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Da irracionalidade esportiva coletiva que chamamos de quarta-feira à noite

Como boa parte da população brasileira eu sou apaixonado por futebol. Fui educado jogando e acompanhando o esporte, cresci completando álbuns de figurinhas da copa, me tornei um homem adulto que freqüenta estádios, paga mais caro para ver jogos em hd na televisão e briga com outros homens adultos por causa de pontuação em fantasy games de futebol – o que talvez seja uma boa razão para repensar o número de vezes que eu disse “adulto” nesse último parágrafo.

Mas mesmo sendo apaixonado por futebol e tendo essa paixão como uma coisa natural pra mim, conforme eu fui crescendo e levando uma vida mais e mais “adulta”, eu comecei a notar que para uma parcela também significativa da população o futebol não apenas não tem nada de natural como também representa um transtorno constante, interminável e contra o qual eles vêem impotentes, já que bem, não chamam o Brasil de país do futebol pelo fato de que tratamos a bola rolando como um hobby e a gente pega super leve com essas coisas.

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Mais dois casos clássicos dos double binds da vida

george michael

#Você organiza pelada e pelada é só amigos, pelada é só alegria. Futebol society, campinho gramado, barzinho do lado. Dois timinhos de seis, espaço pra trabalhar a bola, pensar na tranqüilidade, tocar pra quem tá mais bem posicionado, desenvolver a malícia desportiva. Timinho de fora pra manter competitividade, mas não completo, rola par ou ímpar pra ver quem fica. Durante dois meses tá de boa. Mês seguinte não tem timinho de fora, mas tá tranqüilo,corre mais, ainda que com menos seriedade porque sem sair você sabe como malandro fica. Um mês depois começa a ficar complicado de dar doze, tem que chamar galera da pelada anterior pra completar, mas tá de boa, é coisa do momento, janeiro é foda, geral de férias. Aí na outra semana só tem dez, maior correria, mas a pelada rola. Aí numa quarta chove e só tem seis, seis é foda. Na outra vão cinco, cinco é sacanagem. Falta dinheiro pra quadra, pelada mia, você fica puto. Manda email reclamando e pedindo pra cada um levar um amigo, pra pelada não morrer, email emocionado, usa a palavra “comprometimento” em itálico sublinhado. Chega quarta, cada um leva seis amigos. Pelada lotada, oito times de fora. Você pensa que agora tá bacana. Galera sai puta porque tinha gente demais e não rolava de jogar. Você pede pra galera confirmar no site antes de ir, pra isso não acontecer mais. Na outra semana tem seis pessoas. Depois tem cinco. Cinco é sacanagem. Você acaba com pelada. Organiza outra pelada. Outra pelada é só amigos, outra pelada é só alegria. Um dia você chega lá e só tem seis caras. Seis é foda.

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De colete ou sem camisa? – Uma análise dos arquétipos junguianos dos peladeiros de meio de semana (Parte 1)

O fanfarrão: Um dos tipos de peladeiros mais facilmente reconhecíveis, o fanfarrão quase sempre alia uma imensa preocupação estética pessoal (chuteira colorida, gola levantada, camisa oficial do Real Madrid autografada pra jogar gol a gol com o sobrinho no quintal de casa) a uma visão distorcida do esporte, que analisa o futebol como um esporte individual e não coletivo, e considera que o único resultado importante é o número de gols (ou em certos casos, dribles) que ele faz. Tendo como seu habitat natural o setor ofensivo, só volta até a defesa para reclamar ostensivamente de alguém ou para perder a bola tentando driblar de forma desnecessária.

