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3 problemas que eu tive com o filme do Lanterna Verde (e 2 coisas bacanas também)

A indefinição do tom: mais ou menos como uma senhora idosa participando do programa “Tentação” com Sílvio Santos, Lanterna Verde nunca sabe exatamente pra que lado ir. Se em alguns momentos ele procura a ficção científica, em outros ele avança na direção da comédia e em vários parte para o romance, sem em nenhum deles conseguir efetivamente funcionar. Não que outros filmes baseados em quadrinhos como Thor e Homem de Ferro não tenham nos mostrado que é possível sim transitar entre esses diversos gêneros, mas em Lanterna Verde isso sempre acontece de forma truncada e confusa, nunca parecendo realmente “orgânico”, como se algumas cenas tivessem sido enxertadas, montadas fora de ordem ou apenas filmadas porque o diretor de segunda unidade disse que seria “muita zuera” se fizessem. Exemplificando melhor o nível de sutileza e lógica nas transições temáticas, é mais ou menos como se com 30 min de “Aliens” Ridley Scott inserisse uma cena de jantar romântico e depois, lá perto do final, um alien aparecesse em cena e falasse pra Sigourney Weaver “puxa meu dedo”. Continuar lendo

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Top 5 – Piores pesadelos recorrentes

Inspirado no post da Érica resolvi listar aqui os meus piores pesadelos recorrentes, ou seja, aqueles que mais vezes me aterrorizaram até hoje.

O do Lanterna Verde: eu estou em um beco, saindo de um bar com meus amigos, mas eu preciso urinar num canto do beco e eles me deixam pra trás. Aí aparece um anão azul voador que obviamente é um Guardião do Universo (obviamente pra mim, pra vocês está aqui o link) e ele me diz: “João Luis, por sua grande capacidade de superar o medo você foi escolhido como o Lanterna Verde do setor 2814. Aqui estão seu anel e sua bateria”. E aí eu coloco o anel e surge em mim um sensacional e clássico uniforme levemente inspirado no do Hal Jordan mas com toques de Sodam Yat (mais links pra vocês) e eu começo a fazer o juramento e carregar o anel. E aí, logo no meio do “no dia mais claro, na noite mais densa” o anão vira e me pergunta se o meu Luis é com s ou com z. Porque se for com s ele entregou o anel pro cara errado e vai ter que pegar de volta.

O do lateral: é uma final de campeonato mundial e eu sou zagueiro do Flamengo. Estamos perdendo para o Real Madri por 1×0 e o Robinho está vindo com a bola dominada pra cima de mim, que sou o último homem. Ele ginga para um lado, ginga para o outro e pedala. Assim que ele coloca a bola na frente eu levanto meu pé a quase um metro e meio do chão e lhe acerto uma bicuda no peito, que o juiz considera lance de jogo. Saio com ela dominada, toco pro Cocito, que é volante do meu time, pra logo depois receber na frente. Passo pelo Beckham, passo pelo Kaká ganhando na ombrada e deixo o Cristiano Ronaldo sentado no chão. Então eu lanço pro lateral do meu time e corro, sozinho, pra área, pra cabecear. Aí eu levanto a cabeça e vejo que o lateral é o Índio Irakinã. Então eu levo uma bolada muito forte na cabeça e acordo.

O da Natalie Portman: Eu estou numa festa e alguém me apresenta pra Natalie Portman. Nós conversamos e ela parece bastante interessada em mim. Nós continuamos conversando e ela continua parecendo interessada em mim. Se passam mais de 5 horas e ela continua interessada em mim (festa loooonga). E aí, quando eu estou me preparando pra chegar nela, eu me lembro que eu sou eu. Eu sei, não parece um pesadelo contando assim, mas é porque vocês nunca me viram tentando ficar com ninguém…

O do Justin : Não quero falar nisso de novo…

O do despertar sem fim: eu acordo e noto que estou sonhando. Aí eu acordo de novo, mas ainda sei que estou sonhando. Aí eu acordo de novo, mas ainda sei que estou sonhando. E de novo. E de novo. E de novo. Até que eu finalmente acordo de verdade. Mas percebo que estou preso dentro de um antigo rótulo de Pó Royal.

P.S: Diante da atual correria que virou a minha vida (dois dias por semana no Rio fazendo exames médicos, dois dias por semana em Viçosa trabalhando e dois dias em Juiz de Fora descansando, o que além de ser cansativo me faz desconfiar que alguém está me roubando uns 4 ou 5 dias por mês…) está sendo complicado escrever material novo pro blog, então nos próximos quinze dias eu devo ir publicando textos curtos ou então o material que sobrou ainda não publicado, por isso não se surpreendam com textos sobre a final da Copa de 70, resenhas de discos dos Beatles ou posts totalmente fora de qualquer contexto (ou apenas muito ruins). Mas assim que eu voltar ao mundo dos que não dormem em rodoviárias se preparem para muita diversão e azaração com a galerinha super-descolada de sempre.  E um suco de beterraba pra mim, garçom!

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