Arquivo da categoria: cinema

4 sinopses para filmes de ficção científica meio realistas

pet me i are cute

#um grupo de cientistas acredita ter descoberto sinais de vida em um planeta muito distante e inicia um processo de décadas para permitir que a humanidade alcance esse canto ainda inexplorado do espaço. são obtidos avanços científicos, são realizados testes em busca da tripulação perfeita, até que num dia de muito júbilo para a espécie humana, e com transmissão para todos os países da terra, a nave “perseus” é lançada em direção ao espaço em sua missão de dez anos para finalmente confirmar a existência de vida fora do sistema solar. durante essa missão alguns astronautas enlouquecem, outros morrem, alguns são vítimas de doenças desconhecidas, pois nunca os seres humanos haviam sido expostos durante tanto tempo ao ambiente espacial. chegando no planeta, batizado de “terra 2”, o único cientista sobrevivente descobre que é um alarme falso, vida não é bagunça, não vai sair aparecendo assim, não vamos encontrar logo de primeira, o que vocês tavam pensando. agora ele precisa voltar pra terra sozinho e a viagem parece que vai ser longa porque ele viu todos os dvds bons já na ida.

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Mais duas breves inseguranças causadas por filmes que eu vi faz um tempinho

ben affleck

# começou quando você viu aquela comédia romântica com o rapaz de harry potter. comédia romântica só fofura, comédia romântica só carinho, comédia romântica é mocinha e mocinho, aquela torcida, não tem grande surpresas. quinze minutos e você não tá curtindo o mocinho, meia hora e você tá simpatizando com o namorado da mocinha, uma hora de filme e você tá torcendo contra o casal, manifestando em voz alta que romance é mais que momento, que é fácil ser romântico sem as contas pra pagar, que estabilidade também é importante na vida. e aí você nota que na comédia romântica da vida você claramente não é o mocinho mas sim o namorado da mocinha. você não faz grandes gestos, você pede comida em casa, você defende rotina, você gosta do restaurante de sempre, você não é do tipo que leva flores mas sim do tipo que diz pra não esquecer a notinha fiscal do outback porque depois dá pra pegar petisco grátis da próxima vez (se possível as asinhas porque você curte asinha). você fica bem pensativo. você não gosta de imaginar sua namorada perto de caras parecidos com o adam sandler agora. você tá preocupado. comédia romântica com o rapaz de harry potter te deixou preocupado.

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5 plot twists que temi nos 15 minutos finais do filme “garota exemplar”

Celebrity Sightings In Los Angeles - October 30, 2013

plot twist #78 – O que parecia ser um plano de Nick Dunne para se livrar de Amy Dunne e que depois viemos a saber que era na verdade um plano de Amy Dunne para se livrar de Nick Dunne era na verdade um plano de Nick Dunne para que Amy Dunne achasse que tinha conseguido colocar em prática seu plano para se livrar de Nick Dunne quando na verdade Nick Dunne é que o tempo todo havia planejado se livrar de Amy Dunne fazendo com que ela voltasse com Desi Collings, que estava no plano junto com Nick pois queria Amy Dunne de volta mas não sabia que Nick esperava que ele fosse assassinado por Amy e Amy fosse presa.

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Pequenas neuroses instáveis de relacionamentos de maior estabilidade

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o problema da divisão de problemas – e ela é a pessoa com quem você mais quer falar sobre toda e qualquer coisa, e isso inclui seus problemas. mas ao mesmo tempo, por ela ser a pessoa com quem você mais quer falar sobre toda e qualquer coisa, você sente um certo ímpeto de não gastar o tempo de vocês dois – que poderia ser gasto falando sobre toda e qualquer coisa – falando sobre os seus problemas. mas uma parte importante de ter alguém com quem você quer falar sobre toda e qualquer coisa é dividir os problemas, e se você não falar pra ela sobre esses problemas, se você omitir essa parte, ela deixa de ser a pessoa com quem você pode e quer falar sobre toda e qualquer coisa. e ela provavelmente vai ficar chateada contigo. e aí nessa divisão entre a vontade de falar com ela sobre as coisas que te matam de raiva mas não querer jogar em cima dela as coisas negativas da sua vida, você acaba criando frases como “hoje eu tive o dia mais merda de bosta que um maldito de um corno mal-pago pode ter naquela caralha daquela empresa de merda que só tem filho da puta…” e quando ouve o silêncio preocupado do outro lado da linha, complementando com “…mas de um jeito legal, sabe? tipo, não tão ruim e tal. e quando eu disse caralha eu queria dizer ambiente propenso ao crescimento, eu sempre me confundo com essas palavras”.

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Mini-conto #19 – “Submarino”

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Primeiro eu tinha que esquecer o seu sorriso. Esquecer a sua boca, esquecer as covinhas do seu rosto, esquecer o jeito como a sua franja caía pela sua testa, como você prendia o cabelo atrás da orelha. Depois esquecer a sua risada, esquecer o som da sua voz, esquecer o seu jeito de cantarolar, esquecer o sotaque que você achava que tinha perdido mas eu notava, esquecer o jeito como você piscava pra mim quando achava que ninguém estava olhando.

