Arquivo da tag: tops

3 grandes lições sobre prestação de serviços que o Rio de Janeiro pode ensinar ao resto do Brasil

Paciência é uma virtude: Vivemos em um mundo muito apressado. As pessoas correm nas ruas, as pessoas correm com seus carros, as pessoas correm na escada rolante do metrô, as pessoas correm nos escritórios e se você for distraído as pessoas correm com a sua mochila enquanto você volta do futebol no Leme. Em suma, um mundo muito apressado, como eu disse. Exatamente por isso são extremamente valiosas as boas lições sobre tranqüilidade e paciência que, por exemplo, os garçons cariocas tem a nos ensinar.

Tranqüilidade e paciência porque eles não tem pressa pra te atender, já que sabem que todo grande relacionamento é construído com calma. Isso faz com que, tal qual num enlace amoroso, durante um atendimento de restaurante carioca você passe por todas aquelas etapas que vão desde o primeiro contato visual, o flerte, a tentativa de chamar a atenção, até a troca de algumas palavras, o processo de conquista, chegando por fim, após cerca de 50 minutos, a receber seu prato na mesa. O que, ainda que possivelmente vá matar alguns de fome e fazer com que outros voltem atrasados pro trabalho, não deixa de ter a sua beleza e de servir de lição nestes tempos impacientes em que vivemos.

Continuar lendo

33 Comentários

Arquivado em Mundo (Su)Real, teorias, Top

Top 5 – Discos de estimação da minha (quase) adolescência

Cinema Mudo – Paralamas do Sucesso: Todo mundo tem um primeiro disco, aquele que marca a sua transição do “ouço as coisas que meus pais têm em casa” para o “ouço as coisas que eu roubei da casa do meu tio”, então eu posso dizer que foi essa a função dos Paralamas: me retirar daquele duelo constante entre o Oswaldo Montenegro da minha mãe e o Chico Buarque do meu pai e introduzir no ambiente da casa um pouco do meu gosto pessoal (que na verdade era o gosto pessoal do meu tio, mas qualquer coisa valia pra não ouvir mais a frase “voa condor, voa coooondooooor”). Por isso ainda que os grandes hits desse disco tenham sido “Vital e sua moto” e “Cinema Mudo”, músicas como “Foi o mordomo” e “O que eu não disse” ainda são constantemente cantaroladas por mim e fazem parte das minhas lembranças mais antigas de infância junto com ver Macgyver na sala enquanto bebia Toddy e crescer frustrado porque nunca me davam um transformer no natal.

Continuar lendo

9 Comentários

Arquivado em Músicas e derivados, Song-Book, Top, Vida Pessoal

Top 5 – Problemas com fones de ouvido

Balbuciar e cantarolar: Ainda que eu seja daquelas pessoas que reclamam de gente que não consegue ler sem mexer a boca, eu admito abertamente que não consigo ouvir uma música da qual eu goste sem mexer os lábios. O problema é que não dá pra ficar apenas mexendo os lábios (sim, Pablo do “qual é a música”, você ganhou essa) e em poucos segundos eu estou balbuciando (e balbuciar é sempre esquisito, mesmo quando você, ao contrário de mim, não parece um terrorista árabe). Então, previsivelmente, eu começo a cantarolar baixinho, quase sempre no meu inglês questionável, no meu espanhol duvidoso ou no meu francês absolutamente abaixo da crítica. Agora tente visualizar a mim, dentro do metrô, falando numa língua que você não entende e olhando pro nada, enquanto seguro de forma assustada uma mochila preta. Jean Charles morreu por muito menos, amigos.

Continuar lendo

17 Comentários

Arquivado em Músicas e derivados, Top

Top 4 – Razões pelas quais caras têm quedas por ruivas

O fascínio da minoria: Tudo que é diferente acaba chamando a atenção e possivelmente despertando interesse. Num período longínquo, quando loiras eram uma raridade que só poderia ser encontrada em latitudes específicas e quase sempre dentro de algum barco viking, nossos pais e avôs idolatravam loiras e daí surgiram mitos como Marilyn Monroe e derivadas (note que na minha cabeça meu avô, os vikings e Marilyn Monroe conviveram no mesmo período histórico). Já na nossa geração, um tanto quanto saturada com o “blonde boom” que se deu após a descoberta do poder da descoloração (possivelmente ensinado pelos vikings ao meu avô) as ruivas acabaram entrando em voga por serem, agora, o diferente, o incomum. Daí o recente interesse e a profunda presença das ruivas no imaginário masculino. Fora que quando você se perde de uma ruiva no shopping costumava ser bem mais fácil pra encontrar olhando de longe. Mas isso sou eu sendo frio e utilitário de novo.

