Arquivo da categoria: Músicas e derivados

Algumas playlists extremamente específicas para momentos um tanto quanto particulares

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Cinco canções pra quando você está tentando se animar pra sair com seus amigos mas não está exatamente animado porque não apenas não acredita no rolê como também já se sente envolvido emocionalmente com alguém e imagina que ainda que isso não vá necessariamente te imobilizar em termos pessoais porque não é nada sério mas poderia vir a denotar uma certa falta de romantismo da sua parte com a qual você mesmo não quer conviver

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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #556, #557, #558 e #559

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#556 – Peter and Kerry – Split for the city: Baseada no terror inato e primordial de não estar lendo os sinais, não estar pegando as deixas, não estar entendendo as pistas e ela estar fazendo as malas pra ir embora e levando o gato enquanto você apenas se pergunta porque uma bolsa tão exageradamente grande só pra ir comprar o café que acabou – “e você sabe que o Willie sempre espirra quando você leva ele nessas padarias” – essa cançãozinha disfarça como pop vagamente dançante um monstro lovecraftiano mais perverso e aterrorizante que Cthulhu, que é o “eu ainda te amo mas acho que não estou mais apaixonada por você”. Para pistas de dança com espaço para você se deitar em posição fetal enquanto bebe vodka de canudinho.

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5 sugestões de músicas para um pancadão efetivamente neurótico

MC Sapão – Eu tô tranquilão (apenas no exterior já que por dentro ando me roendo de insegurança em relação ao nosso relacionamento)

MC Leozinho – Ela só pensa em dançar (o que tem me deixado meio preocupado porque ela está me dando menos atenção e eu acho que isso só pode querer dizer que ela quer terminar)

MC Marcinho – Tudo é festa (exceto pra mim porque eu não consigo me concentrar nas comemorações já que mandei esse sms pra ela dez minutos atrás e ela ainda não respondeu, o que só pode querer dizer que ela quer terminar)

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A praticamente interminável playlist sobre mal-entendidos e brigas de casal: itens #12, #13, #14, #15 e #16

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#12 -Joe Cocker – Don’t let me be misunderstood: Possivelmente o mais próximo que uma canção romântica consegue chegar de uma declaração formal de desculpas após uma acusação de violência doméstica, essa balada de Joe Cocker se tornou um clássico por aliar em poucas estrofes não apenas claros sinais de bipolaridade do eu-lírico como também aquela postura “só deus pode me julgar” tão presente nos grandes romances, nos grandes adesivos de carro e nos grandes perfis de orkut. Ótima trilha para episódios de Linha Direta, dramatizações durante a madrugada na Record e declarações do tipo “não é nada disso que você está pensando” quando é exatamente aquilo que ela estava pensando e nem é a primeira vez.

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Novas aventuras em lo-fi #19

Uma coisa engraçada da adolescência é que, apesar de ser possivelmente a época mais rica em transições, revoluções e reviravoltas que qualquer um de nós chega a ter na vida, já que não apenas não temos o controle de muitas das coisas que nos acontecem (quando se tem 16 anos não se pode escolher a casa onde se mora, o colégio onde se estuda, o curso de inglês que se faz ou que fotos suas vão ou não ser exibidas quando as visitas chegam na sua casa) como também estamos num momento de diversas transições pessoais (emos viram grunges, que viram hipsters, que viram metaleiros, que viram pagodeiros, que resolvem mudar o nome pra um símbolo como se fossem o Prince), ela consegue ser ao mesmo tempo a época das decisões mais contundentes, das opiniões mais fortes, das convicções mais firmes. Continuar lendo

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Novas aventuras em lo-fi #7

Como eu já mencionei em oportunidades anteriores (mas negarei sem problemas se algum dia minha vida depender disso) eu realmente não me dou bem com hip-hop, tenho certas restrições ao r&b e sou um pouco implicante com rap, provavelmente por ser gago e ficar deprimido quando penso que algumas pessoas falam 30 palavras por minuto enquanto eu teria que mandar um sms pros bombeiros se meu apartamento pegasse fogo. Ainda assim, eu nunca me cansei de admitir que os clipes desses gêneros estão quase sempre entre os melhores já feitos pela humanidade em termos de conceito, roteiro, execução, atuação, figurino e tudo mais. E mesmo diante da competição pesada que existe numa vertente que já nos ofereceu desde “Because i got high” até a já citada aqui “Sexy Bitch”, um clipe que entrou facilmente na minha lista de favoritos foi o da já clássica Buzzin’ do querido e simpático Shwayze. Continuar lendo

