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A fantastic fear of everything

Eu nunca fui um cara corajoso. Nunca. Sabe aquelas histórias de crianças que fazem as coisas mais absurdas, se penduram nos lugares mais altos, brincam com as facas mais afiadas, pegam qualquer coisa em qualquer lugar e colocam na boca? Eu nunca fui assim. Eu era a criança que ficava sentadinha direito na cadeira, eu era o garotinho que tinha receio do porta-talheres, eu era o bebê que não apenas não pegava coisas do chão como possivelmente partiu direto do “gugu”, “dada” e mamãe” para “isso se encontra devidamente higienizado, minha boa senhora? não me venha com rodeios”.

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Sobre o dia em que eu tive medo de avião

Eu sempre achei que fosse ter medo de avião. Quer dizer, medo não, pavor. Primeiro pela óbvia periculosidade da idéia – é uma caixa de metal, erguida ao céu por turbinas, deslizando no ar quente, comandada por um cara que sempre tem um sobrenome como “mendonça”, “peçanha” ou “menezes” e sobre a qual só ouvimos falar quando cai – e segundo pela minha óbvia facilidade para ter medo das coisas. Tenho medo de altura, tenho medo de cavalos, tenho medo de lugares fechados, tenho medo de pessoas não tão familiares que  me cumprimentam dando aquele abraço com a cabeça apoiada no ombro, tenho medo de pegar carona e ser obrigado a conversar com o dono do carro. Em suma, se algum dia ocuparem Wall Street pedindo uma melhor divisão do medo dentro da sociedade, eu, com toda certeza, vou estar entre aquele 1% que todo mundo vai criticar por estar concentrando receios demais. Continuar lendo

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Top 5 – Traços femininos um tanto quanto aterrorizantes

Efusividade excessiva: Ela é efusiva, alegre, animada, pra cima, felizona. E isso é bom, claro. Isso é sensacional, isso é fantástico. Mas ela é assim quando vocês saem, quando vocês chegam em casa, quando vocês dormem, quando vocês brigam, quando vocês transam, quando vocês visitam seus pais, quando vocês acordam, quando vocês bebem, quando vocês passam mal, quando vocês batem de carro, etc. Ela simplesmente não consegue parar de ser animada e efusiva, seja qual for o momento. Sabe quando você acorda as seis gripado e está ranzinza, chato, irritado? Ela está efusiva. Sabe quando seu chefe usou seu relatório de metas pra assoar o nariz e atirou na sua mesa? Ela está efusiva. Sabe quando você foi preso porque deixou seu amigo guardar uma bolsa na sua casa e aquilo tudo não era orégano? Ela está na delegacia, efusiva. E finalmente você entende porque não existiam casais normais naquele maldito desenho dos ursos Gummy.

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