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Movie Review #8 – “Os Mercenários”

O cinema é, se formos pensar bem, uma máquina de realizar sonhos. Assim como uma lâmpada mágica ou um anel de Lanterna Verde, ele tem a capacidade de permitir que vejamos diante de nossos olhos coisas que habitavam apenas as nossas imaginações, os cantos mais profundos das nossas mentes, e que nós possivelmente nunca enxergaríamos no mundo real. No cinema nós chegamos mais cedo à lua, no cinema nós fizemos contato com civilizações de outros planetas, no cinema nós descobrimos como seria a vida após a morte, no cinema nós vimos como seria Scarlett Johansson ruiva usando uma roupa de couro (e eu nunca poderei lhe agradecer o bastante por isso, Sr. John Favreau).

E se você foi um garoto na década de 80 possivelmente sempre imaginou que o filme de ação máximo, o auge do cinema cheio de som e de fúria, seria algo envolvendo Stallone, Schwarzenegger e Bruce Willis juntos. E haveria bombas, explosões, mortes, carne voando, piadinhas sendo lançadas e talvez, sim, talvez, um cara com uma roupa camuflada lançando um míssil com as próprias mãos. E se você era um desses garotos, meu amigo, eu posso dizer que, sem dúvidas, “Os Mercenários” realizou o seu sonho.

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Minhas referências icônicas de romance (1 de 5)

O momento: O beijo da Times Square

O contexto: Alfred Eisenstaedt, no dia 14 de agosto de 1945, durante as comemorações do “V-J Day”, o dia da vitória contra o Japão na 2ª Guerra (sim, os nazistas perderam, melhor esconder as bandeiras e as fotos do führer, Hans) consegue fotografar um beijo entre um marinheiro e uma enfermeira (ou uma garota que gosta muito de se vestir de branco) em plena Times Square e tem sua foto publicada na revista Life, criando uma das mais icônicas imagens do século XX ao lado de Paul McCartney cantando Yesterday, o cara na frente do tanque na Praça da Paz Celestial e o João Paulo da minha turma perdendo aqueles três pênaltis no campeonato de futebol da quinta série. Filho da mãe…

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