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Top 5 – Grandes comentários cheios de presença da Copa do Mundo de 2010

casagrande

“A culpa é da Jabulani”: “A culpa é da bola” é o novo “a culpa é da sociedade”, servindo de justificativa para qualquer chute errado, passe bizarro, lançamento sem sentido ou falta violenta em que nem mesmo dava pra notar a bola no campo de visão da câmera. Essa verdade conveniente somada a dados bizarros como os resultantes dos testes da NASA com a bola da Copa (“à partir dos 75 km/h a Jabulani se torna imprevisível e pode se portar de qualquer maneira imaginável. ou seja, você chuta uma bola e o que chega no goleiro é um filhote de pingüim, por exemplo”), levou a um nível de atenção extremamente insólito, que nenhuma bola jamais havia recebido na história dos mundiais (a bola da Copa de 70, por exemplo, não tinha nome, sendo chamada apenas de “a bola”), gerando mais um tsunami de clichês entre os comentaristas esportivos brasileiros.

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E duas coisas legais da Copa do Mundo

#O futebol: Você pode argumentar que o futebol de hoje em dia não é mais tão bonito quanto o de antigamente, que as seleções não levaram seus melhores jogadores, que os resultados são armados, que várias das equipes estão lá só pra fazer figuração, que as grandes marcas de material esportivo controlam o esporte além dos limites da ética, que metade dos atletas é dopado, que o time da Coréia do Norte saiu todo fazendo caretas no álbum de figurinhas ou mesmo que metade dos jogadores de meio de campo do Brasil não conseguiria matar uma bola nem mesmo usando um rifle com mira telescópica, mas não pode mudar o fato de que a Copa do Mundo é a maior competição esportiva do mundo, quiçá do universo. Mas ok, talvez você tenha razão nos tópicos anteriores, principalmente no lance das caretas.

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Quatro coisas babacas da Copa do Mundo

#Galvão Bueno: Bem, eu sou o primeiro a admitir que criticar o Galvão Bueno é meio como reclamar do conflito em Israel: já estava lá quando eu nasci, continua lá hoje, possivelmente vai estar lá quando eu já tiver morrido e todos nós sabemos que a ONU nunca vai tomar uma atitude de verdade pra resolver o problema. Mas quando se aproxima a Copa do Mundo e o império de Galvão renasce (ele narra, comenta, discute arbitragem, tem links de meia em meia hora, apresenta o “Bem, amigos” e entra nos jornais, num nível de onipresença tal que se você gritar do banheiro um “mãe, esqueci a toalha”, é ele que vai levá-la pra você) com todos os seus vícios e hábitos (todo jogo é cheio de rivalidade, toda partida é de vida ou morte, tudo que os argentinos fazem é catimba e não, não estamos procurando culpados, mas o Roberto Carlos estava ajeitando a meia) é sempre bom aquecer nossos corações com o saudável ódio por Galvão e a vontade de que seu filho com cara de Kiko perca todas as competições que dispute.

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Post atrasado sobre futebol e o Dia Internacional da Mulher

Como qualquer pessoa que conheça a história do futebol brasileiro sabe, os clubes cariocas sempre tiveram um importante papel nas mudanças sociais que o nosso país sofreu no século passado e no começo do século atual. O Vasco da Gama foi o primeiro clube profissional a escalar em seu time atletas negros, o Fluminense foi o primeiro clube a escalar atletas negros pintados de branco (o que pode parecer uma atitude preconceituosa mas na verdade era um profundo gesto de afirmação para essa minoria tão sofrida, a dos mímicos negros jogadores de futebol) e o Botafogo foi pioneiro na retirada dos Túlios do crime e da marginalidade, reinserindo-os na sociedade através do futebol. Grandes clubes, com grandes serviços prestados para o fim de preconceitos e estigmas sociais que afetam a sociedade brasileira. Afinal, se há 20 anos você não deixaria sua filha se casar com um Túlio (“Túlio quando não faz na entrada faz na saída!”) hoje você sabe que um Túlio é uma pessoa como todos nós, com a única diferença de que pra ele gols feitos em amistosos e peladas de fim de semana valem na contagem oficial.

