Arquivo da categoria: Televisão

3 sugestões para aumentar a emoção no próximo BBB

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# tudo começaria de maneira sutil já na primeira semana. um móvel trocado de posição, uma comida sumindo da geladeira, uma festa anunciada com um tema, realizada com outro, o leifert nega que tenha havido qualquer mudança. na segunda semana começam os sons de martelada durante a noite, as sirenes que tocam em horários aleatórios, um gato preto aparece no confessionário mas desaparece rapidamente. na terceira semana, durante a noite, um participante apenas desaparece do confinamento, sem paredão, eliminação, nenhum aviso prévio. os integrantes da produção agem como se ele nunca tivesse existido, negam que houvesse mais uma pessoa na casa. as paredes são pintadas com cores diferentes no meio da noite, durante a manhã abrem a geladeira e dois corvos saem voando de dentro dela. durante a festa de sábado um bode aparece na piscina. uma semana depois, durante a madrugada, surge uma nova pessoa na casa, alegando ser o participante que sumiu, mas totalmente diferente, por exemplo, sumiu um homem negro alto, surge um homem branco baixinho. ele sabe de tudo que foi dito e conversado antes, porém ele parece esconder um mistério, fala sozinho pelos cantos, está sempre afiando uma faca imaginária. durante o próximo paredão thiago leifert não diz “boa noite” mas sim “viva cthulhu, venham provar seu sacrifício, deuses antigos”. final com paredão triplo. o bode continua na piscina.

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Breve adendo ao dicionário de situações chatas que a gente vive por tabela

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sempre acontece de madrugada. você tá ali no intervalo de um filme triste da sandra bullock, na pausa de um momento triste do desenho bojack horseman, no final de uma partida triste do pes 2015 (como são ruins os gráficos do pes 2015, meu deus do céu). tira o celular do bolso casualmente enquanto pega uma água, dá aquela conferida no instagram, passada de olhos no facebook, desiste do whatsapp porque no grupo da pelada ressuscitaram o vídeo em que um peixe pratica sexo oral num cara e você não tá vivendo um momento emocional que te permita assistir essas imagens outra vez. chega no twitter, puxa a barrinha pra baixo, e lá está, aquela cena que é tão clássica pra virada de sexta pra sábado na internet quanto a origem do batman é pra uma hq da dc, quanto o “ganhar da argentina é sempre mais gostoso” está pras eliminatórias sulamericanas: a gatinha pagando de carente na rede social.

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Três ideias para programas de televisão que eu estou considerando se ofereço ou não para o canal Multishow

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Sentimento e Consideração com João Luis
– Um programa de entrevistas onde eu recebo celebridades para um bate papo descontraído com o plot twist de que meia hora antes das gravações tanto eu quanto a equipe e os entrevistados começamos a beber copos de cerveja e shots de tequila. Com isso o que antes era um papo superficial sobre carreira e o mundo do entretenimento se transforma numa conversa verdadeira sobre sentimentos profundos, amizade, gritos de “te considero pra caralho” e “se eu fosse travesti, eu queria que meu nome fosse joycy, com dois y, porque joy é alegria, sabe?”. No segundo bloco entraríamos numa profunda espiral de sentimentos, que envolveria telefonemas para a ex-namorada do convidado, ideias do tipo “sério, a gente tem que colocar fogo em alguma coisa” e culminaria num quadro externo em que sairíamos do estúdio pra confrontar meu pai sobre meus traumas de infância, talvez gritando com ele pelo interfone e dizendo “você nunca me amou de verdade”. No terceiro bloco retornaríamos ao estúdio, bateria a ressaca, o clima ficaria péssimo, ninguém nunca mais ia se falar. Não sei ainda se teria uma banda acompanhando ou não.

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Quadros que venho desenvolvendo para Paulo Silvino na próxima temporada do Zorra Total #1 e #2

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#Esse quadro começaria com o personagem de Paulo Silvino, um homem cuja aparência é a do Paulo Silvino e o jeito de andar e falar nos recordam muito o Paulo Silvino, ainda que não se chame Paulo Silvino, entrando em um prostíbulo em Manaus, repleto daquelas garotas seminuas que atuam como figurantes no programa, usando trajes mínimos. Chegando lá ele tentaria abordar as garotas de programa com papinhos do tipo “oi gatinha, quer subir com o papai” ou “o que eu preciso fazer pra dar um beijinho nessa boquinha linda” sendo sempre rechaçado com demonstrações extremas de sinceridade como “não quero, seu velho feio” ou “só nascendo de novo, tio”, que deixariam ele confuso e aturdido. Também teríamos interlúdios com outros clientes do bordel nos quais eles fariam perguntas retóricas que as prostitutas responderiam de forma sincera (“e aí, tá gostando do papaizão aqui?” – “não, estou nessa apenas pelo dinheiro”), momentos esses que seriam usados para piadas tópicas envolvendo política, futebol ou novelas da globo (“mas Moreira, sabe porque esse país não vai pra frente?” – antes que o Moreira responda uma das prostitutas dá uma declaração sobre como isso é culpa das altas taxas de juros praticadas pelo infeliz governo Dilma). O quadro terminaria com Paulo, chocado diante de tamanha sinceridade, olhando para a câmera e dizendo desconsolado “mas essa zona tá franca demais!” e uma música do tipo “CUEN CUEN CUEN” tocando ao fundo.