Depois seriam as coisas maiores. O seu jeito de encostar os pés nos meus na cama, o gosto da sua boca, a sensação da sua cabeça no meu ombro enquanto a gente assistia algum filme chato no sofá, as suas mãos debaixo da minha camisa pra se esquentar quando sentia frio. Os abraços quando a gente se encontrava, os beijos quando a gente se despedia, você apertando a minha mão quando alguém estranho passava do nosso lado na calçada.

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4 sugestões para filmes baseados em clássicos alternativos da música brasileira

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Nosso Sonho – Uma dramédia romântica sobre o amor entre pessoas de idades diferentes,teria Marcelo Camelo e Mallu Magalhães em sua estréia no cinema, atuando como versões ficcionais de si mesmos, ele um cantor de funk pancadão buscando novos rumos após o final de seu grupo e ela uma estrela ascendente do melody que é duramente criticada pela mídia, ambos descobrindo no amor a solução não apenas para seus dilemas criativos mas também para o imenso vazio emocional que sentiam. A trilha sonora seria toda composta por versões em funk da carreira-solo de Marcelo e uma cover de “Não gosto de piru pequeno” cantada por Mallu. Bruno Medina faria o papel de um cara muito chateado que escreve num blog e Buchecha faria uma participação especial como o pai de Mallu Magalhães, levando qualquer um que questionasse seu casting a ser chamado de racista.

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Trecho número 67 de uma tentativa de teoria unificada das comédias românticas

John-Cusack-in-Say-Anythi-002De todos os conflitos lógicos que dominam o gênero das comédias românticas – estabilidade x novidade, liberdade x compromisso, aceitação x correção – poucos são mais complicados de solucionar racionalmente e geram mais dissociação em relação aos princípios do romance real e prático do que a dicotomia básica entre a definição do amor enquanto solução ou fim da jornada e a visão do romance enquanto processo ou conquista contínua, possivelmente as duas mais frequentemente apresentadas nesse contexto ficcional específico. Continuar lendo

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quatro ótimos filmes ruins para um 2012 que não quer acabar

JOSÉ-WILKER-e1304891177812prometheus – primeiro grande blockbuster a ser escrito dentro de uma lógica puramente infantil, na qual os eventos vão se encadeando sem motivações racionais ou conseqüências lógicas, com ações e repercussões que lembram vagamente um sprint de animação do chaves – “e aí tinha uma nave, e um robô, e um gigante, e o luther, e aí eles entravam nunca caverna e tinha um alien, e a mulher ficava grávida e aí sai um polvo de dentro dela e zaz, e vinha o quico e a charlize theron e a terraformação e a bola quadrada” – prometheus oferece muita ação, poucas justificativas, quase nenhum sentido aparente e nos ensina que é sim possível fazer uma profunda investigação filosófica sobre o sentido e origem da humanidade que envolve um xenobiólogo cuja primeira reação diante de uma forma de vida alienígena é chamar de bonitinha e tentar cutucar com o dedo, como todos nós aprendemos no colégio espacial.

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Sobre perspectiva histórica, guerras mundiais, pintadas no olho e resenhas alternativas

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Uma das coisas mais fascinantes em relação ao processo histórico é o fato de que ele é profundamente dependente de uma perspectiva posterior, já que no momento exato da sua construção a história é praticamente imperceptível. O cara que estava na caverna ao lado do primeiro homem a descobrir o fogo pode ter achado aquilo apenas uma luz incômoda, os primeiros a ouvirem uma sinfonia de Beethoven podem ter considerado o garoto bem meia-boca e pelo menos um cara deve ter participado da queda da bastilha apenas porque não gostava de usar coletes (“culotes? era de culotes que vocês estavam falando?! vocês são foda, galera”).

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Mini-conto #13: “Comédia romântica”

Nas comédias românticas as pessoas gostam de dizer que se lembram tudo. Que você usava vermelho, que a lua estava cheia, que nós pedimos macarrão, que o táxi atrasou, que o garçom era engraçado, que o seu perfume tinha algo de jasmim. Eu lembro que você me esperava na frente de uma banca de jornal, que quase não conseguimos achar um bar, que as pessoas falavam alto em torno da gente, que um garotinho se ofereceu pra fazer alguma coisa em troca de dinheiro – falar os dias da semana em inglês,foi isso? – e você foi muito simpática com ele e achei isso muito bacana em você. Eu não lembro exatamente da sua roupa, eu não lembro exatamente da lua, ou se estava frio, ou se estava quente, mas eu lembro que você estava com uma câmera e eu fiquei inseguro pensando se esse era um plano de emergência caso eu fosse muito chato – “ei, desculpa sair assim, mas esqueci que precisava fotografar uns canários agora à noite pra um trabalho e olha só, esse é meu táxi, tchau”. E no tempo que eu precisasse pra perguntar se canários efetivamente saem à noite e que tipo de trabalho era aquele você ia ter ido embora, algo assim. Mas naquela noite você ficou. E ainda consigo lembrar do primeiro sorriso que você me deu.

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