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3 sugestões para aumentar a emoção no próximo BBB

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# tudo começaria de maneira sutil já na primeira semana. um móvel trocado de posição, uma comida sumindo da geladeira, uma festa anunciada com um tema, realizada com outro, o leifert nega que tenha havido qualquer mudança. na segunda semana começam os sons de martelada durante a noite, as sirenes que tocam em horários aleatórios, um gato preto aparece no confessionário mas desaparece rapidamente. na terceira semana, durante a noite, um participante apenas desaparece do confinamento, sem paredão, eliminação, nenhum aviso prévio. os integrantes da produção agem como se ele nunca tivesse existido, negam que houvesse mais uma pessoa na casa. as paredes são pintadas com cores diferentes no meio da noite, durante a manhã abrem a geladeira e dois corvos saem voando de dentro dela. durante a festa de sábado um bode aparece na piscina. uma semana depois, durante a madrugada, surge uma nova pessoa na casa, alegando ser o participante que sumiu, mas totalmente diferente, por exemplo, sumiu um homem negro alto, surge um homem branco baixinho. ele sabe de tudo que foi dito e conversado antes, porém ele parece esconder um mistério, fala sozinho pelos cantos, está sempre afiando uma faca imaginária. durante o próximo paredão thiago leifert não diz “boa noite” mas sim “viva cthulhu, venham provar seu sacrifício, deuses antigos”. final com paredão triplo. o bode continua na piscina.

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Três ideias para programas de televisão que eu estou considerando se ofereço ou não para o canal Multishow

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Sentimento e Consideração com João Luis
– Um programa de entrevistas onde eu recebo celebridades para um bate papo descontraído com o plot twist de que meia hora antes das gravações tanto eu quanto a equipe e os entrevistados começamos a beber copos de cerveja e shots de tequila. Com isso o que antes era um papo superficial sobre carreira e o mundo do entretenimento se transforma numa conversa verdadeira sobre sentimentos profundos, amizade, gritos de “te considero pra caralho” e “se eu fosse travesti, eu queria que meu nome fosse joycy, com dois y, porque joy é alegria, sabe?”. No segundo bloco entraríamos numa profunda espiral de sentimentos, que envolveria telefonemas para a ex-namorada do convidado, ideias do tipo “sério, a gente tem que colocar fogo em alguma coisa” e culminaria num quadro externo em que sairíamos do estúdio pra confrontar meu pai sobre meus traumas de infância, talvez gritando com ele pelo interfone e dizendo “você nunca me amou de verdade”. No terceiro bloco retornaríamos ao estúdio, bateria a ressaca, o clima ficaria péssimo, ninguém nunca mais ia se falar. Não sei ainda se teria uma banda acompanhando ou não.

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Precisamos falar sobre Ted

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Em primeiro lugar temos que lembrar que How I Met Your Mother é uma comédia romântica e comédias românticas, assim como tudo que envolve o romance, são fortemente baseadas num processo de idealização. Assim como a religião consiste em ordenar numa narrativa idealizada e coerente eventos que poderiam tranquilamente ser analisados de forma aleatória e desconexa (macacos, pessoas, vida pós-morte, barulhos estranhos na cozinha, histórias da sua avó sobre um cara cabeludo que andava na água) o romance também trabalha reorganizando de forma narrativa e mais socialmente aceitável eventos que poderiam ser calcados em diretrizes puramente biológicas ou randômicas (atração física, disponibilidade momentânea, consumo excessivo de álcool, tara patológica por pintinhas). Continuar lendo

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Sobre Peter Petrelli e outros caras que são piores em relacionamentos do que você

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Uma das grandes coisas que a gente aprende quando gosta de séries de TV é a lidar com as nossas frustrações e com a idéia de que a nossa opinião não pode sempre prevalecer, isso é a vida e as vezes não adianta muito reclamar. Pushing Daisies foi cancelada, a Fox exibe toda a programação dublada, Law and Order tem 500 spin offs, Lost foi como um longo relacionamento de seis anos que terminou com frustração e traição, Tal filho tal pai ficou apenas no piloto, entre outras tantas pequenas injustiças e traumas que vão nos tornando mais fortes e mais tolerantes com o tempo.

E dentre todas as pequenas frustrações que eu tive com seriados nos últimos anos eu desconfio que a pior de todas foi Heroes. Sim, a série sobre pessoas com poderes especiais que teve uma primeira temporada brilhante (com um final muito ruim), uma segunda temporada ruim, com a qual eu tentei ter paciência por conta da primeira temporada brilhante (ainda que com final ruim) e uma terceira temporada sobre a qual eu sinceramente não quero falar. O quarto ano da série eu admito abertamente que não vi, mas acho que o fato de ter levado a série ao cancelamento não é exatamente um sinal de que as coisas melhoraram muito, os roteiros ficaram supimpas e a série ganhou tantos emmys quanto você ganharia foras numa festa da Ford Models.

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