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5 sugestões de músicas para um pancadão efetivamente neurótico

MC Sapão – Eu tô tranquilão (apenas no exterior já que por dentro ando me roendo de insegurança em relação ao nosso relacionamento)

MC Leozinho – Ela só pensa em dançar (o que tem me deixado meio preocupado porque ela está me dando menos atenção e eu acho que isso só pode querer dizer que ela quer terminar)

MC Marcinho – Tudo é festa (exceto pra mim porque eu não consigo me concentrar nas comemorações já que mandei esse sms pra ela dez minutos atrás e ela ainda não respondeu, o que só pode querer dizer que ela quer terminar)

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3 grandes vitórias pessoais do ano de 2011

Ser pago pra escrever – Uma sensação que eu sempre imaginei que deve estar entre as melhores do mundo é a de ser pago pra fazer aquilo que você ama. Não aquilo que você suporta, não aquilo que você tolera, não aquilo que você faz pela grana, não aquilo que você acha que pode agüentar durante vários anos se beber bastante e for tentando se motivar com atividades paralelas e apostas pessoais como “vou levar pra reunião esse projeto visual que envolve gatos halterofilistas como imagem de fundo para os comunicados de reestruturação corporativa, só pra ver o que rola”. E depois de ter, durante esse ano, pego alguns frilas que me permitiram ser pago pra escrever em outros lugares basicamente o mesmo tipo de coisa que eu escrevo aqui, eu posso dizer sem medo que a sensação é ainda melhor do que eu esperava.   Continuar lendo

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You could be our Yoko Ono

De todos os clichês e lugares-comuns sobre relacionamentos criados pela cultura ocidental, e que vão desde o “amigo apaixonado que não tem coragem de se declarar”, até o “amor de infância que só se concretiza décadas depois” passando pela “entregadora da amazon que anda de patins pelos seus sonhos por causa de portais no subespaço”, um dos conceitos mais clássicos e duradouros é o da “namorada-castradora”. Sim, a idéia de que, como vimos em filmes, séries, livros e especiais sobre os Beatles, mulheres são capazes de, assim que um homem se compromete com um relacionamento, tomar as rédeas de sua vida de forma tal que ele é levado a mudar atitudes e comportamentos, deixando de lado o ser-humano que outrora foi e começando a viver sob o jugo de sua atual parceira, que não apenas controla suas ações como também decide seu futuro, edita seu passado e define que campeonato brasileiro nunca mais, agora só maratona de Lipstick Jungle.

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Secretária eletrônica

O João, assim como o blog dele, encontra-se de férias até o dia 18/10. Caso você queira deixar alguma mensagem é só dizer após o bip. Não, brincadeira, vai ter que escrever nos comentários mesmo. Mas enquanto ele não volta, o clipe de Buddy Holly vai ficar ocupando a tela inicial do blog, apenas pelo lulz e porque Weezer é sensacional. Um forte abraço e até outubro, amigos.

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A mais longa playlist de músicas tristes (ou relativamente tristes) do universo: itens #354, #355, #356, #357 e #358

#354 – Weezer – Waiting on you: Apesar de uma constante vibe nerd animadinha, o Weezer é uma banda também caracterizada pelas músicas tristes, mas muito tristes, tristes mesmo. E uma das grandes canções pra baixo e focadas totalmente no abandono e na depressão já lançadas pelo grupo de Rivers Cuomo é essa, que tem um dos refrões mais desanimadores já registrados na história da humanidade, algo mais ou menos como “o meu é o mais solitário dos números, e agora é o mais solitário dos tempos, você está 19 dias atrasada, mas ainda assim eu estou sentado esperando”. Se depois de 19 dias você ainda não notou que a questão já deixou de ser um atraso e passou ao limite entre o no-show e o rosto em caixinhas de leite com uma legenda de “desaparecida” logo embaixo, essa canção é pra você.

