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…e agora, para algo completamente diferente #89

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E nessa semana não temos texto novo no blog mas sim uma participação especial no Papo de Homem falando sobre o processo lógico das teorias da conspiração, o que elas dizem sobre a época em que vivemos e o fato de que se você escreve um texto dizendo que teorias da conspiração estão, em 99% das vezes, absurdamente equivocadas, cerca de 90% dos comentários vão ser de pessoas dizendo que seu texto é parte de alguma conspiração pra que as pessoas não saibam da verdade.

 

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Três ideias para programas de televisão que eu estou considerando se ofereço ou não para o canal Multishow

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Sentimento e Consideração com João Luis
– Um programa de entrevistas onde eu recebo celebridades para um bate papo descontraído com o plot twist de que meia hora antes das gravações tanto eu quanto a equipe e os entrevistados começamos a beber copos de cerveja e shots de tequila. Com isso o que antes era um papo superficial sobre carreira e o mundo do entretenimento se transforma numa conversa verdadeira sobre sentimentos profundos, amizade, gritos de “te considero pra caralho” e “se eu fosse travesti, eu queria que meu nome fosse joycy, com dois y, porque joy é alegria, sabe?”. No segundo bloco entraríamos numa profunda espiral de sentimentos, que envolveria telefonemas para a ex-namorada do convidado, ideias do tipo “sério, a gente tem que colocar fogo em alguma coisa” e culminaria num quadro externo em que sairíamos do estúdio pra confrontar meu pai sobre meus traumas de infância, talvez gritando com ele pelo interfone e dizendo “você nunca me amou de verdade”. No terceiro bloco retornaríamos ao estúdio, bateria a ressaca, o clima ficaria péssimo, ninguém nunca mais ia se falar. Não sei ainda se teria uma banda acompanhando ou não.

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Gonna find my baby, gonna hold her tight, gonna grab some afternoon delight

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Nesta semana que passou não tivemos texto novo por aqui mas em compensação discutimos a obrigatoriedade dos “relacionamentos sérios” no Papo de Homem, o uso de palavrões e do constrangimento como ferramentas de humor no Sobre Comédia e também o ódio do Alan Moore pelos super-heróis no Danger!. Clique nos links para prestigiar os assuntos mas não deixe de ler os comentários, fui xingado de algumas coisas bem criativas essa semana e acho que em breve alguém vai superar o dia em que um cara disse que eu “colocava a vagina num pedestal” e eu senti como é viver na vida real uma cena do filme “O virgem de 40 anos”.

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E agora para alguma coisa completamente diferente

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Após uma pausa de alguns anos, o Magic Pagode retorna, com novo leiaute e novas cartas. Prestigie e apóie a indústria nacional clicando aqui.

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Item #77 do guia de bolso dos pequenos desconfortos conversacionais

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O sol já se pôs, a lua caminha inexorável pelo céu e você, diante da sua mesa de trabalho, está concluindo projetos atrasados, dando retoques em projetos atuais, preparando para o dia seguinte projetos vindouros. No fone de ouvido apenas músicas que te propiciam a maior e mais intensa imersão no universo burocrático do seu trabalho – acústico art popular – e a intenção de aproveitar as horas em que o escritório está absolutamente vazio para se dedicar de corpo e alma às suas demandas profissionais.

Mas o escritório não está absolutamente vazio, é claro. Enquanto Leandro Lehart entoa seu ôôaa ôôaa você ouve um som que lembra uma voz humana tentando romper a barreira idealmente intransponível representada pelos seus fones de ouvido de tamanho propositalmente grande e cores deliberadamente berrantes. No começo você ignora, mas o volume da manifestação externa vai apenas crescendo até chegar a um ponto em que você considera que pode ser adequado ao menos descobrir de onde vem o ruído.

