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Promessas de ano novo

É um novo ano e, como em todo começo de ano, nada melhor pra marcar o início desse renovado período do que uma lista de promessas pessoais totalmente irreais e que sei que não irei cumprir em hipótese alguma, para que eu possa chegar ao final desse ano com uma bela sensação de frustração e dever não cumprido. Lá vai a minha lista de promessas para 2009.

Vida profissional:

-Começar o emprego na Caixa Econômica e ficar nele até ser chamado pela Petrobras.
-Terminar o ano já trabalhando na minha área de formação e recebendo o bastante pra me manter morando sozinho.

-Me dedicar com um mínimo de seriedade ao trabalho como bancário por mais tedioso que eu saiba que ele vai me parecer.

-Levar com o máximo de seriedade possível o meu trabalho na Petro, caso ele saia esse ano, conciliando uma vida profissional responsável com a mentalidade desleixada que eu tenho.

Vida profissional não-remunerada:

-Levar á frente o projeto do Invencível, tentando realmente manter uma web-comic do personagem por mais trabalhoso que isso possa ser.

-Concluir ou procurar desenhistas para todas as one-shots, histórias curtas e mini-séries que eu já tenho escritas, assim como desenvolver os conceitos das que ainda estão no rascunho.

-Terminar meu livro de contos tendo a coragem de excluir as coisas que eu sei que não são realmente boas e estão lá apenas por preguiça de escrever melhor.

-Fechar o “Ninguém Espera a Inquisição Espanhola” e agrupar tudo nesse blog, já que eu não preciso ter medo de que o conteúdo de um blog interfira no outro. É tudo absurdo mesmo.

-Tentar me dedicar com um pouco mais de seriedade a escrever e me preocupar ao máximo em gostar do que eu escrevo e o mínimo possível em ser compreensível ou fazer referências que todo mundo vá entender. Ou seja, escrever mais e pra mim. Com sorte vai sair alguma coisa (cerca de 3%) que vai funcionar pra outras pessoas.

– Divulgar e expor meu material a mais pessoas, opiniões e críticas. Eu não tenho auto-estima mesmo, estou com medo do que?

-Procurar seriamente uma editora pro livro de contos, assim que ele estiver pronto.

-Escrever mais pseudo-artigos pseudo-teóricos.

Personalidade/Aparência:

-Não fazer mais a barba, porque dói, faz minhas orelhas parecerem maiores e deixa as pessoas ao meu redor alegres.

-Desenvolver mais a minha auto-estima, confiando mais no meu taco e aceitando que eu não sou abaixo da média da humanidade e tenho até alguns pontos fortes, como…como…humm…

-Conseguir listar minhas qualidades sem precisar pensar por mais de 40 minutos.

-Usar mais camisas pólo.

-Parar de chegar nas pessoas quando eu bebo, a não ser que eu ache que realmente quero chegar nelas. Aceitar que só porque bebi não tenho a obrigação de chegar em alguém e que existem várias outras formas de ser um bêbado inconveniente, como contar histórias de infância, dar petelecos nas pessoas e falar sobre aceleradores de partículas.

-Voltar a correr diariamente e não inventar mais desculpinhas pra não ir na pelada de domingo de manhã.

-Comprar novos pares de calçados enquanto os antigos ainda estão em condições de uso.

-Perder a barriga esquisita que eu estou desenvolvendo antes que seja tarde demais.

-Cortar o cabelo no tamanho certo e não num tamanho bizarramente menor e ficar torcendo pra ele se ajeitar sozinho.

Vida pessoal:

-Não namorar a não ser que realmente não exista outro recurso menos extremo que possa ser tomado. Exemplos de recursos menos extremos: auto-mutilação, banhos gelados, sessões duplas de “Senhor dos Anéis: O retorno do Rei” e conversas com minha mãe sobre relacionamentos e satisfação pessoal.

-Não obedecer orientações absurdas de pessoas próximas por pura preguiça de dizer que a pessoa teve uma idéia idiota e suportar a discussão subseqüente.

-Não fingir que não estou vendo o celular tocando por pura preguiça.

-Não desligar o celular e puxar a tomada do fixo durante feriados e finais de semana.

-Me aproximar do meu pai e tratar meus pais como adultos mesmo quando eles não merecem.

-Não ter medo de bater no meu irmão quando ele merecer, mas fazer isso pelas costas e sempre quando eu tiver uma rota de fuga já planejada.

-Tentar conviver com meus outros dois irmãos.

-Acreditar na máxima do Yuri de que não existem mulheres impossíveis e sim cantadas ruins.

-Ficar com uma ruiva. Sim, isso é uma fixação, mas terapia sai caro…

-Ficar com outra ruiva (ou de novo com a mesma) pra provar que é possível repetir a experiência em um ambiente controlado.

-Ser capaz de dizer “não” com convicção e não ficar inventando subterfúgios ou atalhos pra que a pessoa entenda que eu não quero algo.

-Não deixar que as minhas complicações pessoais incomodem a vida das pessoas que me cercam, tirem meu sono ou me façam perder qualquer episódio de House.

Miscelânea:

-Tirar carteira de motorista.

-Ler mais autores nacionais que não sejam clássicos.

-Ver mais filmes asiáticos e europeus. Filmes que o Woody Allen filmar na Europa não contam como europeus. Filmes americanos com ninjas não contam como asiáticos.

-Assistir mais seriados.

-Aprender a tocar gaita e usar o Fruit Loops funcionalmente.

-Comer mais bolinhos Ana Maria.

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