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Projeto Manhattan – Fase I

Como alguém já disse, conclusão é o nome que você dá ao momento em que fica cansado de pensar. E após alguns anos escrevendo, escrevendo e escrevendo, eu finalmente fiquei levemente de saco cheio do projeto do meu primeiro livro de contos e concluí que isso é um sinal de que ele está pronto. Tenho cerca de 30 contos, indo desde histórias de mortos-vivos até personagens de quadrinhos, mulheres de franja, ex-namorados vingativos e viagens ao Japão, e acho que finalmente atingi o nível necessário de auto-estima como escritor pra tentar achar um jeito de publicar isso tudo de algum jeito. Mas claro, como autor novato, é meio complicado selecionar. 30 contos é muito? É pouco? O que deve ficar de fora, o que deve entrar? Muito humor? Muito drama? Quem matou Odete Roithman? Ronaldo? E bem, é aí que vocês, fiéis e pacientes leitores desse blog entram.

Desconfio que até o final desse mês todos os contos vão estar terminados (ainda tenho 5 contos para concluir) e eu vou tentar montar um ante-projeto de livro com eles. Assim que essa versão beta estiver pronta eu gostaria de saber quantos de vocês se dispõem a, assim como aquelas pessoas que aceitam tomar choques elétricos em nome da ciência, ler essa versão do livro e me dar algumas opiniões. Vocês vão poder sugerir o que está sobrando, faltando, se está longo demais, pequeno demais, ou mesmo se eu deveria procurar outro hobbie, como a filatelia ou a taxidermia, e deixar isso de escrever para pessoas mais qualificadas.

Então para se candidatar e ter essa chance imperdível de ler em primeira mão um futuro sucesso da literatura brasileira (ou bem menos), deixe apenas um comentário informando isso (pode ser um “eu topo”, “tô dentro” ou “Dado Dolabella traiu o movimento”) e coloque seu email naquele campo do comentário onde pedem que você…humm..coloque o email. E lembrem-se, não é sorteio (sempre quis dizer isso), todos poderão ler.

Os que se aceitarem participar desse verdadeiro projeto Manhattan literário devem receber antes do final do mês um arquivo pdf com o livro e terão, sei lá, um ou dois meses pra ler e dar uma opinião, enviada para minha caixa de email. De posse dessas opiniões eu vou tentar fazer uma versão seguinte que será discutida com meus editores e com minha mãe, que dirá que está tudo lindo, e então começarei a buscar uma editora e, depois de ser rejeitado por várias, tentarei uma edição independente que irá se tornar um calço de mesa na casa de meus amigos mais próximos. Hummm…Ok, não vamos nos apressar: apenas respondam e eu mando o livro pra vocês.

Outra coisa legal: aqui está um caps muito mal feito (por mim) da querida “Tribuna de Cricaré”, o jornal de São Mateus, no Espírito Santo, no qual o meu amigo Thiago conseguiu encaixar algumas colunas minhas e do qual o outro amigo Ulisses me entregou algumas cópias, provando que sim, eu sou uma quase sub-celebridade em São Mateus e Goiânia, o que me faz pensar em duas coisas: a) se a Record São Mateus resolver fazer sua versão da “Fazenda” eu estou famoso o bastante pra entrar?;  b) Por que as pessoas gostam mais de mim nas cidades que eu não freqüento?

Atualização: Consegui terminar mais um conto, chamado “Trabalho de melhor amigo”. Agora só faltam “Um estudo em vermelho. Com sardas”, “A cruel e vingativa traição de Heitor S. Rodrigues”, “Weezer” e “Formato mínimo”.

Atualização 2: Terminei também “A cruel e vingativa traição de Heitor S. Rodrigues”, desisti de “Formato mínimo” porque já tinha escrito um outro conto muito parecido e agora estou mexendo nos dois que faltam.

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