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Mini-conto #21 – “Adventure Comics 330″

lex luthor

Quando ela ligou o rádio do carro a música deles estava tocando. Por um segundo a mão tremeu, ela não conseguiu apertar o botão certo, ouviu todo o refrão. Mudou de estação. Respirou fundo, abriu a janela, saiu com o carro.

No caminho a rua de sempre estava fechada, teve que pegar um desvio. Cruzou duas ruas que não conhecia muito bem e quando reconheceu o caminho outra vez estava passando na frente do bar onde eles tinham se conhecido. Acelerou um pouco mais, quase furou um sinal, colocou a mão no porta-luvas pra procurar por alguma coisa sem nem saber o que era.

Escritório. Na entrada a Fernanda estava esperando com umas pastas, ela tentou desviar mas as duas acabaram no mesmo elevador. Ela não falou sobre ele, não perguntou, apenas cumprimentou como se não tivesse nada pra falar. As duas sorriram um pouco sem graça. O elevador pareceu demorar o dobro do tempo pra chegar no oitavo andar.

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3 tópicos básicos da problemática de ter uma “amiga mulher”

A pressão da sociedade: Uma teoria defendida por muitos e que aquelas últimas temporadas de Arquivo X não fizeram nada para desacreditar é a de que uma amizade sincera, desinteressada e sem tensão sexual entre homem e mulher é não apenas algo incomum como também improvável, além de teoricamente impossível e de só servir é como um álibi pra alguma safadeza sórdida num motelzinho do centro do Rio. Quando você diz que tem uma amiga, na boa, sem segundas intenções, sério mesmo, seus amigos não acreditam, seus colegas de trabalho fazem brincadeirinhas, o pessoal da pelada te chama de veado e até sua mãe pisca pra você com aquela cara de “ok, junior, arrã” que ela fazia quando você dizia que ia dormir tarde pra estudar matemática mas na verdade ia assistir “Presença de Anita”.

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As novas aventuras de Sherlock Holmes e Dr. Washington

Capítulo 1 – Uma introdução

Maria entrou pé ante pé no quarto silencioso e escuro, tentando não tropeçar em meio ao caos de livros, móveis e jornais espalhados. Havia batido na porta mais de uma vez sem resposta, mas depois dos dois dias sem nenhum sinal de vida no quarto, achou que seria, se não uma prova de cuidado com seu inquilino, uma atitude precavida, descobrir se algo havia acontecido. Não precisou de mais do que dois passos para ouvir primeiro a tosse e depois a voz características de Holmes.

“A que devo a honra dessa visita, Sra. Ferreira?”

Ela olhou hesitante para os lados por alguns instantes, até conseguir localizar a origem da voz, ou ao menos o pequeno brilho gerado pelo cachimbo de Holmes, cujo cheiro de fumaça chegava indistinto até Maria. Respirou fundo e respondeu.

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