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Três ideias para programas de televisão que eu estou considerando se ofereço ou não para o canal Multishow

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Sentimento e Consideração com João Luis
– Um programa de entrevistas onde eu recebo celebridades para um bate papo descontraído com o plot twist de que meia hora antes das gravações tanto eu quanto a equipe e os entrevistados começamos a beber copos de cerveja e shots de tequila. Com isso o que antes era um papo superficial sobre carreira e o mundo do entretenimento se transforma numa conversa verdadeira sobre sentimentos profundos, amizade, gritos de “te considero pra caralho” e “se eu fosse travesti, eu queria que meu nome fosse joycy, com dois y, porque joy é alegria, sabe?”. No segundo bloco entraríamos numa profunda espiral de sentimentos, que envolveria telefonemas para a ex-namorada do convidado, ideias do tipo “sério, a gente tem que colocar fogo em alguma coisa” e culminaria num quadro externo em que sairíamos do estúdio pra confrontar meu pai sobre meus traumas de infância, talvez gritando com ele pelo interfone e dizendo “você nunca me amou de verdade”. No terceiro bloco retornaríamos ao estúdio, bateria a ressaca, o clima ficaria péssimo, ninguém nunca mais ia se falar. Não sei ainda se teria uma banda acompanhando ou não.

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Top 4 – Lições profundamente transformadoras involuntariamente aprendidas neste último feriado

Eu não devo viajar com casais: Porque por mais que eles sejam casais formados por grandes amigos, pessoas de quem eu gosto demais e por cuja felicidade eu torço como se fosse a minha, em certos momentos, principalmente naqueles que envolvem pôr-do-sol na beira da praia, todo mundo se beijando, um cara cantando Bon Jovi pra uma garota, nuvens cor-de-rosa e balões com coraçõezinhos flutuando no ar, ser a única pessoa realmente solteira do grupo é um tanto quanto desconfortável. E me desculpem se no calor do momento eu usei expressões como “eu poderia me matar agora”, “bando de insensíveis malditos” ou “não querem pegar uns bastões e terminar o serviço, bastardos?”, o que eu queria dizer era apenas “desconfortável” mesmo. (e mãe, nessas horas você precisa atender o telefone, ok? dizer que está ocupada num momento assim afeta bastante a minha auto-estima, pô)

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Top 5 – Coisas que eu não vou fazer no meu aniversário

Uma tatuagem: Tatuagens são costumeiramente um sinal de rebeldia, autenticidade, capacidade de decisão, culto ao corpo ou de que você apenas bebeu demais e tem amigos sacanas. Ou seja, exceto o lance da bebida e dos amigos sacanas é algo que não tem nada, mas nada a ver comigo. Some a isso o terror patológico de agulhas (“peraí, não dá pra fazer isso com giz de cera? Hidrocor? Guache? Hein?”) e a absoluta incapacidade para tomar decisões de longo prazo (eu tenho problemas para escolher acompanhamentos no Spoletto, como posso tomar uma decisão sobre o que vai estar desenhado em mim pra vida toda?) e você vai ter uma pessoa que nunca, mas nunca vai ter uma tatuagem. E claro, ainda existem as questões de pura paranóia como “como eu vou saber se esse ideograma quer mesmo dizer felicidade e não ‘sou um podólatra comedor de polenta’?”, mas não vamos entrar nesse tipo de detalhe.

Ir numa boate de strip-tease: Não vou dizer que eu nunca tenha achado o conceito interessante, mas conforme eu fui crescendo eu acabei deixando de ver a magia inerente a uma casa de strippers. Ok, são mulheres atraentes (ou não) dançando nuas (ou não) e isso é um daqueles conceitos que, junto com batata frita e leite condensado, funciona independente de contexto, mas sempre bate aquela ponta de depressão pelo lado lamentável da situação. Afinal, no frigir dos ovos é um cara pagando para que uma mulher fique perto dele e o pior, sabendo que está pagando e que provavelmente ela só ficaria perto dele se ele realmente pagasse. Triste. E como se não bastasse isso, uma lata de coca-cola custa dez reais.

Juntar meus amigos num bar, ficar bêbado, cantar a garçonete até que ela me passe o telefone dela e no dia seguinte estar tão sem graça com a atitude da véspera que não tenho coragem de telefonar: Bah, já fiz isso ano passado e não vou repetir a programação. Eu superei essa fase. Fora que depois de ver pessoas se dando mal com argumentos bem mais fortes como “o prédio está pegando fogo e nós todos vamos morrer, quer ficar comigo?” e “tenho mais 72 horas de vida, você podia me dar um beijo?” eu comecei a achar que “oi, sabia que hoje é meu aniversário?” não é um começo de conversa que vá me levar a algum lugar interessante.

Fazer um programa de pai e filho: Por alguma razão estranha que eu nunca vou conseguir compreender, o meu pai acha que o meu aniversário é no dia 9 e não no dia 7, e isso desde que eu era garoto, o que faz com que ele sempre me dê os parabéns por volta do dia 12 ou 15 (meu pai acha que é dia 9 mas se esquece mesmo assim) e eu receba um presente por volta do dia 10 de dezembro (quando ele acha que é o aniversário do meu irmão, que na verdade acontece no dia 7 de dezembro) . Com isso eu desconfio que um almoço de pai e filho entre eu e ele para comemorar meu aniversário iria acontecer ali por volta de meados de agosto de 2010, quando eu possivelmente já teria morrido de fome ou gasto 5000 reais em couvert.

Ir a uma sessão de “Homem-Aranha – Ação e aventura”: Sim, eu realmente pensei nisso, sério. Eu sei, eu sei, é pra crianças, eu sei, é uma peça musical com pessoas presas em cordas e eu sei, eu teria que ir sozinho e provavelmente contratar o filho pequeno de alguém para que eu usasse como pretexto. Mas pô, é o Homema-Aranha, cara! E eles prometem ação e aventura! Como isso poderia ser ruim?

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