Arquivo da tag: continuação

Sobre o meu aniversário (2 de 2) : E sempre teremos Paris…

Seria meio idiota dizer aqui que 2009 tem sido um ano bom. Afinal, se vocês lêem o blog acabam sabendo de praticamente tudo que acontece na minha vida, de uma forma ou de outra (por sinal, eu vou sim lavar meu tênis azul, não me apressem) e provavelmente já sabem muito bem que esse ano vem superando todas as expectativas que eu tinha pra ele (que eram basicamente o não retorno de “Sob nova direção” e “A diarista” e não morrer). A temporada 2009 (sim, eu penso na minha vida em termos de temporadas como se ela fosse um seriado ou uma liga americana de hóquei. sério. eu tenho até programação mid-season) tem sido divertida, interessante, estimulante e diferente. Mudei de cidade, de emprego, de ritmo de vida, de nome (vocês não sabem, mas agora me chamo §). Conheci muita gente nova e legal e tentei não perder contato com as pessoas legais de antigamente. Tivemos aventura, romance (ok, pouco, mas tivemos), comédia, drama, tiros, explosões (eu moro no Rio, então…), invasões alienígenas, animais que jogam basquete e gorilas albinos que falam sem mexer os lábios, ou seja, tudo que um bom ano precisa ter. Ainda que o lance dos gorilas seja meio perturbador, não sei se vocês concordam.

E claro, tenho que ressaltar que tive o melhor aniversário dos últimos vários anos. Não vou entrar em muitos detalhes (mesmo porque eu não lembro exatamente de todos os detalhes) e nem vou citar todos os nomes das pessoas responsáveis (porque se eu fizesse isso iria parecer que eu estou saindo de um Big Brother – “Yuri, Ju, Natália, Kassie,Rafa, Bruno, Juliana, mãe, pai, tá todo mundo aqui! Bial! Bial!”), mas quero dizer que foi ótimo. A festa na sexta com muita cerveja e a presença de quase todo o pessoal aqui do Rio (nunca pensei que fosse ter tanta gente comigo numa mesa sem estar sofrendo uma cirurgia) foi algo entre o épico e o lendário, com destaque para a tequileira que tentou me agredir quando me serviu (mas acho que isso é parte do trabalho dela, ainda que ela parecesse estar se divertindo demais) e com a única menção negativa de que o ar-condicionado só começou a funcionar por volta das duas da manhã, quando eu já havia perdido metade dos líquidos do meu corpo.

Já no sábado teve a já citada festa-surpresa-sem-exatamente-nenhuma-surpresa-mas-que-me-surpreendeu-mesmo-assim em casa, seguida de barzinho e logo depois fomos para um show de uma banda cover do Los Hermanos. Sim, eu sei, banda cover de Los Hermanos no dia do seu aniversário é como ver “O Iluminado” antes de sair de férias, ver “A Profecia” antes de adotar uma criança ou ver aqueles vídeos sobre DST antes da sua primeira vez. Mas foi legal e a banda que tocou depois deles mandou Hash Pipe no bis final o que fez com que pela primeira vez em 15 anos os meus gritos bizarros de “toca Weezer” tivessem sido respondidos. Ou seja, foi um dia de aniversário sensacional, espetacular e mágico. Tipo, já disse que tocaram Hash Pipe? Sim, porque, tipo, tocaram Hash Pipe, cara! Sim, Hash Pipe! Hash “fucking” Pipe!

E ainda que demonstrar emoção (assim como andar de bicicleta, comer comidas com molho sem sujar a mesa e escolher roupas) não seja meu forte, eu queria agradecer a todo mundo por esse final de semana e por esse ano como um todo. Aos velhos amigos, aos amigos novos, aos velhos novos amigos, aos novos amigos que já estão ficando velhos, aos velhos amigos que não estão ficando mais novos e que eu acho que deveriam começar a se preocupar seriamente com problemas como a queda de cabelo e a osteoporose, aos novos amigos que eu chamo de “velho” e aos velhos amigos que estão namorando com meninas 8 anos mais novas. Vocês (tanto os presenciais quanto os não-presenciais) são os melhores amigos que um cara pode ter caso ele não possa fazer parte do Rat Pack e nem possa andar com os caras do Weezer pra cima e pra baixo.

E mesmo que o ano que vem não seja tão legal quanto esse (admitamos, é uma competição difícil), saibam que eu sempre vou ter as lembranças disso. É, pessoal, sempre teremos Paris, sempre teremos a tequileira, as risadas, o barzinho, o show e essas duas noites, ainda que eu espero que consertem o ar-condicionado logo. E claro, sempre teremos Hash Pipe. Porque, eu não sei se eu já disse, tocaram Hash Pipe no sábado, sabiam? Sério, cara, Hash Pipe!

3 Comentários

Arquivado em Sem Categoria

Adendo ao post anterior

Uma lamentável ausência na lista anterior foi a de uma das táticas que eu mais respeito e considero, a tática “Uma mente brilhante”, que consiste em, inspirado no sempre genial John Nash Jr. (matemático vencedor do Nobel de economia que via coisas, falava sozinho e achava que a teoria dos jogos iria certamente ajudar você e seus amigos a abordar mulheres num bar) superar a sua timidez ou a sua falta de capacidade para uma abordagem convencional através da simples apresentação direta da questão em termos racionais. Exemplo retirado do filme: “Eu não sei exatamente o que eu preciso dizer pra que você pratique intercurso comigo. Mas vamos supor que eu já disse tudo isso. Eu quero dizer, essencialmente nós estamos falando sobre troca de fluidos, certo? Então nós podemos ir direto para o sexo”.

Nesse caso se trata de, diante da complexidade do processo de conquista, abandonar totalmente qualquer tipo de tática propriamente dita e apostar na sinceridade direta e quase insultante. Vale ressaltar que existe uma grande diferença entre o método Nash e a simples cara de pau como a do personagem do Javier Bardem em “Vicky Cristina Barcelona”. Nash pula o processo de conquista porque não o entende e o considera, em termos lógicos, uma perda de tempo (“eu quero + você quer = vamos lá”), enquanto o Juan Antonio, o personagem de Bardem, parte para a abordagem direta porque tem doses titânicas de confiança no próprio taco e resolve dar uma de malandrão.

Um dos grandes problemas da sinceridade direta é que muitas vezes as pessoas, ou por conta do seu temperamento naturalmente brincalhão ou apenas pela dificuldade de aceitar que alguém é tão direto, vão achar que você está de sacanagem e isso pode ser bastante desagradável. (“Olha, eu sou péssimo falando essas coisas, mas eu quero te beijar agora.”-“Ah, pára, seu bobo.”-“Não, é sério,vem cá.”-“Pára, eu tô rindo demais…”-“Sério, chega aqui.” “Ah, minha barriga tá doendo!”-”Ok, ok, ok…eu entendi…”)

2 Comentários

Arquivado em Desocupações, Mundo (Su)Real, Sem Categoria