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Minha pequena lista de grandes feitos de 2010

Ler todos os livros que eu comprei: Sabendo que o “só vou comprar mais livros depois que terminar de ler esses aqui” é o “começo a dieta na segunda-feira” do mundo nerd, é uma imensa satisfação dizer que não, não tenho mais uns 70 livros, vários deles ainda lacrados no plástico, entulhando meu quarto e tornando praticamente intransitável o local. Também é um orgulho dizer que não, não deixei que a internet e o vídeo-game tomassem o tempo que eu dedicava à leitura, gerando um nível bizarro de acúmulo de obras e, é claro, não comprei mais nenhum livro nesse período, nem mesmo aquelas coletâneas de Peanuts, aquelas HQ’s todas na Comicon ou essa coleçãozinha nova do Ítalo Calvino. Assim como, é claro, não estou neste momento comprando a coleção completa da Torre Negra pra deixar no meu quarto mais 5 mil páginas não lidas.

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Arquivado em Crônicas, crise de meia meia idade, Vida Pessoal, vida profissional

Publieditorial #13: Um apelo pessoal

Devido a alguns problemas de comunicação com a editora, parece que tem sido bem complicado obter cópias dos dois volumes das coletâneas de contos das quais eu participei e que saíram pela Belacop no decorrer deste ano (e eu fico muito grato mesmo aos que tentaram). Então, ainda que eu sinceramente ache que poderia ser mais interessante manter um baixo número de exemplares no mercado para que o livro algum dia se torne cult, tomei a atitude de conseguir mais algumas cópias para que eu mesmo possa realizar a venda direta, na base da amizade e da parceria, sem abuso, sem abuso, como diria Leandro Lehart.

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Arquivado em Book Review, Milton Neves, vida profissional

Sobre o livro do Zé

Eu nunca acreditei muito nisso de conhecer pessoas pela internet. Primeiro porque é uma coisa muito parcial, extremamente fragmentada e profundamente seletiva. Você vai ver da pessoa a foto que ela quiser mostrar, ler o que ela escreveu com tempo pra revisar e saber dela apenas o que ela quiser que você saiba (o que realmente me faz sempre achar que as pessoas que parecem assustadoramente malucas na internet são mais assustadoramente malucas ainda na vida real ou apenas assustadoramente mais sinceras do que a média). E segundo porque minha mãe sempre me disse pra não me encontrar com “gente que eu tivesse conhecido no computador”, o que elimina não só amigos virtuais como também o clipe gigante do Word e o Duke Nukem, mesmo ele sendo 3D. E não, não vamos poder ir ao cinema juntos, Princesa Cogumelo.

Ainda assim, principalmente por causa dos blogs (o meu e o de outras pessoas) eu acabei desenvolvendo laços de amizade com gente que eu sinceramente nunca vi antes e com quem muito provavelmente não devo topar tão cedo. Seja por causa do carinho que eu tenho pelos leitores disso aqui (eu levaria cada um de vocês ao cinema e pagaria a pipoca, sério. mas não, não seguraria na mão dos leitores homens nas cenas mais assustadoras. somos só amigos, cara) seja pelo respeito que eu tenho pelas pessoas da barrinha da direita cujos blogs eu sempre leio e cujos textos várias vezes me ajudam a não dormir no trabalho (e sério, eu acho que vocês deveriam atualizar seus blogs com mais freqüência, porque tenho passado vergonha em várias reuniões).

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Arquivado em Book Review, Milton Neves

Projeto Manhattan – Fase I

Como alguém já disse, conclusão é o nome que você dá ao momento em que fica cansado de pensar. E após alguns anos escrevendo, escrevendo e escrevendo, eu finalmente fiquei levemente de saco cheio do projeto do meu primeiro livro de contos e concluí que isso é um sinal de que ele está pronto. Tenho cerca de 30 contos, indo desde histórias de mortos-vivos até personagens de quadrinhos, mulheres de franja, ex-namorados vingativos e viagens ao Japão, e acho que finalmente atingi o nível necessário de auto-estima como escritor pra tentar achar um jeito de publicar isso tudo de algum jeito. Mas claro, como autor novato, é meio complicado selecionar. 30 contos é muito? É pouco? O que deve ficar de fora, o que deve entrar? Muito humor? Muito drama? Quem matou Odete Roithman? Ronaldo? E bem, é aí que vocês, fiéis e pacientes leitores desse blog entram.

