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Sobre Flashpoint, soft reboot, robins estagiários e porque super-heróis deveriam ser coisa de criança

E então começou Flashpoint, mais um dos clássicos mega-eventos reunindo vários super-heróis e que prometia mudar tudo que nós sabíamos sobre os personagens da DC. Teríamos viagens no tempo, teríamos universos paralelos, teríamos o Flash Reverso zoando pesado e teríamos uma versão da família Marvel que não envolveria tigres e coelhos falantes, o que na minha opinião seria uma pena. Mas com o tempo descobrimos que, mais do que as mudanças padrão das mega-sagas americanas de verão (alguém morre, alguém muda de poderes, seis meses depois alguém volta da morte e volta a ter os mesmos poderes) Flashpoint iria marcar o fim do universo DC como nós – ou alguns de nós, ok – conhecíamos e o início de um novo universo que teria versões mais jovens, icônicas e desprovidas de cronologia mas cheias de gola alta daqueles mesmos antigos personagens. Em suma, teríamos um reboot. Continuar lendo

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Arquivado em é como as coisas são, homens trabalhando, quadrinhos, teorias

Mini-conto #8: “Aquele que…”

E era um sábado, por volta das oito. Eles estavam na cama, ela encostada no peito dele, ele lendo uma revista antiga do Batman.

“Você sabe que relacionamentos são coisas complexas, certo?”

“Humm…o que?”

“Relacionamentos. Você sabe que são coisas complexas, certo? Cheios de nuances, cheios de detalhes. Certo?”

“Humm…certo…”

“E que, assim, você não pode, sei lá, reduzir, resumir, sintetizar, tudo que acontece dentro de um romance, de um relacionamento, desse evento que é…sei lá…único, numa frase, numa sentença. Não dá pra avaliar, qualificar, descrever toda essa experiência que é estar com alguém com um resumo de duas linhas, não é?” Continuar lendo

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4 razões pelas quais eu não gosto de telefones

Rafinhapop

O falso senso de urgência inerente: Poucas pessoas notam, mas existe algo de claramente opressivo num telefone tocando. Primeiro pela idéia de urgência e dever que ele traz (você não pode deixar o telefone esperando, você não pode favoritar o telefonema pra ler depois, você não pode colocar na pasta “não-atendidos” e depois atender em casa, enquanto toma uma cerveja), depois pela postura claramente invasiva de qualquer tipo de ligação (é alguém fazendo contato sem aviso, sem hora marcada, sem combinar previamente o assunto, e quase sempre quando você está tomando um chocolate quente na máquina do corredor e sua chefe está do lado da sua mesa). Ou seja, o telefone, assim como um pedido de casamento, um interrogatório da polícia ou um cara de capa de chuva que aparece na frente do seu carro do nada em um suspense adolescente da década de 90 envolvendo a Jennifer Love Hewitt, é algo que exige de você uma resposta imediata. Ainda que sem o lance da mão de gancho, que era a parte legal do filme.

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Arquivado em crise de meia meia idade, Declaração de princípios, Desocupações, teorias, Vida Pessoal

Top 3 – Grandes porteiros que trabalham no meu prédio

# O Zé é o porteiro do turno da manhã e sempre está lá quando eu saio de casa (se eu sair na parte da manhã, claro. se eu só sair de tarde ou de noite ele já vai ter ido embora, porque o contrato dele envolve ficar lá na parte da manhã, não ficar lá até eu sair do prédio, não sei se ficou claro). Quando eu e o Tarcísio (o cara que racha apartamento comigo) nos mudamos pra lá, notamos que ele era o mais grosseiro e menos prestativo dos porteiros. Eu dava bom dia e ele não respondia, eu perguntava alguma coisa e ele apenas rosnava, eu estava chegando e ele não segurava o elevador, coisas assim.

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Meus 4 tipos favoritos de casal – Uma análise antropológica feita por quem está de fora

O casal amigão: Mais do que um casal, eles são seus amigos. É com ele que você bebe e joga bola, é com ela que você fala sobre garotas e pede conselhos de roupa, numa relação que só não pode ser chamada de adoção porque seria muito esquisito dormir na casa deles.  Eles te apresentam garotas, te animam quando você está chateado, dão palpites nos seus possíveis relacionamentos e te ajudam a se sentir menos desconfortável num mundo composto apenas por casais, além de te dar a oportunidade de ver praticamente o making-of de uma relação, com erros de gravação, cenas excluídas e não, nada de cenas picantes porque, como eu disse, isso seria esquisito. Eles são seus futuros padrinho/madrinha de casamento e sim, tomara que eles nunca terminem, porque você não suportaria uma outra disputa pela sua guarda após o divórcio dos seus pais.

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Batman, o maior detetive do mundo

Mais uma página recusada do meu primeiro projeto para o Batman.

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