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Medidas pessoais preventivas para uma vida mais saudável #17 e #18

#17 – Sempre que, numa conversa com uma garota de quem você não está afim, essa garota mencionar o fato de que tem namorado você é obrigado a, tendo ou não interesse, assunto ou tempo para isso, conversar com ela por pelo menos mais dez minutos para que ela não pense que você estava interessado e subitamente desistiu diante do fato de que ela é comprometida.

Sim, isso pode tornar você refém de conversas bizarras, assustadoras ou apenas sem sentido – “então, eu preciso ir, mas foi legal conversar e tudo mais” – “ah, você não quer ver mais fotos dos meus gatos? essa aqui é com o meu namorado também e…” – “…ok…eu vou ficar, me mostra mais algumas. mas dessa vez escolhe as que tem os gatos mais gordinhos pelo menos” – mas evita mal-entendidos e te poupa de situações esquisitas nas quais você mal lembra de uma pessoa mas ela tem certeza que partiu seu coração, toma todas as suas atitudes como indiretas e fala com a galera da copa que você bebe esses seis copos diários de água porque está “tentando esquecer”. Continuar lendo

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Sobre simpatia, antipatia, trabalho e todas essas pessoas que não gostam de você

Poucas coisas são mais complicadas para um ser humano do que processar o conceito de que outras pessoas realmente não gostam dele. Talvez seja por conta da sociedade narcisista em que vivemos, que tende a valorizar tanto o “eu” que torna praticamente absurdo que alguém não simpatize com uma pessoa tão sensacional quanto você (seja “você” quem for). Talvez seja culpa da educação que recebemos e da incapacidade dos nossos pais de, durante nosso processo de formação, apenas nos “mandar a real”, fazendo com que perguntas como “por que as outras crianças não gostam de mim?”, “por que as meninas não querem sair comigo?” ou “por que não tenho amigos no curso de inglês?” recebam respostas vagas como “porque elas ainda não te conhecem bem”, “por que elas são umas bobas” e “você só precisa ter paciência”, ao invés de respostas claras como “porque você é esquisito”, “porque você é feio” ou “porque você é esquisito, feio e faz perguntas demais”. Mas no final a verdade é que, criados e ambientados numa lógica pessoal que nos faz amar a nós mesmos e ser tolerantes com os nossos defeitos – afinal, nós somos nós – é sempre um desafio compreender como alguém pode apenas não gostar de pessoas tão legais, divertidas, engraçadonas e sensacionais como nós. E bonitas também. Esqueci de mencionar bonitas.

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Colegas que não ajudam o seu trabalho: #87, #88, #89

A drenadora de alegria: Possivelmente um ex-cavaleiro do apocalipse cujo nome não foi mencionado no novo testamento porque acharam que “Selma” não era tão sonoro quanto “Guerra”, “Fome” e “Morte”, essa colega parece ter como objetivo principal na vida eliminar qualquer traço de alegria, animação ou felicidade que o ambiente de trabalho possa oferecer. Prazos apertados? Ela diz que não vai dar tempo. Cortes na gerência? Ela garante que todos vão ser demitidos. Comemorações de aniversário? Ela menciona de passagem a lenta caminhada de tudo que vive em direção a entropia. Um celular toca? Ela grita que é o alarme de incêndio e começa a assobiar o tema de “Inferno na Torre” enquanto procura por “edifício andorinha” no youtube.

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5 coisas que você vai perceber se resolver voltar a namorar depois de um longo tempo solteiro

Namorar é diferente de ficar – Por mais que a gente goste de pensar que namorar nada mais é do que a versão redux e com extras de ficar, existem várias e significativas diferenças em torno desse mesmo conceito que tornam um namoro tão próximo de uma simples ficada quanto o campeonato inglês está do futebol Gulliver do Marcelinho Carioca. Enquanto uma ficada gira em tornos de conceitos como não-periodicidade, descompromisso, ausência de intercâmbio familiar e a possibilidade de apresentá-la aos bróders apenas como “uma amiga” e não ter que dar explicações se ela sumir, um namoro já inclui tags bem mais complexas como compromisso, responsabilidade, almoço de domingo e a necessidade de explicar pra todo mundo de onde aquela garota veio, o que ela está fazendo ali e porque ninguém pode mencionar perto dela que você tinha dito que só ia voltar a namorar depois que transasse com gêmeas.

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Outras lições de convivência corporativa

Se você ficar com alguma colega de trabalho, um simples p.s. naquele email sobre gestão de recursos humanos não conta como “telefonar no dia seguinte”.

Você coloca papel no cesto de lixo azul, plástico no cesto de lixo vermelho e lixo orgânico no cesto verde. O pessoal da limpeza joga tudo junto dentro de um grande saco preto.

O café é basicamente como uma droga, com a única diferença de que ele…hummm…o café é basicamente como uma droga.

Em todo escritório tem uma colega que leva um monte de frutas pro trabalho e oferece pros colegas. Apenas no seu tem um cara que cobra por isso.

Levar um coração aberto e total sinceridade para uma pesquisa de ambiência é como levar uma colher para uma guerra atômica.

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