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Você não é o que você ouve (ou lê, ou assiste) ou “Rob Gordon estava meio errado”

falamsana

Seres humanos são criaturas complicadas. E não falo apenas por todos os momentos em que você vê alguém fazendo algo absurdo, inexplicável ou apenas constrangedor e se vê coçando a cabeça e dizendo “é, complicado…” mas porque somos realmente complexos, em qualquer nível de análise.

Temos traços de personalidade conflitantes, atitudes contraditórias, um processo de comunicação cheio de sutilezas e nuances, uma variedade de características positivas e negativas imensa demais para ser realmente catalogada. Como eu já disse, somos complicados.

E por isso um recurso que sempre usamos, pra lidar com as outras pessoas e com toda a complexidade que elas representam, é a generalização, a simplificação, que é a nossa maneira de deixar de lado toda essa complicação e tirar daquela pessoa uma sinopse, uma imagem aproximada, sem ter que navegar em todos os detalhes que formam aquela personalidade. Por exemplo, Pedro não é “um cara tímido porém carente que lida com suas inseguranças usando o humor como escudo”. Pedro é “metido a engraçadão”. E pronto.

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Trecho número 67 de uma tentativa de teoria unificada das comédias românticas

John-Cusack-in-Say-Anythi-002De todos os conflitos lógicos que dominam o gênero das comédias românticas – estabilidade x novidade, liberdade x compromisso, aceitação x correção – poucos são mais complicados de solucionar racionalmente e geram mais dissociação em relação aos princípios do romance real e prático do que a dicotomia básica entre a definição do amor enquanto solução ou fim da jornada e a visão do romance enquanto processo ou conquista contínua, possivelmente as duas mais frequentemente apresentadas nesse contexto ficcional específico. Continuar lendo

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