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Diários da ex-adolescência #6 – O estagiário pornô [2/2]

 

Da primeira vez foi uma coisa inocente, claro. Ele se aproximou, perguntou se estava tudo bem e se eu, que entendia dessas coisas de internet, poderia dar uma força. Ele queria baixar uns filmes e não sabia onde procurar. Eu, estagiário, fui dando indicações sobre torrents, sites de filmes legendados, essas coisas, até entender exatamente de que tipo de filme ele falava e explicar que bem, eu não poderia ajudar num assunto assim, feria minha ética profissional, sabe como é. Primeiro porque eu sempre vi a pornografia da mesma maneira que o álcool – é interessante, ajuda a relaxar,durante a adolescência você talvez exagere na dose e não consiga responder a algumas perguntas dos seus pais, mas quando começa a afetar sua vida pessoal e seu trabalho é porque você está indo longe demais. E depois porque, bem, era eu baixando pornografia pra um cara. Isso é esquisito, de diversas formas. Não é bacana.

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Sobre perdas, histórias e um amigo que foi embora

A gente nunca sabe lidar com a perda das pessoas de quem a gente gosta. Sejam familiares, sejam amigos, sejam colegas, a gente apenas não tem os mecanismos, emocionais ou sociais, pra lidar com a idéia de que uma pessoa que é importante pra nós, de cuja presença nós gostamos e precisamos, apenas foi tirada do nosso convívio e não existe a chance de que ela volte. Soa errado, soa arbitrário, soa cruel. É o tipo de coisa que, por mais que aconteça, por mais que a gente tente entender, por mais que seja parte do processo e da dinâmica da vida em si, nunca fica mais fácil, nunca faz mais sentido. Por mais que a gente viva, por mais que aconteça, a gente nunca vai ficar mais experiente nisso, aprender a lidar melhor, estar realmente preparado pra perder alguém. Continuar lendo

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Band of brothers

Como qualquer um que tenha assistido um mísero episódio de Friends e contemplado a dinâmica Chandler/Joey é capaz de reparar, quando você divide um apartamento com alguém essa pessoa se torna praticamente parte da sua família.  A convivência, as conversas, os problemas e situações compartilhados, as discussões nas reuniões de condomínio, as vezes em que um deixa o outro preso fora da casa de madrugada e ele precisa dormir na calçada de uma farmácia abraçado a um cão com claros sinais de Mal de Hansen canino, essas coisas acabam criando entre você e essa pessoa um vínculo e uma amizade muito difíceis de serem destruídos. E vendo a repercussão (preocupação?) de muitos de vocês diante do último post achei que nada seria mais justo do que homenagear aqui todos os meus ex-colegas de república e meu atual colaborador, tão injustiçado no mais recente texto aqui do blog. Por isso aqui vai o meu sincero agradecimento a todos esses caras que são praticamente meus irmãos mas que eu não gostaria de ver entrando do quarto da minha mãe.

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