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Coisas chatas de estar solteiro #45, #46 e #47

#45: Papos de bar – Quem me conhece sabe que eu nunca tive o menor jeito pra papos de bar. Aquele questionário clássico com o “como você se chama? o que você faz? qual seu muppet favorito? você acha que Han Solo atirou primeiro?” sempre me soou meio óbvio e forçado, assim como a música alta que te faz ter que gritar e toda aquela coisa do “estamos nos conhecendo então preciso fingir que sou legal e não mencionar que estou usando a cueca do Capitão Marvel”. Somando a isso a natural sensação desconfortável que eu sempre tenho quando abordo uma garota numa festa (eu sempre me coloco no lugar da garota e nunca me parece legal ter minha noite com os amigos interrompida por um carinha metido a engraçadinho. o que talvez tenha a ver com o fato de que eu sou um homem heterossexual, mas isso não muda a sensação), me faz realmente ter uma certa impaciência com papos de bar. Ainda mais porque nunca sabem do que eu estou falando quando pergunto sobre o Han Solo, claro.

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Coisas de namoro das quais você sente falta quando está solteiro:

Companhia em eventos: Te chamam pra uma festa chata, daquelas em que você só conhece um amigo, que vai com a namorada, mas é tão seu amigo que você precisa ir, para demonstrar consideração e retribuir aquela vez em que ele te buscou na delegacia quando você foi preso com dois quilos de orégano mas o delegado pensou que era maconha e não acreditou que seu pai é dono de pizarria. Nessa hora você realmente sente falta de ter uma namorada pra fazer companhia ao invés de conversar com os garçons.

Ouvido amigo: Todo mundo, por mais fechado, introvertido e caladão que seja, alguma hora sente vontade de falar, de se abrir, de contar pra alguém o que se passa em sua mente e seu coração. E claro, nessas horas nada melhor do que ter ao seu lado uma namorada, uma pessoa que, devido a várias convenções comportamentais da sociedade ocidental vai ter que fingir que está prestando atenção naquilo que você está falando e, se for realmente uma pessoa legal, vai até fingir que se importa. Afinal, se você está com uma mulher que realmente te ouve e se importa, saia logo da cama dos seus pais e pare de agarrar a sua mãe, seu depravado… *

Namorada como pretexto: Fora a mãe doente e o pai presidiário não existe desculpa ou pretexto melhor do que a namorada. Seu irmão quer que você busque ele na rodoviária? Não vai dar, você tem que sair com a sua namorada. Sua mãe te pediu pra ir ao mercado? Fora de cogitação, sua namorada já está te esperando na porta do cinema. Troca de corda de capoeira daquele seu primo meio esquisito e sua tia está te enchendo pra ir? Não dá, sua namorada tem formatura na turma de origami exatamente na mesma hora. Fora todos os compromissos/eventos/situações que você pode evitar alegando que sua namorada é ciumenta/friorenta/evangélica/dependente química em recuperação/bissexual/canhota/judia ortodoxa/palestina/emo ou coisa do tipo.

Felicidade monga: Existem certos estados de espírito que um ser humano não consegue alcançar sozinho, e entre eles está a “felicidade monga”. Esse estado zen-alfa-babaca de alegria e satisfação pessoal só surge em decorrência de a)uso de substâncias alucinógenas pesadas; e b)paixão correspondida colocada em prática. Nesse momento de felicidade monga as plantas parecem mais verdinhas (e mesmo quando estão amarelinhas são bonitas!), as piadas são mais engraçadas, as pessoas são mais divertidas, o mundo vira um clipe engraçadinho do Frejat com animação e as despesas ficam mais caras, mas você nem liga. Passear na beira do laguinho vira programaço, assistir dvd em casa se torna um projeto pelo qual você anseia durante toda a semana e um beijo se torna tão épico e emocionante quando o Michael Bay acha que os filmes dele deveriam ser. Claro, uma hora o barato passa e só sobra a abstinência, mas nada que uma palestra do Rafael Ilha não possa ajudar a resolver.

Sexo periódico: Eu definitivamente não preciso explicar esse tópico.

*Uma coisa que eu sempre gostei em termos de diálogo em relacionamentos é uma tendência que certas mulheres têm de falar, falar, falar e falar, com você ouvindo atentamente. Aí você começa a falar sobre algum assunto que você considera importante e ela, em 30 segundos, boceja, começa a ler alguma coisa, liga a TV. Aí você, é claro, pára. Então ela começa a falar, falar, falar, falar. Aí na primeira briga que vocês têm ela diz que você é fechado e não fala das coisas com ela.

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