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Colegas que não ajudam o seu trabalho #23, #24 e #25

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O cagão – Extremamente cioso da própria posição profissional, esse colega apresenta um estado constante de total e completa paranóia em relação a sua manutenção no emprego. Ele tem medo de contrariar o gerente, receio de discutir com o coordenador, pavor de contradizer o supervisor, não gosta de se envolver em argumentos com colegas de trabalho, evita questionar pessoas da outra gerência e uma vez foi visto trazendo um café para o estagiário porque ele parecia meio chateado e nunca se sabe que contatos aquele garoto pode ter. Incapaz de negar uma solicitação, questionar uma ordem ou apenas avisar que montar a árvore de natal da gerência não é exatamente trabalho de designer, a tendência natural desse profissional é sempre a de acumular demandas sem sentido, se perder em tsunamis de retrabalho e ficar até as 20:00 no escritório revisando o convite pra festa de 15 anos da tartaruga de um gerente que pediu com muita insistência. Ainda que visto como um perigo apenas para si mesmo, ele quase sempre arrasta em sua paranóia seus colegas de setor, que acabam envolvidos nas suas atividades e passam muita raiva, principalmente por sempre terem sido péssimos montando essas árvores de plástico. Aqueles encaixes apenas não fazem sentido pra mim, sério.

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Dois pequenos interlúdios profissionais

 

#1

Escritório lotado, começo da tarde. Por alguma razão todos usam seus telefones de trabalho no viva-voz, como se estivessem jogando aqueles simuladores de direção com volantinhos enquanto falam ao telefone, o que seria muito legal mas não é verdade. Ao meu lado uma colega começa a discar e logo em seguida tenho acesso ao seguinte diálogo.

“Boa tarde, eu queria marcar uma aula com o professor Kumon”

“Como assim professor Kumon, senhora?” Continuar lendo

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Diários da ex-adolescência #6 – O estagiário pornô [2/2]

 

Da primeira vez foi uma coisa inocente, claro. Ele se aproximou, perguntou se estava tudo bem e se eu, que entendia dessas coisas de internet, poderia dar uma força. Ele queria baixar uns filmes e não sabia onde procurar. Eu, estagiário, fui dando indicações sobre torrents, sites de filmes legendados, essas coisas, até entender exatamente de que tipo de filme ele falava e explicar que bem, eu não poderia ajudar num assunto assim, feria minha ética profissional, sabe como é. Primeiro porque eu sempre vi a pornografia da mesma maneira que o álcool – é interessante, ajuda a relaxar,durante a adolescência você talvez exagere na dose e não consiga responder a algumas perguntas dos seus pais, mas quando começa a afetar sua vida pessoal e seu trabalho é porque você está indo longe demais. E depois porque, bem, era eu baixando pornografia pra um cara. Isso é esquisito, de diversas formas. Não é bacana.

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Diários da ex-adolescência #6 – O estagiário pornô [1/2]

A época era o começo dos anos 2000, a cidade era Viçosa, o período era o sexto da faculdade de jornalismo, as aulas de fotografia eram feitas com pinhole, a vida era complicada, o contexto econômico era catastrófico. Após anos de uma confortável vida como jovem de classe média eu me via, após a implosão das empresas pontocom, a crise do óleo no oriente e a demissão do meu pai, obrigado a finalmente me defrontar com a realidade de um mundo sem mesada, sem dinheiro pra livros, sem mochila nova e onde independente da sua opinião sobre café da manhã, almoço e jantar, a refeição mais importante do dia seria fatalmente o macarrão com salsicha.

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Sobre simpatia, antipatia, trabalho e todas essas pessoas que não gostam de você

Poucas coisas são mais complicadas para um ser humano do que processar o conceito de que outras pessoas realmente não gostam dele. Talvez seja por conta da sociedade narcisista em que vivemos, que tende a valorizar tanto o “eu” que torna praticamente absurdo que alguém não simpatize com uma pessoa tão sensacional quanto você (seja “você” quem for). Talvez seja culpa da educação que recebemos e da incapacidade dos nossos pais de, durante nosso processo de formação, apenas nos “mandar a real”, fazendo com que perguntas como “por que as outras crianças não gostam de mim?”, “por que as meninas não querem sair comigo?” ou “por que não tenho amigos no curso de inglês?” recebam respostas vagas como “porque elas ainda não te conhecem bem”, “por que elas são umas bobas” e “você só precisa ter paciência”, ao invés de respostas claras como “porque você é esquisito”, “porque você é feio” ou “porque você é esquisito, feio e faz perguntas demais”. Mas no final a verdade é que, criados e ambientados numa lógica pessoal que nos faz amar a nós mesmos e ser tolerantes com os nossos defeitos – afinal, nós somos nós – é sempre um desafio compreender como alguém pode apenas não gostar de pessoas tão legais, divertidas, engraçadonas e sensacionais como nós. E bonitas também. Esqueci de mencionar bonitas.

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