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O post sobre futebol que eu nunca fiz

Eu poderia começar este post dizendo que eu, assim como o Sr. Spock e o Keanu Reeves, tenho problemas para demonstrar grandes emoções ou expressar sentimentos. E depois eu poderia compartilhar com vocês o fato de que eu não grito, eu raramente xingo, eu não digo “eu te amo”, eu não aviso pras pessoas que elas podem ir dormir lá em casa, eu não falo que “considero você quase como um irmão” (exceto pro meu irmão. as vezes) e que eu não sou de me expressar com muita veemência. Então eu poderia fazer um longo discurso sobre a importância do futebol como fonte de relaxamento e via de catarse na minha vida. Mas eu, é claro, não vou fazer isso.

Porque se eu fizesse isso eu teria que depois explicar que eu torço para o Flamengo e tenho com esse time uma relação de paixão e emotividade que foge totalmente do meu padrão de relacionamentos sadios. Que quando eu vejo os jogos na TV ou no estádio eu abandono toda a minha ponderação e grito e praguejo como um estivador que martelou o próprio dedo infeccionado. Que quando eu estou torcendo eu me transformo em outra pessoa e tomo atitudes que vão totalmente contra tudo que eu conheço da minha personalidade e do meu bom-senso. Mas eu não vou fazer isso. Quer dizer, talvez até fosse bom fazer porque seria legal que as pessoas que estavam lá em casa ontem soubessem que não é sempre que eu desejo que uma pessoa desconhecida seja empalada por uma manilha de obra. E eu sinceramente peço desculpas a você, Zé Roberto. Quer dizer, peço nada, você mereceu, seu fominha do inferno. Mas como eu disse, eu não vou fazer isso.

Eu poderia, se eu tivesse feito as coisas descritas nos dois parágrafos acima, o que não fiz, logo depois mencionar a emoção do título de domingo, a felicidade total e completamente injustificada do ponto de vista racional (“o que eu realmente ganho com isso?”) que as conquistas esportivas trazem, a rouquidão absoluta no dia de hoje e, num requinte de crueldade, citar o lamentável momento em que o cara que divide apartamento comigo estava dançando funk na frente de um ônibus durante as comemorações, travando o trânsito no meu bairro. Mas eu jamais faria algo assim. Fora que eu sinceramente quero esquecer que já vi essa cena alguma vez. Lamentável, cara.

Não, esse post não é para nada disso. Não é pra comentar as camisas dizendo que o Ronaldo Angelim é único Ronaldo que importa, não é pra dizer que espero ansioso o processo que o Sport deve abrir contra mim por ter gritado na janela que meu time é hexacampeão, não é pra fazer mais algum comentário sobre o Petkovic ter sido o primeiro atleta campeão brasileiro cuja idade teve que ser definida usando datação por carbono, não, nada disso. Porque eu, na boa, jamais iria colocar no blog um texto falando sobre esse tipo de coisa. Não, nunca, jamais.

Também não vou dizer que fiquei feliz pelo Cuca, não vou dizer que fiquei feliz pelo Botafogo ou que fiquei feliz que aquele policial em Curitiba que apanhou com um banco no meio da intermediária (sério, tá aí uma frase que não se escreve todos os dias) não tenha morrido ou coisa do tipo. E se você pensar bem, essa frase é meio estranha, porque o que seria “coisa do tipo” no caso de morrer? Mas como eu disse, eu não faria nada disso, não é pra isso que esse post é.

O texto é apenas pra agradecer ao Flamengo pelas quatro horas semanais de catarse, irracionalidade, palavrões e ameaças que ele tem me garantido desde pequeno. Pelo fato dele me permitir jamais xingar alguém no trabalho porque eu já descontei tudo no Toró, pelo fato dele me permitir nunca ser grosso com uma garota, porque eu já chamei a mãe do Juan de todos os nomes possíveis e pelo fato dele me permitir ter alguma coisa pra conversar com meu pai (assim como o Ted em HIMYM eu só consigo falar com meu pai sobre o nosso time). Obrigado pela terapia e pelo hexacampeonato, pessoal. Tem sido muito divertido.

