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Publieditoral #12: Olá, vamos falar de coisa boa?

E está chegando o segundo volume da coletânea de contos, com aquele atraso moleque, malandro e maroto que me enche de expectativa e ansiedade, além de um vago nível de paranóia, mas tudo bem. Ao contrário do que a editora havia me dito, ainda não temos um site para a venda do livro (“publicamos mas não colocamos o site de venda no ar” deve ser a versão editorial de “eu gosto de você, mas só como amigo”, não sei). Portanto a venda está sendo feita pelo email da editora mesmo, o belacop@belacop.com.br, através do qual você pode fazer o contato pedindo a sua cópia e possivelmente, se você tiver tempo, também pode mentir dizendo que todo mundo na sua cidade está procurando o livro e ele deveria ter uma distribuição um pouco mais ampla, com cartazes dos autores, coquetéis e possivelmente um parque temático. Mas apenas, como eu disse, se você tiver tempo.

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Sobre o livro

E o livro chegou. Foi numa quinta-feira insólita, em que eu tinha feito coisas tão esquisitas quanto malhar sem me sentir miserável depois, assistir duas aulas da auto-escola, ser produtivo e pró-ativo no trabalho e cantar Accidentally in Love no centro do Rio junto com um cara usando um nariz e uma peruca de palhaço (sim, eu sei, é estranho. como assim eu fui na academia sem sentir dor, certo?). E aí quando eu cheguei em casa dois pacotes me esperavam: um era o “Story”, do Robert Mackee, um livrão sobre roteiro que eu comprei (porque um dia, sim, amigos, um dia, eu ainda irei escrever o roteiro da adaptação do Besouro Azul para os cinemas) e o outro era um pacote maior e mais simpático, com a editora de São Paulo como remetente. E lá estavam eles (mas também, o que mais poderia estar? um falcão maltês? um dos muppets?). Verdinhos, simpáticos, com meu nome na última capa e dois contos meus dentro. E admito, foi uma sensação muito boa.

Mas vou poupar vocês da longa digressão que resumiria os grandes momentos legais da minha vida (mesmo porque ainda que eu ache divertido falar com vocês da minha primeira HQ ou do meu primeiro curta exibido num festival, acho que a gente realmente não quer discutir a minha primeira vez ou entrar de novo no lance da corrida nudista coberto pela pele de capivara) e ir logo para os aspectos mais…práticos da coisa, abrindo apenas um colchete de duas linhas pra expressar a minha felicidade neste momento.

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Sobre o livro do Zé

Eu nunca acreditei muito nisso de conhecer pessoas pela internet. Primeiro porque é uma coisa muito parcial, extremamente fragmentada e profundamente seletiva. Você vai ver da pessoa a foto que ela quiser mostrar, ler o que ela escreveu com tempo pra revisar e saber dela apenas o que ela quiser que você saiba (o que realmente me faz sempre achar que as pessoas que parecem assustadoramente malucas na internet são mais assustadoramente malucas ainda na vida real ou apenas assustadoramente mais sinceras do que a média). E segundo porque minha mãe sempre me disse pra não me encontrar com “gente que eu tivesse conhecido no computador”, o que elimina não só amigos virtuais como também o clipe gigante do Word e o Duke Nukem, mesmo ele sendo 3D. E não, não vamos poder ir ao cinema juntos, Princesa Cogumelo.

Ainda assim, principalmente por causa dos blogs (o meu e o de outras pessoas) eu acabei desenvolvendo laços de amizade com gente que eu sinceramente nunca vi antes e com quem muito provavelmente não devo topar tão cedo. Seja por causa do carinho que eu tenho pelos leitores disso aqui (eu levaria cada um de vocês ao cinema e pagaria a pipoca, sério. mas não, não seguraria na mão dos leitores homens nas cenas mais assustadoras. somos só amigos, cara) seja pelo respeito que eu tenho pelas pessoas da barrinha da direita cujos blogs eu sempre leio e cujos textos várias vezes me ajudam a não dormir no trabalho (e sério, eu acho que vocês deveriam atualizar seus blogs com mais freqüência, porque tenho passado vergonha em várias reuniões).