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Novas aventuras em lo-fi #13

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Existem canções que, mais do que divertir, mais do que entreter, mais do que mostrar seu valor como produto artístico, acabaram ganhando status de revolucionárias, seja por sua mensagem, por seu contexto ou por seu significado dentro de um plano maior do que a da música em si. “Imagine” foi o libelo de John Lennon para um mundo de paz, amor e pessoas cabeludas na cama; “Respect” foi o grito de Aretha Franklin que se tornou hino feminista na virada da década de 60; “Blowin’ in the Wind” afirmou Bob Dylan como o bardo de uma geração e “God Save the Queen” foi um marco do movimento punk, que ultrapassou o campo musical e se tornou um estilo de vida que você não quer que sua filha tenha. E hoje venho aqui para pedir que seja adicionada nessa lista de músicas que atingiram corações e mentes, mudando o mundo e a forma como nós o vemos, uma simpática canção chamada “Copo de Vinho”, do lendário funkeiro Robinho da Prata. Me deixem explicar por quê.

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Novas aventuras em lo-fi #9

Uma coisa que acontece com freqüência quando a gente é garoto, não sabe falar inglês direito ou apenas ouve as músicas de relance é não sacar muito bem qual que era o exato conceito da canção e acabar vivendo a vida tranqüilo, de boa, mas com uma visão distorcida do que está rolando naquela faixa 4. Pensamos que “Santeria” era uma música romântica sobre Miami e não sobre como queremos matar um cara chamado Sancho; confundimos hinos de solteironas com canções sobre tempo virando; pensamos que o Billy Idol queria mesmo ajudar o peixe e ficamos horas nos perguntando porque nas festas do Cláudio Zoli rolava intercâmbio de biquínis. E uma dessas canções que eu conhecia desde moleque mas cujo sentido eu realmente nunca tinha alcançado até um dado momento no metrô carioca – coração batendo forte sentido zona norte – é “Quase um Segundo”, dos Paralamas do Sucesso.

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5 grandes canções que você encontra quando digita “Wando” no Grooveshark e arca com as consequências desse ato

“Gazela” – Uma das lembranças mais antigas que eu tenho da minha infância é a capa de um disco do Wando que minha mãe tinha, chamado “Tenda dos Prazeres” na qual ele, fantasiado de califa, está deitado sensualmente numa tenda árabe cenográfica, segurando uvas cenográficas enquanto ao fundo desponta uma lua minguante cenográfica. E mesmo sendo eu na época ainda um garotinho com pouco ou nenhum conhecimento do mundo, uma coisa me passou pela cabeça: esse deve ser o tipo do cara que se refere a uma mulher como “gazela”. E não, não vamos discutir que tipo de influência negativa essa capa pode ter tido sobre minha mente na época em formação e nem porque eu realmente considero que fico bacana vestido de Alladin.

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Mais 4 razões pra respeitar o pagode da década de 90

Os nomes: Todo mundo sabe como é complicado achar um bom nome pra uma banda, ainda mais nos dias de hoje, quando boa parte dos nomes bacanas já tem dono e as pessoas são forçadas a usar coisas como palavras sem sentido, fusão de apelidos dos integrantes ou o nome da barraquinha de cachorro quente na qual o carro deles bateu naquele dia em Santos.

Exatamente por isso devemos respeitar a sempre impressionante criatividade dos grupos de pagode da década de 90, que gerou nomes que foram desde as mais absurdas variações em torno da palavra “samba” (Exaltasamba, Abolisamba, Badallasamba, Descontrasamba, Dedicasamba e etc) até coisas totalmente nonsense e beirando o absurdo como “Só Preto sem Preconceito”, “Bala, Bombom e Chocolate”, “Chocolate sensual” e, meu favorito, o “Grupo Sónabusanfa”. Porque pagode e modalidades sexuais não reprodutivas, ao que parecem, caminham juntos.

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