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Giro rápido sobre os assuntos nos quais todo mundo parecia estar falando menos eu

Geisygate: Achei no mínimo impressionante a ascensão meteórica da garota que quase foi estuprada na Uniban. Tudo começa com uma situação bizarra sendo promovida ao nível de ato de barbárie (eu moro no Rio, se eu for tentar estuprar toda menina de roupa curta que passar perto de mim que horário eu vou ter pra trabalhar, ver um filme, dormir, acessar a internet? Sério, isso não viável, galera…). Depois começa o debate inflamado em que todo mundo quer aparecer porque é raro uma situação em que esteja tão claro quem está errado e seja tão fácil descer a lenha. Aí o pessoal da Veja começa a criticar a barbárie e você já começa a desconfiar que a barbárie não pode ser tão ruim assim, mas afasta esses pensamentos estranhos da sua cabeça. E então ao invés de um debate nacional ou de um chamado à consciência sobre o porque de termos chegado nesse nível de insanidade coletiva ou porque os nossos universitários pararam de dar dicas no Show do Milhão e começaram a tentar fazer sexo não-consensual com as nossas universitárias nós ganhamos mais uma celebridade instantânea. Porque Geisy já apareceu no Superpop, vai aparecer no Casseta e Planeta e está assinando contrato pra posar nua. E assim…sou só eu ou ela é…tipo…totalmente não-atraente?

Visita da Madonna: Pra mim ela é apenas a ex-mulher mala do Guy Ritchie, que é um cineasta legalzão. Então ainda que eu goste da versão do Richard Cheese pra “Material Girl” e “Like a Virgin” e possa passar um mês apenas fazendo trocadilhos sobre Jesus, eu acho que não dei a mínima pro assunto.

Reta final do campeonato brasileiro: Acho que exceto pelo Flamengo ter chegado até as rodadas finais com chances de título não aconteceu nada que os bons analistas esportivos não tivessem previsto. O São Paulo é o time de melhor estrutura do país e pode colocar até cães dançarinos em campo que briga pelo título, o Palmeiras é um time horrendo com dois ou três bons jogadores e um técnico engraçado, o Inter tinha o Tite e o Atlético tinha o Celso Roth e o Goiás era o Goiás, fazer o que? Os destaques do campeonato ficam sendo então Petkovic, por ter a idade do meu pai e correr mais do que eu, e Cuca, por me fazer torcer pra que o Fluminense fique na série A apenas pra não ver aquela carinha triste.

A Fazenda 2: Como já disse, acho que deveríamos simplesmente encerrar o programa e transformar em dois meses de entrevistas do Britto Jr. com o MC Leozinho, o cara que misturou funk e violão. Não tem como superar isso. Se qualquer outra pessoa ganhar a competição é injustiça pura e simples.

Filme da Bruna Surfistinha: Não vou ver o filme (o pessoal da Band sabe que eu já curti muito um pornô softcore, mas a fase passou faz uns 10 anos), mas valeu meu domingo a Deborah Secco entrevistando a Bruna Surfistinha e perguntando se ela já sofreu preconceito por ter feito programa. Não, claro que não, quem sofre preconceito por ter feito programa é o Otaviano Costa que apresentava o O+ e o Ferrugem, que trabalhou com o João Gordo na MTV.

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Arquivado em No News

Não manda essa, Globo…

Desde que eu me sei por gente a Globo é absoluta em termos de televisão aberta. Futebol é na Globo, novela é na Globo, jornalismo é na Globo (e filminho de sacanagem softcore é na Band, mas isso não faz lá muita diferença no ibope, acho), tudo é na Globo. Mas como diz um CD do Fatboy Slim, se eu sou o número 1 pra que me esforçar mais? E a gente nota que com o tempo a Globo não só parou de se esforçar como começou a partir pra mais descarada e insensata sacanagem.