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Teorias reveladoras sobre programas de TV #12, #13, #14, #15, #16 e #17

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#12 – No desenho animado Pokémon o personagem principal, Ash, sofre um acidente logo no primeiro episódio, entra em coma e a partir daí toda a história não se passa no mundo real e sim dentro de sua mente. Misty e Brock são aspectos de seu inconsciente que ele usa para trabalhar seus traumas e questões da adolescência, enquanto a presença de seu pai como vilão é uma representação de seus problemas familiares. Pokémon é então, mais do que um desenho sobre criaturinhas que duelam e fazem barulhos engraçados, uma análise aprofundada dos traumas da puberdade e dos problemas da dissolução familiar no oriente.

#13 – Na série Um Maluco no Pedaço, o personagem de Will Smith morre ainda durante a abertura, quando ocorre a briga na quadra de basquete. O motorista do táxi que Will pega em direção a casa de seus tios é na verdade Deus e sua presença na Califórnia é um período de crescimento e evolução espiritual num misto de céu e purgatório, onde ele pode ao mesmo tempo viver suas ilusões de riqueza e superar questões familiares. As aparições de seu pai e sua mãe são esporádicas exatamente por acontecerem apenas quando eles visitam o túmulo de Will. Mais do que uma comédia de costumes a série se torna então uma versão contemporânea da Divina Comédia de Dante, apenas com calças mais largas e mais aparições do Tom Jones.

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Uma breve reflexão tardia sobre o final de Lost

E como boa parte da humanidade, eu fiquei um tanto quanto cabreiro com o final de Lost. Não que eu seja daqueles fãs hardcore que acompanhavam religiosamente a série, consumiam ansiosamente previews e webisodes, discutiam acaloradamente pôsters ou apostavam semanalmente os números do Hurley na mega-sena na crença cega de que com isso não apenas ganhariam milhões como também peso, sendo depois amaldiçoados e enviados para uma ilha deserta onde perderiam o melhor amigo durante um evento esquisito com um submarino e a única garota de quem jamais gostaram durante uma tentativa de primeiro encontro em que ela desceu pra pegar vinho na escotilha e foi baleada por um cara que costumava andar de cadeira de rodas nas primeiras temporadas de OZ, porque eu não sou, mas ainda assim, quando eu vi o episódio final, ali em meados de 2011, não pude negar que entendi a sensação geral de decepção.

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5 coisas que você vai perceber se resolver voltar a namorar depois de um longo tempo solteiro

Namorar é diferente de ficar – Por mais que a gente goste de pensar que namorar nada mais é do que a versão redux e com extras de ficar, existem várias e significativas diferenças em torno desse mesmo conceito que tornam um namoro tão próximo de uma simples ficada quanto o campeonato inglês está do futebol Gulliver do Marcelinho Carioca. Enquanto uma ficada gira em tornos de conceitos como não-periodicidade, descompromisso, ausência de intercâmbio familiar e a possibilidade de apresentá-la aos bróders apenas como “uma amiga” e não ter que dar explicações se ela sumir, um namoro já inclui tags bem mais complexas como compromisso, responsabilidade, almoço de domingo e a necessidade de explicar pra todo mundo de onde aquela garota veio, o que ela está fazendo ali e porque ninguém pode mencionar perto dela que você tinha dito que só ia voltar a namorar depois que transasse com gêmeas.

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Sobre Peter Petrelli e outros caras que são piores em relacionamentos do que você

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Uma das grandes coisas que a gente aprende quando gosta de séries de TV é a lidar com as nossas frustrações e com a idéia de que a nossa opinião não pode sempre prevalecer, isso é a vida e as vezes não adianta muito reclamar. Pushing Daisies foi cancelada, a Fox exibe toda a programação dublada, Law and Order tem 500 spin offs, Lost foi como um longo relacionamento de seis anos que terminou com frustração e traição, Tal filho tal pai ficou apenas no piloto, entre outras tantas pequenas injustiças e traumas que vão nos tornando mais fortes e mais tolerantes com o tempo.

E dentre todas as pequenas frustrações que eu tive com seriados nos últimos anos eu desconfio que a pior de todas foi Heroes. Sim, a série sobre pessoas com poderes especiais que teve uma primeira temporada brilhante (com um final muito ruim), uma segunda temporada ruim, com a qual eu tentei ter paciência por conta da primeira temporada brilhante (ainda que com final ruim) e uma terceira temporada sobre a qual eu sinceramente não quero falar. O quarto ano da série eu admito abertamente que não vi, mas acho que o fato de ter levado a série ao cancelamento não é exatamente um sinal de que as coisas melhoraram muito, os roteiros ficaram supimpas e a série ganhou tantos emmys quanto você ganharia foras numa festa da Ford Models.

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