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Problemas práticos do romantismo teórico – XIX

Um assunto que eu acho que já tratei aqui outras vezes é o de como é complexa a questão do interesse dentro dos relacionamentos. Aquela fase cheia de suspense, incertezas e semelhanças com uma música do Flight of the Conchords em que você quer, mas não sabe se ela quer, o que ela quer, como ela quer, por que ela quer e se, quando tudo isso for resolvido, você vai mesmo poder levar as algemas e aquele saco de jujubas que você tinha deixado separado em casa.

Mas você superou essa fase de sinais confusos, emoções conflitantes e de não saber se ela atendia os seus telefonemas porque realmente queria falar contigo ou porque você fazia questão de ligar num horário em que nada legal estivesse passando na TV e agora vocês estão juntos. Assim, ainda não juntos no sentido de relação estável constituída, mas juntos no sentido de que vocês ficaram, continuam ficando e ao que parece ela não está afim de cortar a sua onda tão cedo, ainda que você não seja lá tão bom assim lendo esse tipo de sinal, sabe como é. Mas você gosta dela, ela parece gostar de você e você, que já estava bem animadinho, começou a se empolgar. Sim, se empolgar. E conforme você se empolga, uma preocupação começa a se formar: a de que você acabe bancando o Ted Mosby.

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Da arte de disfarçar sua euforia e preocupação durante eventos, telefonemas e encontros fortuitos (ou não)

Brick-3

“Alô, Celso, aqui é a Fabiana, tudo bem?”

(ela me ligou, ela me ligou, ela me ligou! uhu! ela me ligou, ela me ligou, ela me ligou! caralho, ela me ligou! porra, ela me ligou!”)

“Ah, oi. Tudo bem?”

“Tudo…você tá lembrado de mim, né?”

(claro que tô lembrado de você. na verdade eu não paro de pensar em você há uma semana e tenho rabiscado seu nome em bloquinhos no escritório e acho que balbuciado ele enquanto durmo. ah, e eu tentei te compor uma música e ficou uma bosta, mas não quero pensar nisso. eu lembro, putz, eu lembro. como eu ia te esquecer?)

“Tô sim, claro”

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