Começou de leve, com algumas pequenas pistas. Primeiro os remakes de novela, o auge da falta de criatividade, já que, se mesmo as novelas novas têm exatamente as mesmas tramas, as novelas refilmadas atingem um novo ponto de referência em termos de total descaso em relação ao coitado que senta na sala pra assistir isso. Depois disso começou um certo descaso em termos de programação, seguindo a tendência mundial de produção de material nas coxas: os reality shows, que desempregariam milhões de roteiristas pelo mundo se as pessoas não precisassem de um roteiro pronto para serem elas mesmas. Aí ela começou a parar de se preocupar também com os esportes e outros canais abertos passaram a fazer transmissões com a mesma qualidade que a Globo sempre se gabou de fazer. Mas foi só nesse domingo que eu notei que a Vênus Platinada realmente chutou de vez o balde do bom-senso e entrou de cabeça no ramo das organizações que evidentemente estão de sacanagem com a gente, como o Detran, a OAB e o pessoal do Giraffas que uma vez demorou 35 minutos (contados) para me preparar um cheeseburger e me servir uma coca. Que veio morna.

Foi uma revelação em duas partes. Primeiro estou eu assistindo Flamengo e Botafogo, domingo, tranquilão na minha casa, quando o narrador e fanfarrão Luis Roberto informa que tem uma surpresa nessa transmissão. Eu, inocente e otimista, achei que seria um novo comentarista, um novo ângulo de câmera, alguma coisa desse tipo…Mas a surpresa era, e vou escrever em caixa alta para que todos possam ler sem problemas, a surpresa era que IRÍAMOS SABER A FREQUENCIA CARDÍACA DOS MASSAGISTAS DE AMBOS OS TIMES. Sim, dos MASSAGISTAS. Não dos técnicos, não dos médicos, não dos jogadores, não dos presidentes, e sim dos MASSAGISTAS! Sim, nós iríamos saber o quão acelerados estavam os corações dos homens responsáveis por afofar os jogadores que estariam em campo. A isso, em termos de jornalismo, só existe um nome que possa ser dado: sacanagem. Ou seja, a equipe de transmissão evidentemente está muito, mas muito de sacanagem para propor uma coisa dessas e nos considera um bando de manés para achar isso interessante. Mas, é claro, como diz o pessoal do Polishop, outro canal que trabalha na sacanagem, não é só isso!

Estou eu ainda me recuperando do choque de saber que a freqüência cardíaca do massagista do Botafogo quando eu ouço a chamada de uma das matérias do Fantástico do mesmo dia: “Priscila, ex-BBB vai as ruas para saber o que os homens acham das mulheres de perna grossa”. Sim, amigos, o Fantástico, que antes tentava (sem muito êxito) ser um programa jornalístico, também, assim como um kicker do Giants numa final de Super-Bowl, isolou o balde da dignidade a uma distância de 30 jardas e ainda fez a dancinha da comemoração em cima da linha de fundo. Ou seja, a sacanagem também domina as reuniões de pauta do programa, onde provavelmente todos chegam bêbados e discutem, pelados, se o assunto vai ser o tamanho das coxas de uma ex-bbb ou as mudanças nas regras da poupança, com o tema das coxas ganhando por 16 bunda-lelês a zero.

Mas isso desperta uma pergunta: qual será o próximo passo? Alexandre Garcia fará seus comentários de sunga e regatinha? William Bonner passará a se despedir dos telespectadores toda noite com um “é nóis mano, vida loca!” ? Arnaldo Jabor se tornará o responsável pelo jornalismo e todo programa será apresentado por um homem e um travesti? Será feito o sétimo remake de “Irmãos Coragem”, só que dessa vez com o Kléber Bambam no papel do diamante que é estilhaçado no final? Só o tempo poderá dizer. Mas é óbvio que certa estava o Sr. Sílvio Santos que, já anos atrás, notou que televisão aberta no Brasil não é um negócio sério. Estão aí as reprises de “Ó, coitado!” que não me deixam mentir.

*Atualização: corrigi o nome do Luis Roberto/Luis Ricardo/Paulo Ricardo/Paulo Roberto devido ao fato de que eu realmente me confundi por conta dos Duck Tales. Desculpem…

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