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Sobre três grandes projetos animadões para 2010

O livro de contos: As novidades sobre a minha participação na coletânea da editora Belacop é que agora temos uma data de lançamento já definida (31/03, que por sinal está chegando perigosamente perto) e que eles também vão incluir um conto meu no segundo volume da coletânea (cuja data de lançamento eu nem imagino qual seja). O contos da primeira coletânea vão ser “Você deveria ir apenas nas festas certas” e “Uma história de detetive” e o que vai entrar na segunda é “100 beijos perdidos”, mostrando que sim, vai mesmo parecer que eu tenho parentes no comitê editoral deles. Ao que parece eu vou receber seis cópias do primeiro volume e uma do segundo (que eu sinceramente não sei como vou distribuir, porque tem aquela coisa de pai, mãe, irmãos e amigos) e que a editora vai vender os livros pelo site dela. Mas ainda não tenho certeza disso e espero ter novidades no dia 31, assim como espero convencê-los de que já que eles me acham tão simpático e gente boa seria muito legal para ambas as partes publicar um livro completo meu. Sério, seria muito legal, eu juro, alta curtição e tudo mais.

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Projeto Manhattan – Uma breve atualização

#1: Como eu acho já havia comentado no twitter (mas eu sou meio estranho em termos de microblogging, então não tenho certeza) a confirmação do registro do meu livro foi concluída na Biblioteca Nacional. Isso quer basicamente dizer que o livro já está registrado, é meu mesmo, não é um plágio e eu não sou apenas um nome que o Christopher Marlowe ou o Francis Bacon usam pra escrever as obras deles.

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Here comes the book

Como todo mundo sabe, eu tenho um livro de contos que eu planejava terminar antes do final do ano. As histórias estavam prontas, algumas já rodando entre o Yuri e o Thiago (meus dois conselheiros literários) e outras ainda aqui no computador, sendo terminadas. Porém, conforme foi chegando a hora de fechar o material foi ficando claro que existia uma baita diferença temática e estilística (?!) entre o material, que complicava a união num todo coeso. Não que eu escreva coisas coesas ou que eu tenha um estilo, mas vocês entenderam. Havia uma diferença grande demais entre crônicas, contos e outras coisas,que impediam que eu juntasse tudo no mesmo balaio.

Mas ao mesmo tempo eu notei que gosto e me orgulho demais tanto das coisas mais bobas e idiotas quanto das coisas mais sérias que eu tenho escrito ultimamente, então, levando em consideração novamente o meu problema de dupla personalidade, resolvi “montar” dois livros, um com os contos mais “sérios” e outro com o material mais de humor (ou coisa parecida), basicamente com coisas retiradas dos blogs e alguns contos mais fanfarrões.

Bem, aí vai a atual escalação do livro mais sério, temporariamente chamado “Alguém sempre morre no final”.

Batman 2

Bonito

O dia em que comecei a explodir prédios

Página de Diário

Uma história de detetive

Você deveria ir apenas nas festas certas

Weezer

A Invasão dos Homens-Borracha

A mulher perfeita

Apenas Ensaiando

Conversa de namorados

Esquecendo Coisas

Ninguém entende uma boa citação

O Garoto-Aranha

Página de Diário

Zombie Pictures and Horror Shows

Punks brigões não ouvem Blink 182

107 Beijos Perdidos

Um estudo em vermelho. Com sardas.

Dos contos listados três estão inacabados e três eu ainda não sei se vão poder entrar porque estão com publicação prevista ou tentando publicação em outro lugar, ou seja, essa escalação tende a mudar, mas a base está praticamente pronta. O plano é que até o final de novembro Yuri e Thiago recebam suas cópias para leitura, Thiago me retorne a dele até dezembro e Yuri até outubro de 2012, permitindo que o livro saia, algum dia, se não chover. Vamos esperar pra ver no que dá.

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Book Review #1

Johnny Vai à Guerra

Dalton Trumbo

Publicado originalmente em 1939

Cotação: 6/8

A vantagem de se escrever um livro sobre os problemas da guerra é que dificilmente você vai ficar anacrônico ou datado. Afinal, junto com os polegares opositores, os iogurtes reguladores de intestino e o orgasmo simulado, o conflito armado sem razões lógicas é uma das coisas que diferencia a humanidade do resto dos habitantes do planeta. E “Johnny got his gun”, escrito pelo norte-americano Dalton Trumbo em 1938 e publicado em 3 de dezembro de 39 (dois dias depois da guerra realmente começar para os americanos) é, mais do que um livro sobre a guerra (ou como classifica a própria editora, sobre “pacifismo”) um livro sobre deixar que cada um de nós tome suas próprias decisões e defina o rumo de sua vida.

