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Top 5 – Formas clássicas de terminar relacionamentos

Término em local privado: Terminar é uma tarefa das mais duras e complicadas, que você não pediu e nem gostaria de ter recebido, mas acabou caindo nos seus ombros. Então, em respeito ao seu parceiro, ao tempo que vocês passaram juntos e a tudo que aconteceu entre os dois, você decide que a melhor maneira de informar sobre a sua rescisão unilateral desse contrato bonito que foi o relacionamento de vocês é num local íntimo em sua casa ou na casa dela, onde os dois podem conversar com calma, sem a impessoalidade de um local aberto ou a presença de pessoas desconhecidas. Apenas vocês dois, celebrando um passado em comum e pensando num futuro que ambos esperam que seja feliz. Prós: discrição, privacidade, dá pra fazer nuggets se alguém sentir fome. Contras: se ela começar a tirar a roupa e disser que quer sexo de despedida fodeu tudo.

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Problemas de gostar de escrever (seja lá o que for) #1 e #2

Persona literária: Várias pessoas têm uma grande dificuldade para aceitar que a relação entre você e o que você escreve pode ser um pouco mais complexa do que “estou triste/vou escrever algo triste” ou “estou feliz/vou escrever algo feliz”, existindo toda uma série de nuances nisso. Você pode estar exultante de felicidade e ter uma grande idéia pra uma história que termina com pessoas se suicidando ou mesmo estar na maior fossa do mundo (11036 m de profundidade, onde apenas aqueles peixes cegos e as músicas do Leoni sobrevivem) e acabar saindo alguma coisa engraçada que envolve tortas, ovos e aquele clipe de “Sing”, do Travis. Então tentar correlacionar diretamente o tipo de texto que você escreve ou as ações dos seus personagens com o seu estado de espírito real é quase sempre uma tarefa que tende a criar mal entendidos e fazer com que as pessoas te denunciem pra polícia só porque você escreveu sobre um coelho assassino ou terminem um relacionamento contigo porque um personagem secundário de um conto seu era meio galinha.

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Top 5 – Problemas com fones de ouvido

Balbuciar e cantarolar: Ainda que eu seja daquelas pessoas que reclamam de gente que não consegue ler sem mexer a boca, eu admito abertamente que não consigo ouvir uma música da qual eu goste sem mexer os lábios. O problema é que não dá pra ficar apenas mexendo os lábios (sim, Pablo do “qual é a música”, você ganhou essa) e em poucos segundos eu estou balbuciando (e balbuciar é sempre esquisito, mesmo quando você, ao contrário de mim, não parece um terrorista árabe). Então, previsivelmente, eu começo a cantarolar baixinho, quase sempre no meu inglês questionável, no meu espanhol duvidoso ou no meu francês absolutamente abaixo da crítica. Agora tente visualizar a mim, dentro do metrô, falando numa língua que você não entende e olhando pro nada, enquanto seguro de forma assustada uma mochila preta. Jean Charles morreu por muito menos, amigos.

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Top 5 – Músicas malandronas e danadinhas da década de 80

Michael Jackson – Billie Jean : Primeira música a também poder ser usada como argumento da defesa em um processo de pensão alimentícia, Billie Jean é uma daquelas canções que representam bem o espírito de malandragem marota da música oitentista, com a história de um cara que, ok, admite que praticou o esporte bretão com a garota, mas nega veementemente a paternidade daquela criança. Afinal, o bebê é negro, como poderia ser filho do Michael Jackson? Destaque para o vídeo-clipe, que é sensacional, mas não faz absolutamente merda de sentido nenhum.

Divinyls – I touch myself : Bem, se eu não entendi alguma coisa errado ou tenho uma mente muito suja, essa é uma música sobre masturbação, o que, por si só, já a coloca totalmente alinhada com o conceito oitentista do “do it yourself malandrão”, que ia desde o Charles Bronson fazendo justiça com as próprias mãos (ok, em outro sentido, mas com as próprias mãos) até o movimento punk e a explosão dos vídeos pornôs, além de comprovar que “Sometimes you can’t make it on your own”, a música que Bono compôs aos 16 anos, quando teve os dois braços engessados, não era um caso isolado de abordagem do assunto.

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Top 5 – Coisas pra dizer se você falhar na Hora H

Existem várias coisas que todo homem cresce pensando que nunca vão acontecer com ele. Ser atropelado por um rinoceronte laranja, ter que se vestir de castor, abrir a porta de casa e receber de um cara fantasiado de palhaço uma porrada usando uma peça de bacalhau, coisas desse tipo. E outra dessas coisas que você realmente nunca imagina que possam te acontecer é falhar na hora H. É o tipo de coisa que seu pai não te explica, seus tios não comentam e jamais é citado nas aulas de educação sexual, mesmo porque não teria utilidade prática fazer o lance da camisinha na banana com uma banana amassada num prato.

Mas a pior parte é que esse é um daqueles momentos na vida em que nada justifica suas ações, nada. Tal qual um cara que deu uma rasteira na própria mãe, colocou fogo num coala vivo ou foi pra assembléia geral da ONU contar para o representante da Etiópia aquela piada de que o Papai Noel não vai à África porque criança que não come não ganha presente, nada que você diga vai explicar, justificar ou minimizar a situação desagradável. Mas mesmo assim aqui vão cinco recursos clássicos para esse momento que, é claro, nunca aconteceu comigo, mas pode algum dia acontecer com você ou com um primo de um amigo seu.

