduzido por uma mulher de condição financeira mais favorável (Luana Piovani) acaba realizando diversas tarefas domésticas na espera de ser recompensado com alguma demonstração mais física de afeto, apenas para posteriormente descobrir que na verdade ela era casada (marido interpretado por Kadu Moliterno) e nunca teve intenções reais de ir pra cama com ele. Rubens Ewald Filho considerará o filme “datado” numa exibição para os críticos mas o grande público nunca poderá realmente ter acesso a obra porque na véspera do lançamento os advogados de Bruno Mazzeo entrarão com uma ação não apenas por considerarem que o título infringe os direitos da franquia Cilada.com mas também porque o Bruno Mazzeo tem a maior cara de quem faria uma essas coisas. O grupo Molejo nunca receberá um tostão e ainda será convocado para depor durante o julgamento, que se arrastará durante cinco anos e dará ganhou de causa para Guilherme Fontes.

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5 Comentários

Arquivado em cinema, Ficção, homens trabalhando, Sem Categoria

5 Respostas para “4 sugestões para filmes baseados em clássicos alternativos da música brasileira

  1. ThiagoFC

    Eu assistiria a todos esses filmes (exceto Cilada, por razões óbvias. A não ser que aparecesse alguma cópia pirata, igual na época do primeiro Tropa de Elite).
    “Nosso Sonho” seria barbada (sem trocadilhos com a barba do Marcelo Camelo) pro Oscar de melhor filme estrangeiro. E fico curioso com a reação dos descendentes de Alexandre Dumas a esse “Sem abuso”, já que a trama em nada lembra o O Conde de Montecristo…

  2. Imagens do Evandro Mesquita servem pra tudo! Nosso Sonho é barbada mesmo! Sem contar a cena que mostra a recuperação de Camelo de sua síndrome do pânico com uma dose de transtorno obsessivo compulsivo.

    Cinema 2013:
    http://ocinematografo.blogspot.com.br/

  3. mateus

    Se não tem “Renato Aragão, Dedé Santana, André Segatti, Angélica, Daniel, Xuxa Meneghel, Luciano Huck e GRANDE ELENCO”, eu não vou ver, não!

  4. Você leva muito jeito pra cinema e quem sabe não sai daí o primeiro Oscar nacional. Bom demais. Que criatividade.

  5. Quando eu leio coisas como essas, eu volto a acreditar na literatura brasileira.

    No cinema, ainda mais.

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