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Sobre o porquê de eu não mencionar aqui no blog a minha opinião sobre o novo Homem-Aranha negro

Aviso: esse texto pode conter spoilers. Ou não. É um spoiler se eu avisar sobre os spoilers? Vamos refletir sobre isso.

Como vários de vocês devem ter ficado sabendo, seja pela mídia especializada, seja pelo twitter, seja por alguma matéria da Fox News dizendo que a Marvel é composta por um monte de judeus socialistas que querem destruir o ideal de vida americano, existe um novo Homem-Aranha nos quadrinhos e ele é negro. Na verdade latino afro-americano, se você quiser ser mais exato, e o nome dele é Miles Morales, um personagem ainda desconhecido e sobre o qual só vamos descobrir mais após o relançamento da revista do Homem-Aranha ultimate, o que deve acontecer nos próximos meses lá nos EUA.

Mas mesmo sendo o Homem-Aranha meu personagem preferido nos quadrinhos, o tema da representação racial nas HQs da Marvel e da DC um dos meus assuntos favoritos desde os tempos de faculdade e sendo eu um cara que segundo o censo faz parte de uma etnia minoritária (ainda que esquisitamente a moça do questionário parecesse mais interessada em levantar insinuações um tanto quanto levianas quanto ao fato de que eu divido apartamento com um outro homem que não tem laços de parentesco comigo) eu acabei, após uma profunda reflexão, decidindo que não, não vou tratar desse tema aqui no blog. Não porque eu não ache a discussão válida, não porque eu não tenha uma opinião intrincada, complexa, embasada e já devidamente formada sobre o tema, não porque eu não teria coragem de falar durante horas sobre coisas assim. Não, nada disso.

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Top 4 – Razões pelas quais caras têm quedas por ruivas

O fascínio da minoria: Tudo que é diferente acaba chamando a atenção e possivelmente despertando interesse. Num período longínquo, quando loiras eram uma raridade que só poderia ser encontrada em latitudes específicas e quase sempre dentro de algum barco viking, nossos pais e avôs idolatravam loiras e daí surgiram mitos como Marilyn Monroe e derivadas (note que na minha cabeça meu avô, os vikings e Marilyn Monroe conviveram no mesmo período histórico). Já na nossa geração, um tanto quanto saturada com o “blonde boom” que se deu após a descoberta do poder da descoloração (possivelmente ensinado pelos vikings ao meu avô) as ruivas acabaram entrando em voga por serem, agora, o diferente, o incomum. Daí o recente interesse e a profunda presença das ruivas no imaginário masculino. Fora que quando você se perde de uma ruiva no shopping costumava ser bem mais fácil pra encontrar olhando de longe. Mas isso sou eu sendo frio e utilitário de novo.

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Top 5 – Coisas que eu não vou fazer no meu aniversário

Uma tatuagem: Tatuagens são costumeiramente um sinal de rebeldia, autenticidade, capacidade de decisão, culto ao corpo ou de que você apenas bebeu demais e tem amigos sacanas. Ou seja, exceto o lance da bebida e dos amigos sacanas é algo que não tem nada, mas nada a ver comigo. Some a isso o terror patológico de agulhas (“peraí, não dá pra fazer isso com giz de cera? Hidrocor? Guache? Hein?”) e a absoluta incapacidade para tomar decisões de longo prazo (eu tenho problemas para escolher acompanhamentos no Spoletto, como posso tomar uma decisão sobre o que vai estar desenhado em mim pra vida toda?) e você vai ter uma pessoa que nunca, mas nunca vai ter uma tatuagem. E claro, ainda existem as questões de pura paranóia como “como eu vou saber se esse ideograma quer mesmo dizer felicidade e não ‘sou um podólatra comedor de polenta’?”, mas não vamos entrar nesse tipo de detalhe.

Ir numa boate de strip-tease: Não vou dizer que eu nunca tenha achado o conceito interessante, mas conforme eu fui crescendo eu acabei deixando de ver a magia inerente a uma casa de strippers. Ok, são mulheres atraentes (ou não) dançando nuas (ou não) e isso é um daqueles conceitos que, junto com batata frita e leite condensado, funciona independente de contexto, mas sempre bate aquela ponta de depressão pelo lado lamentável da situação. Afinal, no frigir dos ovos é um cara pagando para que uma mulher fique perto dele e o pior, sabendo que está pagando e que provavelmente ela só ficaria perto dele se ele realmente pagasse. Triste. E como se não bastasse isso, uma lata de coca-cola custa dez reais.

Juntar meus amigos num bar, ficar bêbado, cantar a garçonete até que ela me passe o telefone dela e no dia seguinte estar tão sem graça com a atitude da véspera que não tenho coragem de telefonar: Bah, já fiz isso ano passado e não vou repetir a programação. Eu superei essa fase. Fora que depois de ver pessoas se dando mal com argumentos bem mais fortes como “o prédio está pegando fogo e nós todos vamos morrer, quer ficar comigo?” e “tenho mais 72 horas de vida, você podia me dar um beijo?” eu comecei a achar que “oi, sabia que hoje é meu aniversário?” não é um começo de conversa que vá me levar a algum lugar interessante.

Fazer um programa de pai e filho: Por alguma razão estranha que eu nunca vou conseguir compreender, o meu pai acha que o meu aniversário é no dia 9 e não no dia 7, e isso desde que eu era garoto, o que faz com que ele sempre me dê os parabéns por volta do dia 12 ou 15 (meu pai acha que é dia 9 mas se esquece mesmo assim) e eu receba um presente por volta do dia 10 de dezembro (quando ele acha que é o aniversário do meu irmão, que na verdade acontece no dia 7 de dezembro) . Com isso eu desconfio que um almoço de pai e filho entre eu e ele para comemorar meu aniversário iria acontecer ali por volta de meados de agosto de 2010, quando eu possivelmente já teria morrido de fome ou gasto 5000 reais em couvert.

Ir a uma sessão de “Homem-Aranha – Ação e aventura”: Sim, eu realmente pensei nisso, sério. Eu sei, eu sei, é pra crianças, eu sei, é uma peça musical com pessoas presas em cordas e eu sei, eu teria que ir sozinho e provavelmente contratar o filho pequeno de alguém para que eu usasse como pretexto. Mas pô, é o Homema-Aranha, cara! E eles prometem ação e aventura! Como isso poderia ser ruim?

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