Arquivo da tag: friends

Teorias reveladoras sobre programas de TV #12, #13, #14, #15, #16 e #17

dungeons-and-dragons

#12 – No desenho animado Pokémon o personagem principal, Ash, sofre um acidente logo no primeiro episódio, entra em coma e a partir daí toda a história não se passa no mundo real e sim dentro de sua mente. Misty e Brock são aspectos de seu inconsciente que ele usa para trabalhar seus traumas e questões da adolescência, enquanto a presença de seu pai como vilão é uma representação de seus problemas familiares. Pokémon é então, mais do que um desenho sobre criaturinhas que duelam e fazem barulhos engraçados, uma análise aprofundada dos traumas da puberdade e dos problemas da dissolução familiar no oriente.

#13 – Na série Um Maluco no Pedaço, o personagem de Will Smith morre ainda durante a abertura, quando ocorre a briga na quadra de basquete. O motorista do táxi que Will pega em direção a casa de seus tios é na verdade Deus e sua presença na Califórnia é um período de crescimento e evolução espiritual num misto de céu e purgatório, onde ele pode ao mesmo tempo viver suas ilusões de riqueza e superar questões familiares. As aparições de seu pai e sua mãe são esporádicas exatamente por acontecerem apenas quando eles visitam o túmulo de Will. Mais do que uma comédia de costumes a série se torna então uma versão contemporânea da Divina Comédia de Dante, apenas com calças mais largas e mais aparições do Tom Jones.

Continuar lendo

12 Comentários

Arquivado em Televisão, teorias

Taxonomia de relacionamentos: itens #3, #4 e #5

#3 – Relacionamento rebote: Quase sempre ocorre quando você está saindo de um relacionamento longo ou ao menos sério e significativo e está emocionalmente abalado, com alguns problemas de confiança ou algumas questões pessoais ainda pendentes. Isso te leva a buscar algum tipo de relacionamento que envolva um baixo grau de envolvimento e um alto grau de controle, ou seja, alguém que te valorize e por quem você não sinta muito apego, te permitindo aproveitar o momento, reconstruir sua auto-estima danificada e poder sair quando sentir vontade. Nessas horas as pessoas costumam aproveitar aquela amiga que sempre esteve interessada, aquela colega da prima que tem a estrutura emocional de uma criança de seis anos gripada ou a garota que estava no bar chorando porque foi trocada pela melhor amiga na festa do próprio aniversário. É um daqueles raros exemplos de relacionamento com fortes opções de controle e grandes chances de sucesso. A não ser, claro, que você esteja do outro lado do rebote, sendo então uma bela merda e possivelmente partindo seu coração.

Continuar lendo

10 Comentários

Arquivado em Declaração de princípios, Desocupações, romantismo desperdiçado, Sem Categoria