Arquivo da categoria: Movie Review

5 plot twists que temi nos 15 minutos finais do filme “garota exemplar”

Celebrity Sightings In Los Angeles - October 30, 2013

plot twist #78 – O que parecia ser um plano de Nick Dunne para se livrar de Amy Dunne e que depois viemos a saber que era na verdade um plano de Amy Dunne para se livrar de Nick Dunne era na verdade um plano de Nick Dunne para que Amy Dunne achasse que tinha conseguido colocar em prática seu plano para se livrar de Nick Dunne quando na verdade Nick Dunne é que o tempo todo havia planejado se livrar de Amy Dunne fazendo com que ela voltasse com Desi Collings, que estava no plano junto com Nick pois queria Amy Dunne de volta mas não sabia que Nick esperava que ele fosse assassinado por Amy e Amy fosse presa.

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quatro ótimos filmes ruins para um 2012 que não quer acabar

JOSÉ-WILKER-e1304891177812prometheus – primeiro grande blockbuster a ser escrito dentro de uma lógica puramente infantil, na qual os eventos vão se encadeando sem motivações racionais ou conseqüências lógicas, com ações e repercussões que lembram vagamente um sprint de animação do chaves – “e aí tinha uma nave, e um robô, e um gigante, e o luther, e aí eles entravam nunca caverna e tinha um alien, e a mulher ficava grávida e aí sai um polvo de dentro dela e zaz, e vinha o quico e a charlize theron e a terraformação e a bola quadrada” – prometheus oferece muita ação, poucas justificativas, quase nenhum sentido aparente e nos ensina que é sim possível fazer uma profunda investigação filosófica sobre o sentido e origem da humanidade que envolve um xenobiólogo cuja primeira reação diante de uma forma de vida alienígena é chamar de bonitinha e tentar cutucar com o dedo, como todos nós aprendemos no colégio espacial.

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Sobre perspectiva histórica, guerras mundiais, pintadas no olho e resenhas alternativas

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Uma das coisas mais fascinantes em relação ao processo histórico é o fato de que ele é profundamente dependente de uma perspectiva posterior, já que no momento exato da sua construção a história é praticamente imperceptível. O cara que estava na caverna ao lado do primeiro homem a descobrir o fogo pode ter achado aquilo apenas uma luz incômoda, os primeiros a ouvirem uma sinfonia de Beethoven podem ter considerado o garoto bem meia-boca e pelo menos um cara deve ter participado da queda da bastilha apenas porque não gostava de usar coletes (“culotes? era de culotes que vocês estavam falando?! vocês são foda, galera”).

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Sobre Drive, rudimentos de interpretação cinematográfica e a eterna semiótica do palito de dentes

Dentre todas as fascinantes características das obras de arte contemporâneas, uma das mais intrigantes, senão a mais intrigante de todas, é a de sua indeterminação, de sua posição como obra aberta, por assim dizer. Isso porque, sendo exposta a quantas interpretações quanto for seu número de leitores, ela nunca se esgota, com cada observador participando ativamente do processo criativo e da busca por significado. E claro, ao mesmo tempo em que, no aspecto positivo, isso quer dizer que a obra de arte sempre se renova a cada leitura já que todo novo leitor tira dela um sentido diferente, no aspecto negativo isso quer dizer que alguns leitores, várias vezes a maioria deles, vai apenas viajar grandão, ter um monte de idéia errada e ir pra casa achando que Cocoon era um filme pornô porque tinha idosos em traje de banho. Sério, tem galera que faz isso mesmo.

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Movie Review #16 – “Os Muppets”

 

Uma coisa que fica cada vez mais clara é que vivemos na era do “humor de borda”. Sim, o humor que está tentando desafiar convenções, o humor que está lutando desesperadamente pra ser “inteligente”, o humor que quer se mostrar politizado, o humor que quer dar tapas de lado de mão na cara da sociedade, levar até seus máximos limites a discussão sobre responsabilidade jurídica e deixar a esquerda atônita, a direita confusa e os adolescentes de centro discutindo inconclusivamente no twitter.

E diante desse humor que tem os mais diversos objetivos e acaba várias vezes deixando de lado algumas das premissas básicas nas quais deveria se sustentar – ser engraçado, por exemplo – várias vezes a gente se pega sentindo falta do humor garoto, do humor moleque, do humor de pés descalços, mais ingênuo e infantil, que mais do que te fazer refletir sobre a humanidade, dissertar sobre a vida e a morte ou mesmo questionar os limites humanos do mau-gosto, tem apenas a intenção de te fazer rir, ter umas duas horas agradáveis e não precisar acompanhar o desenrolar de cada uma das piadas através das manchetes dos jornais. E é nessa categoria, praticamente esquecida, que se encontra o novo filme dos Muppets. Continuar lendo

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3 problemas que eu tive com o filme do Lanterna Verde (e 2 coisas bacanas também)

