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3 grandes vitórias pessoais do ano de 2011

Ser pago pra escrever – Uma sensação que eu sempre imaginei que deve estar entre as melhores do mundo é a de ser pago pra fazer aquilo que você ama. Não aquilo que você suporta, não aquilo que você tolera, não aquilo que você faz pela grana, não aquilo que você acha que pode agüentar durante vários anos se beber bastante e for tentando se motivar com atividades paralelas e apostas pessoais como “vou levar pra reunião esse projeto visual que envolve gatos halterofilistas como imagem de fundo para os comunicados de reestruturação corporativa, só pra ver o que rola”. E depois de ter, durante esse ano, pego alguns frilas que me permitiram ser pago pra escrever em outros lugares basicamente o mesmo tipo de coisa que eu escrevo aqui, eu posso dizer sem medo que a sensação é ainda melhor do que eu esperava.   Continuar lendo

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Problemas práticos do romantismo teórico – XXIII

Dentre todas as vantagens normalmente subestimadas de um relacionamento estável monogâmico, que vão desde ter com quem rachar aquele milk-shake enorme que você pediu por engano e nunca mais precisar entrar numa festa onde toque David Guetta, passando por finalmente saber o que responder quando aquela sua tia chata vem perguntar quando você vai arrumar uma namorada até ter com quem desabafar quando seu trabalho atinge o grau 19 de absurdo e você fica preso até o final da noite no escritório preparando um fluxograma para notas de falecimento, umas das principais é o fato de que um relacionamento te dá direito as pequenas coisas. Sim, elas, as pequenas coisas, os verdadeiros pontos de diferenciação entre um relacionamento e apenas uma série de ficadas constantes com a mesma menina. Mas vamos por partes. Continuar lendo

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5 coisas que você vai perceber se resolver voltar a namorar depois de um longo tempo solteiro

Namorar é diferente de ficar – Por mais que a gente goste de pensar que namorar nada mais é do que a versão redux e com extras de ficar, existem várias e significativas diferenças em torno desse mesmo conceito que tornam um namoro tão próximo de uma simples ficada quanto o campeonato inglês está do futebol Gulliver do Marcelinho Carioca. Enquanto uma ficada gira em tornos de conceitos como não-periodicidade, descompromisso, ausência de intercâmbio familiar e a possibilidade de apresentá-la aos bróders apenas como “uma amiga” e não ter que dar explicações se ela sumir, um namoro já inclui tags bem mais complexas como compromisso, responsabilidade, almoço de domingo e a necessidade de explicar pra todo mundo de onde aquela garota veio, o que ela está fazendo ali e porque ninguém pode mencionar perto dela que você tinha dito que só ia voltar a namorar depois que transasse com gêmeas.

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Meus 4 tipos favoritos de casal – Uma análise antropológica feita por quem está de fora

O casal amigão: Mais do que um casal, eles são seus amigos. É com ele que você bebe e joga bola, é com ela que você fala sobre garotas e pede conselhos de roupa, numa relação que só não pode ser chamada de adoção porque seria muito esquisito dormir na casa deles.  Eles te apresentam garotas, te animam quando você está chateado, dão palpites nos seus possíveis relacionamentos e te ajudam a se sentir menos desconfortável num mundo composto apenas por casais, além de te dar a oportunidade de ver praticamente o making-of de uma relação, com erros de gravação, cenas excluídas e não, nada de cenas picantes porque, como eu disse, isso seria esquisito. Eles são seus futuros padrinho/madrinha de casamento e sim, tomara que eles nunca terminem, porque você não suportaria uma outra disputa pela sua guarda após o divórcio dos seus pais.

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Coisas que me fazem ficar feliz por estar solteiro #212 e #213

#212: Carnaval com namorada – Podem me chamar de quadrado ou retrógrado, mas eu sou da opinião de que existem certas épocas do ano e certos tipos de evento que não foram exatamente feitos ou projetados para casais. Cinema? Ok, coisa pra casal. Shows? Ok, coisa pra casal. Carnaval? Nem tanto. Micareta? Não, não, não! Sabe a sensação que você imaginava que o John Wayne tinha quando conduzia uma diligência pelo meio de uma tribo de índios famintos e hostis? É mais ou menos assim que um cara, por mais seguro e menos ciumento que seja, se sente ao passear com a namorada pelo meio de um bloco ou uma micareta. Eles são bárbaros, eles são sujos, eles não tem princípios e eles não prestam, basicamente tudo aquilo que você se lembra de ser quando era solteiro. Então conduzir sua namorada em segurança pelo meio deles se torna uma missa complexa e épica, que requer toda a sua atenção e seriedade para que você não comece a jornada de mãos dadas com uma morena de cabelos cacheados e termine do outro lado da festa segurando pela mão um segurança chamado Antônio e que parece estar muito mais feliz do que deveria.

#213: Discussões de casal – Eu quase nunca entendo nada durante discussões de casal. Sério, sério mesmo. Mesmo no tempo em que eu namorava e estava totalmente adaptado e praticando constantemente o conceito eu simplesmente era incapaz de compreender os motivos, processar os argumentos ou mesmo, em vários instantes, notar que realmente existia uma briga acontecendo. Quase sempre era tudo súbito, meio descoordenado e totalmente incompreensível, como se eu entrasse num cinema polonês do meio de uma sessão dublada de Dogville e o cara da poltrona da frente tivesse um black power enorme que tapasse metade da tela. “Eu estou errado? Ela está errada? E se ela está errada, porque sou eu que tenho que pedir desculpas? E como assim pedir desculpas não adianta? O que adianta então? E por que você tem uma faca?”, esse tipo de sequência de informações é extremamente complexa pra mim, já que é o tipo de contexto em que até mesmo concordar com a outra pessoa desencadeia uma briga e frases como “não fica nervoso, sério. não fica nervoso…não fica nervoso!!!!” começam a surgir, deixando tudo absolutamente incompreensível. E claro, se depois de tudo resolvido você disser algo do tipo “viu, a gente não precisava ter brigado…” ela vai dizer “mas quem estava brigando aqui?!” e vai começar tudo de novo.

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Top 5 – Armadilhas clássicas de começo de namoro

Disponibilidade de tempo: Nada é mais perigoso do que sempre ter tempo para a outra pessoa no começo do relacionamento. Ela te chama pra ir ao cinema e você tem dentista? Você remarca. Ela te pede pra encontrar com ela na porta da faculdade na hora da pelada? Você falta ao futebol. Ela te chama pra ir no motel na hora em que passa Lost? Você decide baixar na internet e ver depois. E por aí as coisas vão até que o relacionamento se estabelece e você decide que é hora de ajeitar a sua vida, voltar à rotina normal e recuperar o tempo perdido nos seriados (“como assim o Boone morreu?”). Mas tente explicar isso pra ela? Sim, porque aquelas atitudes criaram nela a idéia de que o seu tempo, assim como um vestido ou uma camisola, é algo que ela pode usar como e quando quiser e você tem apenas o direito de ser comunicado(sim, eu estou supondo que ela fala com as camisolas e tal). E quando você tentar argumentar ainda vai ser recebido com um “ah, mas antes podia, né? Por que agora não pode?”. Sim, porque muitas namoradas pensam como funcionários públicos: benefício concedido é benefício adquirido e se não receber de novo mês que vem vai rolar greve.

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