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Top 5 – Pessoas que você não quer encontrar num cinema

O esfomeado: Pipoca num cinema é normal. Refrigerante num cinema é normal. Pacotes de salgadinhos são barulhentos, mas toleráveis. Aqueles pacotes de nuggets são meio bizarros, mas dá pra compreender. Mas algumas pessoas simplesmente não tem a mais remota noção do que é limite e levam verdadeiras refeições pra dentro da sala de cinema, envolvendo desde lanches impressionantemente complexos do Bob’s (nada contra um sanduíche de picanha que jorra molho, a não ser quando jorra em mim) até comida japonesa (com hashi e tudo), passando por pratos feitos de restaurantes e bandejas do Montana Grill. Desconfio que um dia eu vou estar numa sessão e vou acabar sendo interrompido por um garçom com um espeto de churrasco ou por seis gaúchos acendendo um fogo de chão pra assar um carneiro inteiro.

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Top 5 – Piores problemas com reuniões de trabalho

Os horários: Uma reunião de trabalho é basicamente como um pneu furado, uma traição ou a gravidez da sua filha: não tem hora boa pra acontecer. Mas existem, é claro, as horas ruins, as horas muito ruins, as horas péssimas, as horas malditas, e as horas muquiranamente miseráveis, aquelas onde apenas um total e completo sádico sem amigos, sem família, e sem respeito pela vida humana seria capaz de marcar uma reunião, porque iria atrapalhar os horários, a rotina pessoal e profissional de todos que o cercam. E é exatamente nesse tipo de coisa que você pensa quando está entrando numa sala para uma vídeo-conferência numa quinta-feira, véspera de feriado, às cinco e meia da tarde, sem hora pra terminar.

A reunião de PowerPoint: O pior de todos os tipos de reunião é esse, o de leitura de Power Point.Não existem insights, não existem perguntas, não existem informações, não existem dados extras, não existe nada. Existe apenas o Power Point. E a leitura do Power Point. A leitura calma e minuciosa, palavra por palavra, do Power Point. E claro, isso faria muito sentido (tirar as pessoas de suas mesas para apenas ler em voz alta uma apresentação) numa área da empresa em que as pessoas não fossem alfabetizadas, mas você desconfia que esse não é o caso do seu grupo de trabalho. Mas não, você nunca vai ter coragem de manifestar em voz alta que dava pra só ter mandado isso pras pessoas por email pra poder continuar na sala bebendo café e escrevendo mensagens de celular durante a reunião.

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Top 5 – Grandes momentos da minha primeira aula na auto-escola (e um adendo)

#O instrutor, cuja fisionomia lembrava muito a do Tiririca, chegar na sala para o começo da aula cantando “Me dê motivo”, do Tim Maia. Porque nada motiva mais do que começar uma aula teórica ouvindo a frase “me dê motivo pra ir embora”.

#A longa digressão, logo no começo das atividades, sobre como o aumento do número de aulas teóricas e práticas representava uma vantagem apenas para mim, que gastaria mais tempo e dinheiro para tirar a carteira de motorista, e não para a auto-escola, que ganharia mais com isso. Espero para semana que vem a aula em que o professor vai me explicar como eu posso convencer a Ellen Page de que ficando com ela eu estaria fazendo um favor e ela deveria sim ficar profundamente agradecida.

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Top 5 – Grandes preleções motivacionais pré-noitada que eu já ouvi

#1 – “Cara, a gente precisa chegar. Porque nós somos a nata dos solteiros desta merda de cidade. Nós ganhamos bem, nós somos inteligentes, nós somos formados, nós não somos tão feios. Nós somos o que qualquer garota aqui pode querer da vida, certo? Ninguém aqui fica devendo nada pra nenhum outro cara desta festa, então não tem razão nenhuma pra não chegar, tem só que ter coragem, confiar no taco e partir pra cima, ok? Vamos lá? Vamos lá!”

“Pô, gostei do discurso, passou confiança. Vai chegar em quem, na loirinha?”

“Ah, não, muito acima da minha liga. Na verdade tô pensando em ir pra casa ver um filme. Mulher bonita demais aqui, nem rola. Precisamos ir em lugares piores, cara….”

#2 – “Somos solteiros, certo? E quem tá solteiro tem que fazer o que? Hein? Não quero ninguém de frescurinha, de romancezinho, de charminho aqui não, certo? É pra chegar chegando e não vou admitir gente que volte no zero a zero ou que fique de namoradinho aqui nesta porra! E quem é sabe do que eu tô falando! Hoje quem começar a perguntar nome vai ser apelidado de Sidney Magal, certo? Pára com a veadagem então! Agora só espera um pouco que minha noiva ta me ligando e se eu não atender eu tô ferrado…”

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Top 5 – Estratégias argumentativas absurdamente irritantes

Reductio ad Hitlerum: Consiste em, para ganhar qualquer tipo de discussão, relacionar o ponto de vista do adversário ao nazismo a partir de algum fato alheio ao real conteúdo da discussão, mas de forma que isso pareça desqualificar a opinião contrária. Argumentos como “não acho que você devia ficar com ele…ele é pintor, certo? Hitler também era pintor e você viu como Eva Braun terminou…” ou “eu não bebo leite…Hitler bebia leite e todo mundo sabe no que deu” são exemplos clássicos do reductio ad hitlerum, já que conseguem transformar qualquer coisa num sinal de nazismo, desde a alfabetização na infância até o uso de bigodes e o hábito de dormir. Afinal, Hitler dormia. Outra utilização dessa estratégia é a extrapolação hitlerista, que consiste em imaginar uma progressão de ações que vão, inevitavelmente, levar ao nazismo. Isso pode ser exemplificado numa discussão que eu tive com minha mãe na adolescência em que ela me mandou dormir cedo e eu retruquei com um “primeiro a hora de dormir, depois o que vestir, depois pra onde ir, em breve não vou poder sair de casa…qual o próximo passo? me mandar pra Polônia porque meu bisavô era judeu?”. (Naquela noite eu dormi as 20:00.)

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