Arquivo da tag: não sei se faz sentido escrever no homo depois de um texto assim

Novas aventuras em lo-fi #17

12rowers_600

Como todos sabem, vivemos numa época marcada pelo duelo entre a globalização cultural, um processo de universalização que aproxima e mistura as mais variadas culturas, e o recrudescimento dos mais antigos conflitos e preconceitos. Temos acesso a diversas culturas com um clique do mouse mas estranhamos a pessoa com outro sotaque, podemos chegar ao outro lado do mundo em algumas horas mas temos medo que estrangeiros roubem nossos trabalhos, podemos graças a internet ter acesso a pornografia que envolve dois cavalos, uma freira e um anão fantasiado como Kim Jong Il transando numa banheira de iogurte vigor grego mas quebramos lâmpadas na cabeça de homossexuais nas ruas. São tempos esquisitos.

Exatamente por isso se torna importante, mais do que ressaltar as diferenças entre judeus e palestinos, católicos e protestantes, brancos e negros, buscar as semelhanças, as experiências comuns, aquelas coisas que ao invés de nos separar nos unem. E no caso dos héteros e dos homossexuais, um desses elementos, ainda que poucos reparem, é que quase todos nós, quando crianças ou adolescente, em alguma excursão do colégio, do curso de inglês ou do time de futebol, cantamos essa verdadeira epopeia musicada da descoberta do prazer da sodomia e da paixão homossexual chamada “rema, rema, remador”. Sim, rema, rema, remador. Venham comigo.

Continuar lendo

15 Comentários

Arquivado em Music Review, situações limite