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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #556, #557, #558 e #559

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#556 – Peter and Kerry – Split for the city: Baseada no terror inato e primordial de não estar lendo os sinais, não estar pegando as deixas, não estar entendendo as pistas e ela estar fazendo as malas pra ir embora e levando o gato enquanto você apenas se pergunta porque uma bolsa tão exageradamente grande só pra ir comprar o café que acabou – “e você sabe que o Willie sempre espirra quando você leva ele nessas padarias” – essa cançãozinha disfarça como pop vagamente dançante um monstro lovecraftiano mais perverso e aterrorizante que Cthulhu, que é o “eu ainda te amo mas acho que não estou mais apaixonada por você”. Para pistas de dança com espaço para você se deitar em posição fetal enquanto bebe vodka de canudinho.

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A praticamente interminável playlist sobre mal-entendidos e brigas de casal: itens #12, #13, #14, #15 e #16

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#12 -Joe Cocker – Don’t let me be misunderstood: Possivelmente o mais próximo que uma canção romântica consegue chegar de uma declaração formal de desculpas após uma acusação de violência doméstica, essa balada de Joe Cocker se tornou um clássico por aliar em poucas estrofes não apenas claros sinais de bipolaridade do eu-lírico como também aquela postura “só deus pode me julgar” tão presente nos grandes romances, nos grandes adesivos de carro e nos grandes perfis de orkut. Ótima trilha para episódios de Linha Direta, dramatizações durante a madrugada na Record e declarações do tipo “não é nada disso que você está pensando” quando é exatamente aquilo que ela estava pensando e nem é a primeira vez.

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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #201, #202, #203, #204 e #205

#201 – Scouting for girls- I’m not over you: De todas as possíveis formas muito, mas muito ruins de ser chutado por alguém – que incluem desde términos na noite do natal, na sua casa, durante a ceia, enquanto você come rabanada, até términos via sms, passando por caminhões de som tocando Djavan na frente do seu trabalho e chegando ao conceito do chute literal como prova de que não, não rola mais, acabou – uma das piores é o não-término. Sim, aquele em que ela não liga, ela não avisa, não te leva pra um restaurante pra dizer que o problema é ela e não você, não diz que espera que vocês possam ser amigos, ela apenas vai embora e não dá notícia. Mais do que apenas terminar contigo, ela salta etapas e finge que nunca aconteceu nada entre vocês dois, te retirando da cronologia da vida dela mais ou menos como a Marvel fez com o Tony Stark adolescente e a DC fez com Beppo, o super-macaco e aquelas histórias esquisitas em que o Batman se vestia de rosa.

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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #354, #355, #356, #357 e #358

#354 – Weezer – Waiting on you: Apesar de uma constante vibe nerd animadinha, o Weezer é uma banda também caracterizada pelas músicas tristes, mas muito tristes, tristes mesmo. E uma das grandes canções pra baixo e focadas totalmente no abandono e na depressão já lançadas pelo grupo de Rivers Cuomo é essa, que tem um dos refrões mais desanimadores já registrados na história da humanidade, algo mais ou menos como “o meu é o mais solitário dos números, e agora é o mais solitário dos tempos, você está 19 dias atrasada, mas ainda assim eu estou sentado esperando”. Se depois de 19 dias você ainda não notou que a questão já deixou de ser um atraso e passou ao limite entre o no-show e o rosto em caixinhas de leite com uma legenda de “desaparecida” logo embaixo, essa canção é pra você.

#355 – Nenhum de nós – Diga a ela: Rock gaúcho é algo conceitualmente triste (algumas vezes no bom sentido, outras nem tanto) e poucas coisas sintetizam tanto a vocação dos pampas para produzir canções que não vão deixar o seu dia melhor do que esse clássico do Nenhum de Nós no melhor estilo“estou fingindo que está tudo bem mas na verdade estou mal pra caramba e preciso que você venha tomar conta de mim porque o momento mais feliz do meu dia é assistir Mr Maker e isso só pode significar que minha vida é uma droga”. Ou algo assim. Fora que todo mundo adora acordeons.*

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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #819, #820, #821 e #822

#819 – Teitur – I was just thinking: Eu acho que uma das coisas que fazem uma pessoa compreender o quão complicados, dolorosos, cansativos e caros relacionamentos podem ser é ter um namoro a distância. A saudade, a sensação de perda, as incertezas, as horas ao telefone ou no msn, todas essas coisas tornam o processo de gostar de alguém muito mais complexo e chato do que as pessoas dizem que ele deveria ser e os filmes da sessão da tarde fazem parecer. Então se você já está longe da pessoa que você gosta e muito possivelmente se sentindo mal por isso, não ouça essa música. Só vai piorar tudo.

