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Falas em busca de um roteiro

“Sabe qual é o problema entre nós dois? É que eu cresci e você não. Eu amadureci e você não. Eu achei um emprego, uma sala, uma rotina de oito horas com passeios opcionais nos finais de semana e você não. E eu acho que agora é um pouco tarde demais pra que eu admita que você fez a escolha certa. E eu não. Mas eu tenho um grampeador, se isso servir de compensação”

“Eu sei que eu posso estar me adiantando um pouco e isso pode soar esquisito, mas se essa bebida levar à outra bebida, essa outra bebida levar à um beijo, esse beijo levar à uma noite juntos e isso virar realmente um relacionamento, mas por alguma razão nós virarmos um desses casais que brigam o tempo todo e discutem por bobagens feito a escolha de um dvd ou onde vão passar o natal, quando uma das brigas ficar séria demais, você poderia me lembrar de te dizer que, de todas as coisas que eu vi até hoje nada, nada mesmo, é tão lindo quando o jeito como você está me olhando agora?”

“O que nós estamos fazendo é simples como andar de bicicleta. Com a diferença de que nenhum de nós dois sabe andar de bicicleta”

“Eu não me importo realmente com o que você pensa, mas me importo com você o bastante para fingir que me importo. Isso fez sentido pra você?”

“Atire no papagaio! Não pense, apenas atire no papagaio! Ele devorou Jay, ele é maligno!”

“Sabe aquele email? Era tudo bobagem. Desde que você foi embora eu descobri que em cada língua existem pelo menos uns 50 sinônimos pra saudade. E nem vou precisar citar o seu nome como um dos primeiros.”

“E você tem todo o direito de ir embora, o problema não é esse. E o problema nem é o fato de que você vai sair por aí e vai fazer outras coisas, conhecer outras pessoas e nunca vai se sentir satisfeita com alguém que não sabe pra que lado você dorme, ou em que momento você está realmente triste, ou como você prende seu cabelo quando fica preocupada, ou que tipo de filme te faz dar risadas. Nada disso. Você tem todo o direito de sair por aí e acreditar que eu vou ficar feito um idiota te esperando. Isso não é um problema. Na verdade o único problema é que tem um lado de mim que acredita realmente que valeria a pena ficar aqui sentado esperando por isso.”

“Meu Deus, alguém mate o maldito papagaio! Cortem as asas desse bastardo! Meu Deus! Maldito papagaio!”

“Você quer saber a verdade? Você quer mesmo saber a verdade? Você não iria reconhecer a verdade nem mesmo que ela estivesse na sua frente! Nem que ela tropeçasse em você. Nem se ela fosse uma espinha no seu rosto pra ser espremida. Nem se ela fosse um inseto e pudesse te picar. Nem se ela fosse uma ex-namorada e te telefonasse de madrugada te xingando. O que você sabe sobre a verdade? Hein? Hein? Quem você pensa que é pra merecer a verdade? Mas ok, se você quer a verdade, a verdade real, aí vai…eu…hummm…qual era a pergunta mesmo? Me esqueci, desculpe…”

“Suzana, eu realmente acredito que o universo conspire…só não penso em uma boa razão pra que seja à favor…ei! o que é isso? Asas? Um papagaio, diabos, um papagaio! Fujam, corram por suas vidas! Um papagaio! Um papaghaaaaaaaaarrrrrrgh!”

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