Desconfio que até o final desse mês todos os contos vão estar terminados (ainda tenho 5 contos para concluir) e eu vou tentar montar um ante-projeto de livro com eles. Assim que essa versão beta estiver pronta eu gostaria de saber quantos de vocês se dispõem a, assim como aquelas pessoas que aceitam tomar choques elétricos em nome da ciência, ler essa versão do livro e me dar algumas opiniões. Vocês vão poder sugerir o que está sobrando, faltando, se está longo demais, pequeno demais, ou mesmo se eu deveria procurar outro hobbie, como a filatelia ou a taxidermia, e deixar isso de escrever para pessoas mais qualificadas.

Então para se candidatar e ter essa chance imperdível de ler em primeira mão um futuro sucesso da literatura brasileira (ou bem menos), deixe apenas um comentário informando isso (pode ser um “eu topo”, “tô dentro” ou “Dado Dolabella traiu o movimento”) e coloque seu email naquele campo do comentário onde pedem que você…humm..coloque o email. E lembrem-se, não é sorteio (sempre quis dizer isso), todos poderão ler.

Os que se aceitarem participar desse verdadeiro projeto Manhattan literário devem receber antes do final do mês um arquivo pdf com o livro e terão, sei lá, um ou dois meses pra ler e dar uma opinião, enviada para minha caixa de email. De posse dessas opiniões eu vou tentar fazer uma versão seguinte que será discutida com meus editores e com minha mãe, que dirá que está tudo lindo, e então começarei a buscar uma editora e, depois de ser rejeitado por várias, tentarei uma edição independente que irá se tornar um calço de mesa na casa de meus amigos mais próximos. Hummm…Ok, não vamos nos apressar: apenas respondam e eu mando o livro pra vocês.

Outra coisa legal: aqui está um caps muito mal feito (por mim) da querida “Tribuna de Cricaré”, o jornal de São Mateus, no Espírito Santo, no qual o meu amigo Thiago conseguiu encaixar algumas colunas minhas e do qual o outro amigo Ulisses me entregou algumas cópias, provando que sim, eu sou uma quase sub-celebridade em São Mateus e Goiânia, o que me faz pensar em duas coisas: a) se a Record São Mateus resolver fazer sua versão da “Fazenda” eu estou famoso o bastante pra entrar?;  b) Por que as pessoas gostam mais de mim nas cidades que eu não freqüento?

Atualização: Consegui terminar mais um conto, chamado “Trabalho de melhor amigo”. Agora só faltam “Um estudo em vermelho. Com sardas”, “A cruel e vingativa traição de Heitor S. Rodrigues”, “Weezer” e “Formato mínimo”.

Atualização 2: Terminei também “A cruel e vingativa traição de Heitor S. Rodrigues”, desisti de “Formato mínimo” porque já tinha escrito um outro conto muito parecido e agora estou mexendo nos dois que faltam.

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Arquivado em contos, Desocupações, Good News

Referências

referências

Bem, antes de começar a dar minha opinião sobre as coisas, melhor deixar claro meus gostos para que vocês entendam melhor meus pontos de vista e porque eu gosto de algumas coisas e odeio outras. Essa lista foi montada fora de ordem e levando em conta não só as qualidades que eu vejo em cada livro, filme ou CD mas também a importância que ele teve na formação dos meus gostos em cada setor. Ou seja, são os livros, filmes e discos que moldaram a minha opinião sobre todos os outros. Mas claro, semana que vem eu posso mudar de opinião.

Top 10 Livros

Até Mais e Obrigado Pelos Peixes– Douglas Adams

Fora de Hora – Júlio Cortazar

Fundação – Isaac Asimov

O Processo – Franz Kafka

A Grande Mulher Nua – Luiz Fernando Veríssimo

Atire no Pianista – John Goodis

Ferozes Inválidos de Volta dos Trópicos – Tom Robbins

Dom Casmurro – Machado de Assis

Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo

Pergunte ao Pó – John Fante

Top 10 Filmes

Mallrats

Desconstruindo Harry

Homem-Aranha

Namorada de Aluguel

Trainspotting

The Wedding Singer

Monthy Python e o Cálice Sagrado

O Poderoso Chefão

Simples Como Amar

Hudson Hawk

Top 10 Discos

Weezer – Blue Album

A Century of Covers – A Belle and Sebastian Tribute

Foo Fighters – The Colour and The Shape

Oasis – The Masterplan

The Rifles – No Love Lost

Paralamas do Sucesso – Os Grãos

Nenhum de Nós- Paz e Amor

Beatles – A Hard Day’s Night

Fastball – Live at Jupiter Records

Wonkavision – Wonkainvasion

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