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Não-post #1 – A garota gordinha de Malhação

Hoje em dia é raro que eu assista TV, principalmente a aberta. A internet, os quadrinhos, o vídeo-game e até mesmo a vida real (ou surreal, vai saber) acabaram reduzindo meu tempo na frente da tela a momentos bem específicos, como ver futebol (sempre que tem alguma partida sendo exibida) e ver Bones, quando eu realmente não tenho outra coisa pra fazer (não que eu ame Bones, é apenas que sempre coincide de estar passando Bones, não se explicar por que). Por isso minha cota de TV aberta acaba sendo utilizada uma vez por mês ou até menos, quando viajo para Juiz de Fora e acompanho a animada programação televisiva escolhida pela minha querida mãe, que inclui desde doses fartas de Rodrigo Faro e Sílvio Santos até aplicações homeopáticas de novela das 8 e “Todo mundo odeia o Chris”. Mas acabou calhando de numa dessas semanas passadas eu chegar em casa um pouco mais cedo e conseguir assistir um capítulo inteiro da atual temporada de Malhação (mesmo porque seria improvável conseguir assistir um capítulo da temporada passada, acho)

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Arquivado em Milton Neves, Mundo (Su)Real

Top Five – Soluções de final de temporada em Malhação

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Final feliz “betoneira style”: O casal principal precisa ficar junto, por mais complicado que isso tenha se tornado durante a temporada. Eles brigaram? Vão fazer as pazes. Ele está preso? Vai ser inocentado. Ela engravidou outra? Ela vai perder o bebê. Ela morreu? Jim Caviezel fará uma participação especial no papel de Jesus e ela vai ressuscitar. Não importa o quanto a lógica tenha que ser atropelada, estuprada e queimada com cigarros, vamos ter um final feliz.

Viagens absurdas: No final de uma temporada boa parte dos personagens que não vão continuar na novela arrumam algum tipo de viagem não muito bem explicada para algum lugar distante. O amigo lerdo do mocinho vai jogar basquete na Lituânia, a colega de truco da vilã se muda com os tios pra Cuiabá e o nerd que era apaixonado pela professora de Química descobre que tem uma doença rara que só é tratada na Romênia. Mas além disso tem um ponto crucial das viagens que é o extenso planejamento: todo mundo viaja do nada, sem ter sequer mencionado isso na véspera e com casais adolescentes decidindo ir, por exemplo, morar em Reykjavik e saindo pra viajar apenas com as roupas do corpo, sem avisar ninguém em casa e começando a viagem de moto.

Casais improváveis: Um final de Malhação é como a frente de um baile funk num domingo de noite: você não pode passar sozinho. Por isso os roteiristas se esforçam pra juntar todo mundo em casais, sem se esquecer de nada nem ninguém, exceto talvez de boa parte dos eventos da temporada. O manquinho da turma do segundo ano que tocava baixo na banda da vilã vai ficar com a bibliotecária que é prima do professor de Artes Cênicas, o garçom da lanchonete do colégio vai ficar com a patricinha que era vizinha do amigo meio mongolóide do mocinho, a mãe da mocinha vai ficar com o tio meio bandido e ex-drogado do dono da loja de material esportivo onde todo mundo do colégio compra meiões (e dane-se se ele morreu no meio da temporada), e o irmão mais novo do cara que andava de skate com o colega de time de water pólo do mocinho vai ter que ficar mesmo é com o velhinho que vendia pipoca na frente do colégio porque todas as personagens femininas acabaram. Nos vemos com o juizado de menores depois.

Vestibular é isso aí: Todo mundo passa o ano inteiro estudando no cursinho e falando do vestibular, mas ninguém se inscreve e ninguém faz provas. Aí, quando chega o final da temporada todo mundo começa a se preocupar com o vestibular e decide fazer uma faculdade particular porque acha que não vai passar numa faculdade pública ou então conclui que precisa fazer mais um ano de cursinho. Isso os que não passam vários anos no terceiro ano e aí viram garçons. Mas sobre isso eu não faço piadas porque quase aconteceu comigo.

Engenharia financeira do absurdo: Ainda que os diretores do colégio/academia tenham mudado com o passar dos anos e que o proprietário seja o Pasqualete desde tempos imemoriais, sempre fica claro que o diretor financeiro só poder ser um homem: Kléber Leite. Todo ano existe uma quase falência, uma suspeita de que agora a coisa vai quebrar e vai ser impossível tirar o colégio do vermelho, mas, subitamente, aos 47 do segundo tempo, surge uma fonte alternativa de renda que pode garantir o aporte financeiro necessário pra que a escola continue funcionando. Mas funcionando apenas até metade da próxima temporada, quando a escola vai começar a passar por dificuldades financeiras e vai parecer que dessa vez a coisa vai quebrar mesmo…

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