#820 – The Rifles – Out in the past: Se “Pare de tomar a pílula” esgota a temática das canções contra métodos de controle de natalidade e “Fuscão preto” esgota o conceito de músicas sobre carros da Wolks com motor na traseira, “Out in the past” esgota o assunto de namoros de faculdade ou de colégio. Toda a letra exala uma nostalgia da adolescência típica de quem está no meio da crise dos 25 e acha que sim, aqueles é que eram os bons tempos e possivelmente nunca mais vai dar pra ser feliz como a gente era antigamente. Péssima trilha sonora para reuniões de turma de colégio ou reencontros involuntários com ex-namoradas.

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Top 5 – Profissões para enriquecer facilmente o seu currículo

E então você se formou. Diplominha na mão, altas expectativas, muita felicidade, papai e mamãe orgulhosos, titio e titia exultantes, vovó alegre e vovô resmungando porque acha que comunicação é curso de veado e você deveria ter feito engenharia civil. Mas aí você chega no mercado de trabalho e descobre que o mundo é dos profissionais multi-função. Gente que pinta, borda, dança, sapateia, lava, passa e ainda faz alguma outra coisa que exige nível superior antes de dar banho nas crianças. Gente multifuncional da HP diante de quem você não passa de uma impressora matricial movida à lenha. Afinal,veja como vários exemplos de pessoas ferradamente bem-sucedidas envolvem alguém que exerce múltiplas e variadas funções: a) Roberto Justus (publicitário, apresentador,cantor); b) Eri Johnson (ator, jogador de futevôlei, amigo do Romário); c) Junior Lima (cantor, ator, namorado de ex-VJ da MTV). Sim, amigo, não dá pra ter sucesso sabendo fazer apenas uma coisa ou tendo apenas uma profissão, a não ser que essa coisa que você sabe fazer seja namorar a Suzana Vieira. E é visando enriquecer esse seu currículozinho miserável que eu trago cinco sugestões de profissões viáveis e interessantes para te ajudar na conquista de poder, dinheiro, sucesso e se possível um emprego.

DJ: Como qualquer pessoa bem-informada sabe, sempre existiu um grande preconceito em relação ao trabalho do DJ. Muitas pessoas durante muitas décadas consideravam que o trabalho do DJ era apenas dar o play numas músicas, levar uma mala de fitas e arranhar alguns vinis sem necessidade enquanto ficava se mostrando pras gatinhas, o que é uma visão totalmente errada. Afinal, atualmente todos nós sabemos que dá pra levar tudo em um pen-drive e DJs gostam muito mais de garotos do que de garotas. Então é óbvio que mesmo você que não sabe nada de música pode fazer uma playlist qualquer e começar a tocar em algum inferninho. Se você ainda tem alguma dúvida sobre sua capacidade de ganhar um troco como DJ faça como os americanos e se pergunte: “O que Jesus faria?”

Ator: Atuar é algo complicado, que exige estudo, dedicação, preparação e talento natural, além de concentração e sensibilidade. Mas atuar na Record ou fazer Malhação não. Faça um cursinho qualquer na faculdade, entre naquele grupo de teatro da sua rua que vem tentando há seis meses sem sucesso encenar a piada do “não, nem eu”, peça para aquele seu amigo que desde 2002 escreve poesias pra namorada que fugiu pra te escrever um monólogo e se jogue de cabeça na carreira de ator. Afinal, se “Caminhos da Vida” já está na sexta continuação quem garante que o próximo mutante com poder estranho ou o amigo com “La tourette” do mocinho da próxima temporada de Malhação não pode ser você?

Comediante stand up: Uma tendência que você deve ter notado depois da ascensão do Barack Obama e do CQC é que todo mundo passou a querer ser negro e fazer comédia stand-up, com maior ou menor sucesso. Mas como fazer stand-up é mais fácil e não faz com que os seguranças te sigam em lojas de eletrônicos, a arte do humor de pé foi se vulgarizando ao ponto de que qualquer pessoa que se ache engraçada e consiga ficar em pé se considere um humorista de stand-up e vá fazer um show em algum bar onde você pacificamente tentava beber uma cerveja. E bem, se você não pode vencê-los junte-se a eles! Reúna todas aquelas piadas de pontinho, todos aqueles chistes do tipo “sua mãe é tão gorda que…”, invente um personagem estereotipado legal e mãos à obra, meu amigo! Vai que é tua e quando chegar no Zorra Total me convida pra escrever um quadro estrelando o Agildo Ribeiro.

Modelo: Num mundo distante, muito tempo atrás, modelos eram pessoas com uma beleza acima da nossa, caras com um físico hercúleo, traços que lembravam uma estátua grega e que namoravam com outros caras de físico hercúleo e traços que lembravam uma estátua grega. Mas claro, sinal, dos tempos, isso mudou e hoje qualquer moleque magrelo com um cabelo que fizer com que você ache que ele é gay pode ser considerado modelo! Sim, é fácil, é simples, é prático como cozinhar com George Foreman Master Grill! Perca peso, deixe sua tia cortar seu cabelo e pronto, o mundo é seu, bonitão!

Jornalista: Bem, não precisa de diploma… Ok, paga mal, mas por que não?

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