#355 – Nenhum de nós – Diga a ela: Rock gaúcho é algo conceitualmente triste (algumas vezes no bom sentido, outras nem tanto) e poucas coisas sintetizam tanto a vocação dos pampas para produzir canções que não vão deixar o seu dia melhor do que esse clássico do Nenhum de Nós no melhor estilo“estou fingindo que está tudo bem mas na verdade estou mal pra caramba e preciso que você venha tomar conta de mim porque o momento mais feliz do meu dia é assistir Mr Maker e isso só pode significar que minha vida é uma droga”. Ou algo assim. Fora que todo mundo adora acordeons.*

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Top 5 – Discos de estimação da minha (quase) adolescência

Cinema Mudo – Paralamas do Sucesso: Todo mundo tem um primeiro disco, aquele que marca a sua transição do “ouço as coisas que meus pais têm em casa” para o “ouço as coisas que eu roubei da casa do meu tio”, então eu posso dizer que foi essa a função dos Paralamas: me retirar daquele duelo constante entre o Oswaldo Montenegro da minha mãe e o Chico Buarque do meu pai e introduzir no ambiente da casa um pouco do meu gosto pessoal (que na verdade era o gosto pessoal do meu tio, mas qualquer coisa valia pra não ouvir mais a frase “voa condor, voa coooondooooor”). Por isso ainda que os grandes hits desse disco tenham sido “Vital e sua moto” e “Cinema Mudo”, músicas como “Foi o mordomo” e “O que eu não disse” ainda são constantemente cantaroladas por mim e fazem parte das minhas lembranças mais antigas de infância junto com ver Macgyver na sala enquanto bebia Toddy e crescer frustrado porque nunca me davam um transformer no natal.

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4 músicas tristes pra você ouvir no inverno

I smell winter – The Housemartins: Antes do Weezer, antes do Barenaked Ladies ou do They Might be Giants, o Housemartins era provavelmente a máxima expressão do rock nerd, ainda nos longínquos anos 80 (ok, eu exagerei, os anos 80 foram praticamente semana passada e meu pogobol ainda está no corredor, junto com o Genius e aquele boneco que dava soquinhos), pelo visual “óculos e camisa pólo com bolso”. Autores do mega-sucesso “Build” (conhecido no Brasil como “Melô do papel”), eles também lançaram a menos conhecida “I smell winter”, uma música nada animadora relacionando o inverno à solidão, tristeza e ao beijo da morte. Grande música, mas não chega a ser surpresa que com essa postura totalmente animadona o grupo tenha durado apenas dois discos.

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Problemas práticos do romantismo teórico – VIII

Um dos grandes problemas esquemáticos que os envolvimentos românticos sempre apresentaram pra mim é a total e absoluta ausência de qualquer mecanismo de garantia de reciprocidade ou compensação. É aquela coisa, você gostar de alguém não garante que essa pessoa goste de você no mesmo nível, quer dizer, nem mesmo implica que ela goste de você em qualquer nível ou sei lá, reconheça a sua existência no campo legal e moral (“sério, pra mim você não existe. é como…sei lá, eu sou a China e você é Taiwan. eu simplesmente não vou reconhecer a sua existência, sabe?”). Ou seja, basicamente não garante nada, se você for pensar.

Mas com o tempo a gente acaba, é claro, desenvolvendo mecanismos pra lidar com isso, de uma forma ou de outra. As experiências prévias, o amadurecimento, tudo isso acaba te ajudando a aprender a lidar com os diversos níveis de rejeição, tanto no âmbito romântico como em outros níveis interpessoais, profissionais e etc. Pequenas paixonites são resolvidas com horas de vídeo-game; grandes paixões com noites de bar, bebida e bate papo com amigos; amores de verdade com música triste no mp3, filmes da Meg Ryan, relacionamentos-rebote e o já famoso brigadeiro rosa (que simboliza como poucos alimentos o verdadeiro sentido da tristeza e degradação humana), e cada um vai aprendendo seus próprios limites e sua própria forma de lidar com o fato de não ser correspondido de uma forma ou de outra.

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Music Review #2

Weezer – Raditude

Cotação: Inaplicável

Bem, como eu sempre disse pra quem quisesse ouvir e nunca fiz questão de esconder, existem algumas definições bem claras na minha vida de quais são as minhas verdades imutáveis, eternas e que nunca irão nem passar perto de mudar. São coisas que me acompanham desde sempre e formam os cinco vértices da minha definição de quem eu sou. E uma dessas pontas é a certeza de que a melhor banda do universo se chama Weezer.