O livro conta a história de Joe Bonham, um jovem norte-americano do interior convocado para lutar na Primeiro Guerra Mundial e gravemente ferido em uma das ações de seu pelotão. Por gravemente ferido leia-se: totalmente amputado em relação a braços e pernas, sem audição, sem boca, sem rosto, sem olhos e tendo que ser alimentado por um tubo. É, esse não é um livro alegre, se você chegou a pensar nisso.

A história começa com Joe voltando a consciência em um hospital, sem lembranças nítidas do que aconteceu, se recordando de momentos desconexos da sua vida. O que seguimos deste momento em diante é o protagonista percebendo passo a passo todas as mutilações que sofreu, sentindo cada pedaço de si e de sua vida sendo perdido, assim como seus sonhos e projetos para o futuro, ao mesmo tempo que recorda de momentos importantes do seu passado.

Trumbo constrói (e reconstrói) esses momentos de perda da forma mais dolorosa possível, intercalando recordações doces como uma noite com a namorada, uma lembrança de felicidade num jantar de família, com a percepção da perda de uma perna e da impossibilidade de algum dia falar novamente. Vemos a luta de Joe para conseguir coisas simples como marcar o tempo ou tentar se comunicar com o mundo exterior, enquanto reflete sobre o próprio estado e tenta saber se está realmente consciente ou não (pense em como seria complicado apreender a realidade sem boa parte dos seus sentidos.)

O autor se concentra menos em descrever como a guerra é terrível e se foca mais nas perdas que ela causa. Isso fica claro pela quase ausência de “cenas de guerra” propriamente ditas, descrições de campo de batalha, missões e outros desses momentos comuns em livros sobre conflitos armados.E essa estratégia funciona, tanto que as reflexões de Joe, os resultados que a guerra causa nele, cada momento de perda e cada percepção de sofrimento e derrota, causa mais choque do que qualquer descrição de granadas explodindo ou tiros de metralhadora, porque afeta o leitor em qualquer situação. Você pode nunca ir a uma guerra, nunca nem passar perto de uma, mas ainda assim a idéia de uma mutilação ainda pode povoar seus pesadelos.

A mensagem principal, mais do que pacifista, se refere ao direito de cada um de definir seus objetivos, de decidir se e pelo que lutar. O problema talvez não seja a guerra, o conflito em si, mas o poder que permite a outros decidir quem luta pelo que, usando vidas como fantoches e mandando para o front pessoas que vão morrer por conceitos abstratos usados como bandeira para interesses políticos e financeiros. Ou seja, nada parecido com qualquer coisa que possamos ver hoje em termos de política internacional.

O livro segue, apesar de seus quase 70 anos de idade, como uma boa obra para qualquer um que deseja compreender os horrores da guerra e a crueldade de mandar jovens para o campo de batalha. Ou apenas deseja arrumar uma boa desculpa pra não se alistar. Excelente livro, ainda que pouco divulgado no Brasil (sua segunda edição nacional foi lançada em 2003), “Johnny vai à Guerra” é definitivamente um livro a ser lido. Mas não antes de embarcar naquela missão para a África, claro.

Em outras mídias:

– “Johnny vai à Guerra” já teve duas adaptações cinematográficas, uma em 1971, dirigida pelo próprio Trumbo e outra em 2008. Que evidentemente não foi dirigida pelo próprio autor. O protagonista dessa nova versão é Benjamin Mckenzie, o Ryan da finada série “O.C.”

– Em 1940 o livro foi adaptado pela rádio NBC com produção e direção de Arch Oboler. James Cagney fez a voz de Joe.

– O livro também foi adaptado para o teatro e vem sendo representado desde 1982, tendo Jeff Daniels como um dos atores que já interpretaram o papel principal.

– No clipe de “One” do Metallica, são usadas cenas da versão de 1971 do filme

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