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Top 5 – Formas clássicas de terminar relacionamentos

Término em local privado: Terminar é uma tarefa das mais duras e complicadas, que você não pediu e nem gostaria de ter recebido, mas acabou caindo nos seus ombros. Então, em respeito ao seu parceiro, ao tempo que vocês passaram juntos e a tudo que aconteceu entre os dois, você decide que a melhor maneira de informar sobre a sua rescisão unilateral desse contrato bonito que foi o relacionamento de vocês é num local íntimo em sua casa ou na casa dela, onde os dois podem conversar com calma, sem a impessoalidade de um local aberto ou a presença de pessoas desconhecidas. Apenas vocês dois, celebrando um passado em comum e pensando num futuro que ambos esperam que seja feliz. Prós: discrição, privacidade, dá pra fazer nuggets se alguém sentir fome. Contras: se ela começar a tirar a roupa e disser que quer sexo de despedida fodeu tudo.

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Problemas práticos da canalhice teórica

Essa é uma coisa que já aconteceu com quase todo cara gente boa, legal ou bonzinho. Uma noite você ouve o seu centésimo “eu gosto de você, mas só como amigo” ou o seu sexagésimo “não estou pronta pra entrar num relacionamento sério” ou o seu nonagésimo oitavo “você é legal demais” e vai dormir revoltado com a vida. Aí no dia seguinte você começa a juntar as pecinhas, vê quais são seus colegas que mais se dão bem com as mulheres, lembra que o Zé Mayer sempre tem um final feliz nas novelas, lê duas notas no R7 sobre o Dado Dolabella e pensa “é isso, eu vou virar um canalha. Aí as mulheres vão me respeitar e gostar de mim”. Infelizmente, porém, passar de cara bonzinho pra canalha não é algo fácil como, sei lá, passar de Anakin pra Darth Vader (cortam sua mão, te queimam, você senta numa cama, um cara diz “riiiise” e pronto, tá resolvido,“e  cara, como você ficou bem de preto!”).

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Problemas práticos do romantismo teórico – VIII

Um dos grandes problemas esquemáticos que os envolvimentos românticos sempre apresentaram pra mim é a total e absoluta ausência de qualquer mecanismo de garantia de reciprocidade ou compensação. É aquela coisa, você gostar de alguém não garante que essa pessoa goste de você no mesmo nível, quer dizer, nem mesmo implica que ela goste de você em qualquer nível ou sei lá, reconheça a sua existência no campo legal e moral (“sério, pra mim você não existe. é como…sei lá, eu sou a China e você é Taiwan. eu simplesmente não vou reconhecer a sua existência, sabe?”). Ou seja, basicamente não garante nada, se você for pensar.

Mas com o tempo a gente acaba, é claro, desenvolvendo mecanismos pra lidar com isso, de uma forma ou de outra. As experiências prévias, o amadurecimento, tudo isso acaba te ajudando a aprender a lidar com os diversos níveis de rejeição, tanto no âmbito romântico como em outros níveis interpessoais, profissionais e etc. Pequenas paixonites são resolvidas com horas de vídeo-game; grandes paixões com noites de bar, bebida e bate papo com amigos; amores de verdade com música triste no mp3, filmes da Meg Ryan, relacionamentos-rebote e o já famoso brigadeiro rosa (que simboliza como poucos alimentos o verdadeiro sentido da tristeza e degradação humana), e cada um vai aprendendo seus próprios limites e sua própria forma de lidar com o fato de não ser correspondido de uma forma ou de outra.

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