Por isso eu gostaria de deixar claro, assim como fiz na resenha de “Zack and Miri make a porno” que a avaliação feita aqui foge totalmente de qualquer critério racional ou analítico no sentido estrito da palavra e que a imparcialidade passou longe sem deixar recado ou mesmo uma mensagem offline no MSN. Ou seja, perguntar se esse cd é ruim é basicamente como perguntar se minha mãe é feia ou meu pai usa calcinha: não vai levar à nada além de brigas ou a algum tipo de diálogo constrangedor entre eu e meu pai. Dito isso vamos em frente analisando o disco faixa à faixa.

“Raditude” abre com “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To”, primeiro single do disco e que até já tem clipe nas interwebs. É um pop rock “weezer style”, daqueles pra tocar em rádio e fazer a galerinha cantar junto em ritmo de azaração e descontração total. Na sequência vem “I’m your daddy”, outra canção que já nasce clássica, falando sobre aquele climinha de “vou conhecer a garota da minha vida nessa pista de dança”, o que seria realmente possível se alguém aqui soubesse dançar. Aí entra a faixa 3, “The girl got hot”, mais uma daquelas músicas que te fazem pensar que Rivers Cuomo anda saindo muito, provavelmente mais do que você e isso é preocupante. Então vem “Can’t Stop Partying” e você tem certeza que realmente alguém anda se divertindo e saindo com companhias erradas, fora que existe o choque de saber que Lil’ Wayne não é o filho do Batman, como você tinha pensado, e sim um rapper. E assim termina o que eu chamo de lado “solteirão nerd pegador” do CD, perfeito pra ouvir enquanto você se arruma pra sair numa sexta à noite ou enquanto você se arruma pra ficar em casa numa sexta à noite.

Na faixa 5 o Weezer traz à tona seu repertório de canções um pouco mais sentimentais, com “Put Me Back Together”, já citada aqui no blog como representante das súplicas de retorno de ex-namorada (além de uma das melhores do CD), algo parecido com a intenção de “Trippin’ Down the Freeway”, bem mais animadinha e um pouco mais preventiva: ao invés de pedir pra você voltar eu não vou deixar você terminar. “Love Is the Answer” é a prova de que até mesmo o Weezer pode errar e de que nada é tão complicado que uma cítara mal colocada não possa complicar mais, por isso pode ser legal pular para “Let It All Hang Out”, uma música de sábado à noite bem melhor do que qualquer coisa que o Black Eyed Peas jamais possa conseguir fazer, cheia de energia, vida, coragem, alegria e outras coisas que você teria que beber para conseguir. Na versão normal o disco iria então continuar com “In the mall”, um rock simples e sem grandes pretensões fechando com “”I Don’t Want to Let You Go”, a balada final do disco, outra bela canção sobre o porque de não ser legal você me chutar ainda mais agora…

Mas claro, existe a versão Deluxe, e nela existem mais 4 músicas: “Get me some”, uma das mais pesadas do disco, com os “instrumentos moendo” e uma letra que, vá lá, é rebelde sem deixar sua mãe preocupada; “Run Over by a Truck”, que te faz assobiar no metrô e ficar estalando os dedos; “The Prettiest Girl in the Whole Wide World”, uma música lentinha que já tinha saído no segundo disco solo do Rivers e “The Underdogs” , provavelmente o mais próximo de um “We’re the world” que o Weezer algum dia vai chegar.

Numa análise geral a banda basicamente oferece mais do mesmo com algumas boas variações, o que vai ser muito interessante se você for fã e não vai te impressionar taaaanto assim se você não for. Muito da vibração adolescente dos discos antigos e que estava ausente no “Red Album” retorna, assim como uma certa vocação para o pop rock com mais cara de “música pra tocar na rádio” (se as rádios fossem legais, coisa que não são). E não se deixe assustar por participações de rappers ou pelo cachorro na capa (mas tipo, se você se assustar com o cachorro você é meio hiper-sensível, eu acho): é apenas o bom e velho Weezer de sempre. E cara, é bom saber que algumas coisas não mudam tanto assim nesse mundo estranho, frio e cruel que existe aí fora.

