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Dois novos referenciais de desconforto profundo na relação com outras pessoas

pivot
o paradigma da carona
: daí que você pediu um favor. não é um grande favor. você não pediu um órgão pra transplante, não pediu pra pessoa cuidar dos seus filhos enquanto vai pra uma guerra, não pediu pra um plebeu que é impresionantemente parecido com você fingir ser rei enquanto você vive como um camponês pra conhecer melhor seus súditos. não, você pediu uma coisa simples. uma carona, um lugar pra dormir durante a noite, uma ajuda pra montar um guarda-roupa. e a pessoa, gente boa, amiga, prestativa, aceitou, claro, eu ajudo, que isso, a gente é bróder, aqui é parceiragem, é parceria + caradagem. e tudo começa bem. a carona chegou na hora, o sofá é bacana, a pessoa trouxe até a própria chave de fenda. você tá agradecido, você tá feliz, você tá fraterno.

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Arquivado em é como as coisas são, situações limite, Vacilo, Vida Pessoal, vida profissional

Pequeno guia de informações e orientações úteis para clientes novatos ou desacostumados na rede de lanchonetes Subway

meet-subway

O Subway não é uma prova do Enem – Porque ninguém no MEC vai anular o seu sanduíche se você já chegar no balcão sabendo as respostas. Não que uma pessoa não possa hesitar, se questionar ou considerar necessário um ou outro segundo de reflexão na hora de escolher ingredientes chave – incluir ou não molho chipotle num sanduíche que já envolve carne processada de pernil pode ser sim considerado uma decisão de vida ou morte – mas é interessante que, para facilitar a vida de todos, a pessoa ingresse na fila tendo pelo menos um panorama geral dos seus interesses em termos de pão, recheio e saladas ou ao menos a convicção de que quer realmente o tipo de sanduíche comercializado ali, para que não aconteça como na semana passada em que eu fui até o Subway do Largo do Machado e uma garota na minha frente perguntou se eles serviam cachorro quente. Sério, eu não estou de sacanagem

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Arquivado em Crônicas, crise de meia meia idade, Desocupações, Gente bizarra

O que você me pede eu não posso fazer: sobre gentileza, favores, filas de mercado e uma referência velada a uma música do Humberto Gessinger

Vivemos numa era de poucas gentilezas. Se você deixar seus livros caírem poucas pessoas se voluntariam a pegar, se você estiver com compras pesadas quase ninguém vai te ajudar a carregar, se você precisar mudar de pista nenhum carro vai te dar a vez e se você precisar de um transplante de coração duvido que alguém vá se matar pra você conseguir. Ainda que esse último talvez tenha sido um exemplo ruim. Mas bem, espero que vocês tenham entendido meu ponto. Vivemos numa era de poucas gentilezas, como eu disse.

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Arquivado em é como as coisas são, Desocupações, Gente bizarra, referências, Rio, situações limite, Vacilo, Vida Pessoal