A indefinição do tom: mais ou menos como uma senhora idosa participando do programa “Tentação” com Sílvio Santos, Lanterna Verde nunca sabe exatamente pra que lado ir. Se em alguns momentos ele procura a ficção científica, em outros ele avança na direção da comédia e em vários parte para o romance, sem em nenhum deles conseguir efetivamente funcionar. Não que outros filmes baseados em quadrinhos como Thor e Homem de Ferro não tenham nos mostrado que é possível sim transitar entre esses diversos gêneros, mas em Lanterna Verde isso sempre acontece de forma truncada e confusa, nunca parecendo realmente “orgânico”, como se algumas cenas tivessem sido enxertadas, montadas fora de ordem ou apenas filmadas porque o diretor de segunda unidade disse que seria “muita zuera” se fizessem. Exemplificando melhor o nível de sutileza e lógica nas transições temáticas, é mais ou menos como se com 30 min de “Aliens” Ridley Scott inserisse uma cena de jantar romântico e depois, lá perto do final, um alien aparecesse em cena e falasse pra Sigourney Weaver “puxa meu dedo”. Continuar lendo

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6 breves observações sobre o novo filme dos X-Men

“X-Men – First Class” é um filme bacana e divertido. O roteiro é bom, a trama flui de forma interessante, os atores se saem muito bem e a história consegue misturar ação, aventura e momentos que, sinceridade, me lembraram um bocado o seriado antigo do Batman, no bom sentido. Várias vezes falta um nível maior de desenvolvimento dos personagens e algumas coisas – como o “plano genial” do vilão – são apenas bobas e parecem ter sido imaginadas por um aluno repetente da sexta série, mas eles compensam tudo com um participações especiais, um ritmo bacana e um professor Xavier que bebe cerveja e tenta pegar as gatinhas com cantadas sobre mutação genética. Por sinal, nunca num filme de super-heróis se bebeu tanta cerveja, reparem.

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Movie Review #12, #13, #14 e #15

Mandando bala : Esse é um filme que eu sinceramente não entendo como não se tornou um clássico instantâneo, com dezenas de continuações e quaquilhões de dólares para todos que participaram. Afinal, temos Clive Owen como um mocinho clichê que come cenouras e faz piadas sobre o Pernalonga, temos uma mocinha prostituta interpretada pela Monica Bellucci de decote, temos Paul Giamatti como um vilão genialmente bizarro e temos cenas de ação envolvendo bebês, secadores de mão daqueles de banheiro, pessoas fazendo sexo enquanto atiram e todo tipo de cena irreal e surrealmente decorrente das combinações disso tudo. Um exemplo clássico de que para fazer um bom filme de ações estupidamente mentiroso tudo de que você precisa é manter uma certa coerência na sua mentirosidade, como todos nós aprendemos em “Adrenalina” e “Carga Explosiva”.  Cotação: 6/8

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Movie Review #9, #10 e #11

#9: Modelos nada corretos (5/8) – Por mais que namoradas, colegas de faculdade e estudantes de cinema discordem, existe um óbvio valor intrínseco nas comédias americanas meio babacas que ainda precisa ser reconhecido. O drama de um soldado longe de seu lar, preso numa guerra que não compreende, pode te fazer refletir sobre a natureza humana? Claro. A superação de um casal de jovens que, contra tudo e contra todos, luta por seu amor pode nos inspirar e aquecer nossos corações nas noites solitárias movidas a brigadeiro cor de rosa? Aham, ok. O sofrimento de uma jovem mãe solteira e sem memórias do seu passado que luta para criar seus 17 filhos negros judeus árabes no sul dos Estados Unidos em pleno período da Grande Depressão sem ajuda, dinheiro ou amigos e tendo sempre que substituir o número quatro e seus múltiplos pela palavra “pim” quando fala, nos faz pensar em nossas dificuldades e em como certos roteiristas forçam a barra? Óbvio. Mas amigo, existem coisas que apenas Adam Sandler gritando com um taco de golfe ou Steve Carell sendo depilado podem fazer por você.

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Movie Review #8 – “Os Mercenários”

O cinema é, se formos pensar bem, uma máquina de realizar sonhos. Assim como uma lâmpada mágica ou um anel de Lanterna Verde, ele tem a capacidade de permitir que vejamos diante de nossos olhos coisas que habitavam apenas as nossas imaginações, os cantos mais profundos das nossas mentes, e que nós possivelmente nunca enxergaríamos no mundo real. No cinema nós chegamos mais cedo à lua, no cinema nós fizemos contato com civilizações de outros planetas, no cinema nós descobrimos como seria a vida após a morte, no cinema nós vimos como seria Scarlett Johansson ruiva usando uma roupa de couro (e eu nunca poderei lhe agradecer o bastante por isso, Sr. John Favreau).

E se você foi um garoto na década de 80 possivelmente sempre imaginou que o filme de ação máximo, o auge do cinema cheio de som e de fúria, seria algo envolvendo Stallone, Schwarzenegger e Bruce Willis juntos. E haveria bombas, explosões, mortes, carne voando, piadinhas sendo lançadas e talvez, sim, talvez, um cara com uma roupa camuflada lançando um míssil com as próprias mãos. E se você era um desses garotos, meu amigo, eu posso dizer que, sem dúvidas, “Os Mercenários” realizou o seu sonho.

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