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Alegria, alegria

 

 

E sim, o telegrama chegou. Ueba. E na boa, eu estou muito feliz. Não só pelo fato de trocar de emprego e agora passar a fazer algo mais divertido e que eu, pelo menos teoricamente, sei fazer. Não apenas porque dei um passo importante pra caramba pra ter uma carreira profissional de verdade. Não só porque vou sair de Viçosa onde eu estava a um passo de entrar em depressão e passar a comer cacos de telha. Não apenas por causa do orgulho de ter conseguido uma coisa tão difícil. Não apenas pela felicidade de, dessa vez, não ter morrido na praia. Não apenas porque pessoas que antes nem falavam comigo agora vem me dizer que tem filhas da mesma idade que eu (ainda que isso seja bem divertido, admito). Não apenas porque deixei meus pais, tios, avós e irmãos orgulhosos. Não apenas porque poderei pagar rodadas de cervejas para meus amigos, até notar que eles só estão andando comigo por causa disso e parar. Não apenas porque, se eles pagarem o que diz no edital, eu vou me tornar um solteiro interessante e, se eu trabalhar bem, posso chegar aos 30 sendo até mesmo “bonito”. Não apenas porque eu acho que vou conseguir ter, aos 25, a vida que eu planejava ter desde criança. Não, não é apenas por isso. É por..humm…bem, era por causa dessas coisas que eu citei antes mesmo, eu me perdi no raciocínio…

Uma coisa engraçada da convocação é que eu fiquei muito feliz. Não feliz “animadinho”, feliz mesmo. Eu falo isso porque eu não sou um cara de ficar feliz, estilo felizão, alegrão, todo boboca, cheio de animação e alegria, eu sou do tipo que fica naquela felicidade “ok, deu tudo certo, mas espera a merda que vai acontecer amanhã…”, o tipo de felicidade que bem…não é lá muito feliz. E sinceramente, agora eu estou felizão. E simplesmente não consigo me lembrar de pensar na merda que evidentemente vai acontecer amanhã (porque, sério, eu sei que vai…). Eu estou, impressionantemente feliz, naquele estado de felicidade monga que te deixa com vontade de abraçar desconhecidos, beijar desconhecidas e dar tapinhas no ombro de desconhecidos que você não tem coragem de abraçar porque são estranhos e assustadores. Na verdade ontem, quando eu realmente recebi o telegrama, eu não postei nada aqui no blog porque eu estava tão feliz que simplesmente não conseguia me suportar, não conseguia nem mesmo sentar para escrever (e escrever de pé me irrita) de tão alegre, animado, eufórico, doidão de felicidade e animadão de regozijo e júbilo que eu estava. Eu estava um saco, perguntem pra Elisa, que teve o azar de estar no msn e topar comigo. Sério, estar feliz assim é ótimo, mas tem seu lado meio irritante.

Concluindo: nessa sexta eu vou, felizão, pro Rio (aquela cidade engraçada que está chegando perigosamente perto da minha amada Nova Iguaçu) fazer meus exames médicos de admissão e comprovar que eu tenho mesmo um diploma de comunicação e que tirei ele numa faculdade, ao invés de fazer um em casa usando o Corel Draw, que era a idéia original do meu pai. Torçam por mim. E não falo tanto nos exames em si, mas sim porque eu não sei me guiar no Rio e   tenho medo de entrar num ônibus na rodoviária Novo Rio, pegar no sono e acordar na frente do Clube Campo Grande, onde meus pais ainda devem 16 anuidades e o pagamento do quinhão, além de que eu acho que estou meio atrasado pro treino do time fraldinha. Torçam por mim, amiguinhos e obrigado pelo apoio durante todo esse atribulado período pelo qual eu passei. Abraço pra todo mundo. (E é sério, eu nesse momento abraçaria todos vocês. Aaaaarrrrgh,meu deus…)

P.S: Pra quem não conhece o clipe, esse é “Island in the sun”, do Weezer, na versão dirigida pelo Spike Jonze, que é (o clipe, não o Spike Jonze) a imagem máxima da felicidade fofa e grudenta. Sério, eu poderia MESMO abraçar todos vocês.

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