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3 grandes vitórias pessoais do ano de 2011

Ser pago pra escrever – Uma sensação que eu sempre imaginei que deve estar entre as melhores do mundo é a de ser pago pra fazer aquilo que você ama. Não aquilo que você suporta, não aquilo que você tolera, não aquilo que você faz pela grana, não aquilo que você acha que pode agüentar durante vários anos se beber bastante e for tentando se motivar com atividades paralelas e apostas pessoais como “vou levar pra reunião esse projeto visual que envolve gatos halterofilistas como imagem de fundo para os comunicados de reestruturação corporativa, só pra ver o que rola”. E depois de ter, durante esse ano, pego alguns frilas que me permitiram ser pago pra escrever em outros lugares basicamente o mesmo tipo de coisa que eu escrevo aqui, eu posso dizer sem medo que a sensação é ainda melhor do que eu esperava.   Continuar lendo

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2003 foi um ano bom

E 2010 foi um ano excelente. Ainda que 2009 tenha sido um ano muito bom e 2007 não tenha sido um ano ruim (mas você, 2008, você foi uma droga, sério. e sabe os momentos em que eu parecia feliz, ali no finalzinho? eu estava fingindo), 2010 bateu todo e qualquer padrão de awesomeness que eu pudesse ter estabelecido, seja em termos de diversão, oportunidades, trabalho, dinheiro, satisfação pessoal, festas com modelos, ingestão de costelinhas de porco no barbecue ou qualquer um desses padrões que realmente definem o quão legais são as nossas vidas.

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Minha pequena lista de grandes feitos de 2010

Ler todos os livros que eu comprei: Sabendo que o “só vou comprar mais livros depois que terminar de ler esses aqui” é o “começo a dieta na segunda-feira” do mundo nerd, é uma imensa satisfação dizer que não, não tenho mais uns 70 livros, vários deles ainda lacrados no plástico, entulhando meu quarto e tornando praticamente intransitável o local. Também é um orgulho dizer que não, não deixei que a internet e o vídeo-game tomassem o tempo que eu dedicava à leitura, gerando um nível bizarro de acúmulo de obras e, é claro, não comprei mais nenhum livro nesse período, nem mesmo aquelas coletâneas de Peanuts, aquelas HQ’s todas na Comicon ou essa coleçãozinha nova do Ítalo Calvino. Assim como, é claro, não estou neste momento comprando a coleção completa da Torre Negra pra deixar no meu quarto mais 5 mil páginas não lidas.

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Top 7 – Grandes momentos do Just Wrapped em 2010

E então é Natal. Mas ao invés de perguntar o que você fez e te dar aquele momento desconfortável de retrospectiva do ano, lembrando das aulas que você matou na academia, seu namoro que acabou e seu bicho de estimação (um furão cego) que morreu após tentar nadar na privada, resolvi listar aqui os 7 grandes momentos do Just Wrapped em 2010, tomando como referência os textos mais acessados pelos nossos sensatos e sempre criteriosos leitores. Aproveitem então essa bela viagem pelo que este blog teve de mais emocionante, épico e até mesmo fofo no ano neste ano que passou, com um forte abraço a todos os envolvidos. Vem comigo!

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2008: O ano em que fizemos contato

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Como todo mundo sabe, 2007 foi uma droga. Sério, foi péssimo. Numa escala de ano ruim que fosse de 0 a 10, sendo 0 um ano muito bom e 10 um ano muito ruim, 2007 teria sido 18,45 e subindo. 2007 foi um desses anos em que eu fiquei feliz por não morar em Júpiter ou Saturno, porque isso faria o ano ser mais longo (além de que se eu morasse em Júpiter ou Saturno eu não iria conseguir respirar e meu corpo seria desintegrado pela densidade da atmosfera, mas isso só serviria pra tornar meu ano pior ainda, concordam?).

Mas já 2008 foi um ano diferente. Se 2007 foi o ano da derrota total, 2008 foi um ano de descobertas, tanto sobre mim quando sobre a minha forma de ver e me relacionar com o mundo. E, vale ressaltar, um ano em que consegui passar por profundos processos de mudança pessoal e auto-conhecimento sem virar gay, que é o que costuma acontecer com quase todo mundo que “se descobre” ou “aprende muito sobre si mesmo”, ou seja, eu realmente não me saí mal.

Em 2008 eu aprendi que não sou tão legal quanto eu achava e na verdade consigo ser até bem sacana de vez em quando; descobri que não existe revista em quadrinhos que não seja passível de download; descobri que sim, você é responsável pelo que cativa, então tente evitar isso de cativar as pessoas, sério; descobri que sexo casual é um dos poucos conceitos no universo que é tão divertido quanto parece; aprendi a andar de metrô em SP sozinho; aprendi a andar de ônibus no Rio sozinho (mas prefiro não abusar da sorte…); aprendi que eu demoro mais tempo pra esquecer as pessoas do que eu gostaria; que eu sou capaz de conseguir coisas que eu achava muito complicadas (o que não prova que eu seja melhor do que pensava, apenas prova que as coisas…não eram tão complicadas assim); que eu gosto mais de dinheiro do que eu imaginava; que eu não bebo mais como eu bebia antigamente; consegui ver uma história em quadrinhos minha desenhada e um conto meu publicado; voltei a jogar futebol society; fiquei com mais garotas do que jamais tinha ficado em um ano (contados os carnavais de Rio Branco); comi comida japonesa (e achei…besta…muito besta…); vi namoros terminando, começando, terminando de novo, começando de novo e terminando de vez; descobri que as decisões desastrosas que eu tomo na minha vida pessoal têm reflexos muito positivos na minha vida profissional e eu acho que a troca vale a pena; passei a ficar emocionado com propagandas da Petrobras; e claro, a mudança de vida mais importante de todas, passei a usar camisas pólo. Mas, claro, depois farei um post apenas pra falar sobre esse tema.

Em suma, foi um ano de aprendizado. Se 2007 foi o ano em que as coisas acabaram, 2008 foi o ano em que, ao que parece, foram lançadas as bases pra que 2009 as coisas finalmente recomecem. Ou não, eu não virei otimista esse ano, seria mudança demais pra apenas doze meses.

Playlist de 2008

I’m a realist – The Cribs

Do me a favour – Arctic Monkeys

Lover in the snow – Rivers Cuomo

Tought i knew – Weezer

Railroad – The Zutons

300 km/h – Autoramas

Dude (i totally miss you) – Tenacious D

Vanguart – Mallu Magalhães

Psicodelismo em Ipanema – João Penca e seus Miquinhos Amestrados

Estrelas – Ludov

Eu quero ser seu tamagotchi – Lucy and the Popsonics

Vem ni mim – Dado Dolabella

Wrapped around your finger – The Police

Anyone else but you – Michael Cera e Ellen Page

Robin Hood – The Rifles

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