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Defendendo causas #78 e #79

#78 – Eu andei assistindo Big Brother (isso é uma figura de linguagem, eu não tenho realmente uma TV portátil e tal) e mais uma vez fiquei impressionado com a representatividade que certos grupos têm na casa. Por exemplo, num grupo de 16 pessoas nós temos 2 gays assumidos, 1 lésbica assumida e pelo menos outras 2 pessoas cuja sexualidade eu já vi sendo questionada no twitter (ainda que isso não queira dizer muita coisa). Levando isso como proporção para a população brasileira quer dizer que quase 19% da população brasileira é homossexual e mais cerca de 12,5% estão ali pensando profundamente na questão. Outra coisa legal é que a “heavy user de internet da casa” é uma garota jovem e bonita e não um cara gordo barbudo com uma camisa com o pingüim do Linux (afinal, todo mundo sabe que a internet sempre foi muito mais o lar das garotas bonitinhas do dos homens sem aptidões sociais). E como não podia deixar de ser, a casa tem apenas um negro (afinal, temos apenas 6,5% de negros aqui na Suécia, digo, Brasil) e ele tem um cabelo meio rasta com tranças. Afinal, todo negro tem cabelo assim. Nada contra os gays, mas iniciarei um profundo boicote ao programa se na próxima edição não estiverem presentes ao menos um gago, um anão e um cara corcunda com La Tourette que é fã hardcore de Kraftwerk.

#79 – Outra coisa: sei que já toquei nesse assunto mais de uma vez, mas precisa existir da parte do poder público algum tipo de assistência especial destinada aos homens feios e solteiros que não moram mais com suas mães. Porque se, como aconteceu comigo, você vai jogar bola e torce/quebra/estilhaça/tritura/doa pra ciência/perde seu pé e fica fora de condição pra resolver suas coisas sozinho, você simplesmente não tem a quem recorrer. Afinal, se o nível de boa-vontade das pessoas com um cara mal-barbeado e mancando é relativamente bem menor do que com uma adolescente bonitinha vestida de colegial, nem mesmo aquele apelo com o público feminino a gente consegue ter e com isso ficamos totalmente indefesos e perdidos na cidade grande, sem ter nenhum tipo de respaldo. No meu caso eu estou sentindo dores, possivelmente serei engessado e a única pessoa a quem eu posso recorrer é o cara que divide apartamento comigo, que diz que quer viajar pra Áustria pra conhecer a casa onde Hitler nasceu, costuma ser procurado por crianças no apartamento e já foi três vezes criticado pelo síndico por se exibir nu na janela do próprio quarto. Ou seja, não é bem aquela pessoa pra quem você quer parecer indefeso. E cadê a autoridade? Cadê o poder público? Sério, pessoal, é foda.

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