Continuar lendo

40 Comentários

Arquivado em Sem Categoria, Top

5 sinais de que você pode estar bobamente afim de alguém

Você acha tudo que ela faz muito legal: Uma das primeiras coisas que você vai notar quando ficar bobamente afim de alguém é que aquela pessoa se tornou basicamente uma das mais legais no universo, ao menos na sua opinião. As piadas dela são as mais engraçadas, o sorriso dela é o mais bonito, as músicas que ela menciona são as mais legais, os medos dela são os mais fofinhos do mundo e a taxidermia que ela pratica é o hobby mais instigante e menos assustador e mórbido que existe sobre a face da terra. Você vai notar que seus conceitos e escalas começam a sutilmente se flexibilizar pra que ela se torne cada vez mais interessante e tudo que ela propõe ou comenta se torne super-hiper-giga-boga divertido de forma a que uma simples conversa boba com ela se torna um mega-evento cheio de graça e magia que você realmente não entende como ainda não foi comprado pela FOX ou pela Universal pra passar no horário nobre agora que ER acabou.

O relacionamento entre vocês dois se passa basicamente na sua cabeça: Outra coisa que você nota quando está neste nível de bobeira é uma sutil discrepância entre o que realmente acontece entre vocês (quase sempre nada ou muito pouco) e o que se passa na sua cabeça. Não, não falo de sentimentos recíprocos, porque nessa fase você nem sabe direito se ela tem sentimentos por você além de algo como “eu emprestaria um cd pra ele, se ele pedisse educadamente e eu não gostasse muito do cd”, mas sim de realmente ter uma atividade mental referente a ela que supera em muito a interação real entre vocês dois. Você está longe de estar obcecado ou pode dizer que pensa nela o tempo todo, mas digamos que pra cada dez minutos de contato real entre vocês existem ao menos duas horas de imaginação/reflexão/avaliação sobre o tema, o que faz com que você resida, ao menos emocionalmente, no fantástico mundo de Bob, mas sem a hora do cafuné.

Você fala dela sem nenhuma razão: Mais um traço comum é a necessidade de comentar sobre o tema com pessoas que não tem o menor interesse no assunto ou que simplesmente não vão entender nada, além de fazer isso em momentos absolutamente sem sentido. Por exemplo, comentar com o pipoqueiro que fica em frente ao seu trabalho como ela é ótima com referências de cultura pop (ao que ele retruca com um “quer mais queijinho então?”), tentar explicar para o seu irmão como ela é engraçada (“ok, ok, mas dá pra montar logo esse maldito time? eu quero começar a jogar, porra…”) ou comentar com a sua colega de trabalho um filme que ela disse ter visto (“ah…tipo…te apóio total…cadê o grampeador?”).

Ela ganhou uma trilha sonora: Você começa a associá-la com músicas, o que faz com que, sei lá, cerca de 20% do seu mp3 player te faça lembrar dela e ficar olhando para o ar com cara de bobo, perdendo a estação e tendo que pegar o metrô de volta no sentido zona norte, que é bem mais cheio e proporciona aquela viagem imprensado na porta e tendo que se desviar pra não ser jogado pra fora do vagão em cada estação. E isso não vale apenas para músicas, você começa a associar ela a outros conceitos até chegar num nível em que ela possui referências em diversas partes da sua vida e até a compra de um pote de aspargos vai acabar te fazendo pensar nela. Nela e em coalas, mas isso é uma associação bizarra que só você faz mesmo.

Você dá bandeira sem notar: Mais um sintoma é a total incapacidade de agir naturalmente e não dar bandeira. Você pensa em dizer uma coisa, aí nota que iria soar estranho, aí muda, percebe que iria soar como uma cantada, altera algumas coisas, percebe que não fez muito sentido, altera mais um pouco e ao final de 12 minutos você conseguiu uma frase do quilate de “ah casa babá ueba pantufa Jaques give it away tia do bátima” que não só não diz nada como te faz parecer absolutamente retardado. E claro, existem as outras pequenas bandeiras como um comentário mais besta, escrever o nome dela no bloquinho enquanto fala ao telefone, escrever histórias em que personagens tem o nome dela ou aparecer na porta da casa dos pais dela usando uma sunga preta e óculos escuros, levando uma garrafa de vinho e uma colher de pau. Mas essa última parte é totalmente psicótica, nunca passou pela sua cabeça e você só mencionou porque ouviu uma história muito engraçada sobre o assunto essa semana, mas não quer citar nomes para não envergonhar pessoas.

11 Comentários

Arquivado em Crônicas, Top, Vida Pessoal